sábado, 22 de outubro de 2016

A mente é o filtro da alma

Estrelado por Paz Bascuñán, "Sem Filtro" é uma dramédia que trata da importância de buscarmos um equilíbrio emocional para termos mais qualidade de vida. O filme pode ser dividido em duas partes: na primeira, a protagonista Pía está à beira de um colapso nervoso - seu chefe a humilha, seu marido a ignora, seu enteado não a respeita e sua melhor amiga não lhe ouve, entre outros conflitos que tantos de nós enfrentam no dia a dia, como o mal humor do trânsito, vizinhos sem-noção e a burocracia para resolver problemas técnicos simples com operadores, por exemplo. Na segunda parte, depois de mais uma consulta em vão com o psicanalista e enfim submetendo-se a um tratamento de acupuntura, Pía descobre que sua ansiedade era fruto dos seus sentimentos reprimidos, então ela escancara suas emoções, dizendo tudo o que pensa a todos.

O filme termina um pouco clichê, acredito que faltou uma última parte: onde ela deveria encontrar o equilíbrio emocional. De resto, adorei a produção e me identifiquei muito com a trama. Pía trabalha com marketing digital em uma agência de publicidade, então o filme trata o tempo todo das redes sociais e do mercado de trabalho na área de comunicação e, sinceramente, só vi verdades. Tem um momento em que ela sofre uma crise de ansiedade, se prende em sua sala e, mesmo tomando seus calmantes, sente dificuldade para respirar. Isso me lembrou uma colega de trabalho que tomava calmantes, outra que confessou se trancar no banheiro para chorar e o que me levou a pedir demissão em meu último dia de trabalho no meu último estágio.

Supervisora de marketing digital numa agência de publicidade, Pía está à beira de um colapso nervoso.
Eu estava sob um nível de tensão e me esforçando tanto para parecer bem que o corpo não aguentou. Senti que minha pressão estava caindo, pois as mãos ficaram trêmulas, começou a me dar tontura e calafrios. Levantei para beber água, coloquei sal embaixo da língua, mas a sensação era de que o ar estava faltando. Tentei inspirar profundamente para controlar os batimentos cardíacos, aí não aguentei e comecei a chorar, pois senti um temor horrível de que iria desmaiar há qualquer momento.

Não foi a primeira vez que me senti assim, mas acredito que desta vez foi muito mais intenso. Não temos a liberdade de falar tudo o que nos vem a mente, pois isso nos prejudicaria muito, mas temos a opção de não aturar o que está nos fazendo mal, de nos afastar das pessoas que transmitem energia ruim, de não voltar a um lugar carregado de remorsos. A pior coisa que tem é sentir o desprezo de pessoas das quais você gosta - ou gostou um dia. Dói demais!

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