terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Palestra: Estou Formado! E agora?

No último sábado eu assisti o que acredito que foi a última palestra que verei neste ano, "Estou Formado! E agora?" com o professor, psicólogo e coaching de carreiras Sidinei Rolim através do projeto Psicologia no Cotidiano desenvolvido em parceria com a Biblioteca Pública Municipal Nelson Foot. A palestra veio a calhar, apesar de ser direcionada a um público mais juvenil (sim, sou jovem, mas não me identifico com a minha faixa etária).

Estou às voltas com meu trabalho de conclusão de curso. Um tanto infeliz, confesso. Tinha uma ideia romantizada de quando enfim chegasse este momento da realização do meu projeto experimental, não imaginava o quão problemática o mesmo seria, em todos os sentidos. Lidar com a frustração de outros estudantes que estão concluindo o curso não ajuda muito. Assistir a palestra me conscientizou de que em qualquer profissão, na teoria tudo é lindo, mas na prática é um inferno. Mesmo que você escolha o que goste para estudar e consiga a almejada realização profissional - ou ao menos desenvolva o projeto dos seus sonhos, sempre haverá o lado ruim e maçante da coisa. O palestrante definiu esta parte como a parte "burocrática", mas tenho que discordar. Sempre gostei de rotina administrativa e adoro lidar com planilhas, redigir documentos, entre outras técnicas de organização e controle de dados, não acho isso maçante.



Em algum momento da palestra foi perguntado ao público quais eram os principais dilemas na transição da vida acadêmica para a profissional. Preconceito, insegurança, concorrência, adaptação foram alguns dos termos citados. Apesar de não ter dito o meu em voz alta (pois uma senhora resolveu roubar toda a atenção para ela), meu dilema foi abordado no slide seguinte: a escolha do nicho/área de atuação. A senhora reclamou que os jovens tinham mais oportunidades no mercado de trabalho, mas eu discordo, a falta de experiência prática também te prejudica. Então, independente do que você estuda ou dos seus trabalhos anteriores, a receita é experimentar o que você puder. Fazer estágio, desenvolver projetos experimentais, participar e usufruir da vida acadêmica (eu fiz tudo isso, acredite, sem visar benefícios como créditos estudantis).
Principais dilemas na transição da vida acadêmica para a profissional
  1. Preconceito
  2. Insegurança
  3. Concorrência
  4. Adaptação
  5. Área de atuação
Como o palestrante frisou, o maior erro dos estudantes é esperar terminar a faculdade para se movimentar, quando o ideal é começar a pensar e planejar desde antes, e direcionar seus contatos e seus projetos em favor dos seus objetivos. Ele falou bastante sobre marketing pessoal: como se divulgar profissionalmente. Falou sobre ampliar as suas possibilidades de atuação, sobre empreendedorismo. Dar sequência aos estudos com uma especialização, MBA, mestrado ou doutorado é bom desde que você não se apegue a isso para evitar o mercado de trabalho. E, deixando os registros em carteira e os certificados de lado, a sua experiência de vida conta muito, suas vivências influenciam diretamente na forma como você vai lidar com o seu ofício.

Outro erro de quem busca o sucesso profissional é medir o trabalho ideal pelo rendimento financeiro. Você não tem que buscar o que dá mais dinheiro. Eu simplesmente detesto esta visão que as pessoas desenvolveram sobre o trabalho: de que é maçante, opressor, intolerante. Isso é o que você escolheu para você, não quero isso para mim, muito obrigada. E porque ninguém considera a ideia de ser autônomo, abrir seu próprio negócio ou investir em algo que lhe dê retorno futuramente? Só te preparam para ser empregado, para obedecer, concordar e aceitar, se contentar em receber por horas de trabalho. Para muitos, a economia criativa é uma piada. Sistema de trocas é coisa de gente antiquada. E tratamentos alternativos não funcionam: se você tem um problema, ou vai ao médico, ou vai à igreja. Ninguém considera encontrar a raiz do problema.

Não basta querer trabalhar, não é assim que funciona. O currículo moderno está além de experiências em carteira e formação acadêmica. E também não basta deixá-lo em agências e esperar que encontram o trabalho ideal para você. Não desperdice seu dinheiro com especialização se você não sabe o que quer. E não adianta achar que TODO esse esforço vai funcionar se você não estiver bem consigo mesmo e com as demais áreas da sua vida.

Piramide de Maslow para refletir ;)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Palestra sobre Jornalismo Moderno

A terceira edição da Feira de Profissões da escola Monsenhor Hamilton José Bianchi contou com ex-alunos como palestrantes - e eu fui um deles. O convite veio da minha eterna professora de português, Valéria Lopes, que me acolheu tão bem durante o ensino fundamental e continua sendo um doce de pessoa, sempre amável e maternal.

Florzinha para ficar de lembrança e cartinha fofa da direção <3
Em meu discurso, falei um pouco sobre o curso de Comunicação Social, como é estar na faculdade e espero cumprido a minha proposta de apresentar o Jornalismo Moderno. Preparei uma apresentação no Prezi (disponível aqui), mas senti falta de ter levado mais material de apoio/conteúdo multimídia para a minha apresentação. Na próxima, vídeos, imagens e fotografias não vão faltar, já tomei nota!

Apresentação criada no Prezi! :D
Fui muito bem recepcionada pelos alunos do terceiro ano. Confesso que esperava uma turma mais mista, mas apesar da maioria ser homens, isto não foi um problema, pois tratavam-se de homens bastante maduros e atenciosos, já bem encaminhados para o mercado de trabalho. Alguns mais brincalhões, outros mais tímidos, mas no todo foram bem participativos, corresponderam bem à minha proposta. Das meninas, uma se destacou pela sua curiosidade aguçada, o que foi ótimo para a dinâmica da palestra. Também percebi que minha sala tinha menos alunos que as outras, e bastante alunos inscritos faltaram, todavia os que foram prestaram atenção e tiraram proveito do conteúdo (assim espero).

Minha thurma cheia de meninos, hahaha
Ver-me de volta naquela escola, onde passei três longos anos da minha vida acadêmica, bateu um pouquinho de saudade da adolescência, com todas as minhas imperfeições. Nunca imaginei que voltaria naquele ambiente sem a minha temida timidez. Também reconheci alguns rostos da minha infância, garotos que brincavam comigo dentro dos nossos 4 anos de diferença na faixa etária: eu terminando a faculdade e eles concluindo o ensino médio.

Adorei o convite, a experiência e acredito que foi recíproco! Segundo meu namorido, já estou pronta para dar aulas (apesar de ter ficado parada no mesmo canto da sala durante a palestra toda, hahaha).

Fotinha com todo mundo para encerrar. xD

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Guerra às Mídias Sociais

Criei meu blog em 2009 (este mesmo), aos 14 anos, cerca de dois anos depois de eu aprender a usar um computador e descobrir o universo das redes sociais. Comecei com um perfil no Orkut, MSN e um blog no Tumblr. Apesar dos escândalos por trás dos nicknames fakes, acredito que o cyberbullyng não era tão enraizado como é hoje. Hoje as pessoas dizem o que pensam e mostram a cara, sem temer as consequências.


A palestra que assisti sobre cyberpsicologia tratou muito disto (veja aqui). E nós que estudamos jornalismo estamos sempre debatendo sobre a questão de produzir conteúdo humanizado, pensando em como isto vai afetar o público. Mas o que mais tem na internet são conteudistas sem este senso crítico, formadores de opinião causando tumultos nas redes sociais apenas para gerar engajamento. Enquanto atuava cuidando das contas de terceiros, a regra era: falem bem ou falem mal, o importante é ver as estatísticas crescerem.

Tem uma frase no filme "No Filter" que resume tudo: tudo o que os clientes querem são likes, é com isso que eles se importam, em como a empresa transparece nas mídias sociais, independente do que realmente acontece no dia a dia. No filme, que eu já comentei aqui, a protagonista atua como supervisora de marketing digital numa agência de publicidade e está à beira de um colapso nervoso.

Também assisti uma série nesta semana, "Haters Back Off", que apesar de ser de humor, traz um fundinho de realidade que nos toca (pelo menos eu). A protagonista, Miranda Sings, é uma personagem criada pela youtuber Colleen Ballinger, que, a meu ver, consiste numa crítica social sobre até onde os criators são capazes de ir para ganharem visibilidade.

E, por fim, 2 episódios da terceira temporada da antologia Black Mirror sintetiza o que está acontecendo em nosso mundo moderno. Sim, já está acontecendo, e não é de agora: adolescentes cometendo suicídio devido ao bullyng nas redes sociais, sociedades se movimentando para afetar aqueles que supostamente estão no poder, vítimas serem perseguidas devido a um mal-entendido.

Sinto que presenciei isso através de um concurso de fotos com mães neuróticas que, sinceramente, não tem mais o que fazer da vida para levar um simples concurso a um nível tão pessoal, a ponto de tentar prejudicar a agência e a loja organizadora. Foi uma loucura e nunca tinha acontecido nada igual em mais de 10 anos de campanha.


Nosedive



Em um mundo dominado por avaliações on-line sobre cada pessoa, uma mulher desesperada para ser notada nas mídias sociais acha que tirou a sorte grande ao ser convidada para um casamento luxuoso com pessoas do mais alto escalão, mas nem tudo sai como planejado.

A princípio, achei a ambientação tão fofinha, um mundo futurista, mas envolto de cores candy, onde todas as pessoas são educadas umas com as outras. Mas depois você percebe que isso é uma paranoia total. As pessoas são avaliadas o tempo todo, por tudo o que fazem, de 1 a 5, e o seu status social interfere diretamente na sua qualidade de vida. Pessoas com média acima de 3 são consideradas normais e pessoas com médias acima de 4,5 são consideradas influenciadoras e obtém êxito em tudo o que fazem: desde conseguir um emprego até fazer uma compra. Os "psicanalistas" atuam justamente para te orientar a subir de status, analisando as estatísticas o tempo todo.


Hated in the Nation



Após uma tragédia nas mídias sociais, uma detetive e sua assistente especializada em tecnologia fazem uma descoberta assustadora.
Este vai um pouco mais a fundo no que chamamos de "haters". Enquanto o episódio citado anteriormente trata da ética mascarada nas redes sociais, neste episódio vemos exatamente o contrário: em como a sociedade atua no cyberbullyng. Pois "hater" são se refere somente a um caso pessoal, a partir do momento que você difama uma pessoa, ataca uma pessoa, seja ela uma pessoa pública ou não, você é um hater. [SPOILER] No episódio, um hacker cria um game nas redes sociais lançando a hashtag #MorteA. A ideia é que as pessoas postem a hashtag com a foto da pessoa que odeiam naquele momento, e a pessoa mais citada é eliminada. Todavia, o principal alvo do hacker não são as pessoas públicas, mas sim os haters.
P.S. Curiosamente, a primeira vítima dos haters é uma jornalista.

Hashtags, haters, status social, avaliações: tudo isso já faz parte do nosso universo. Não que seja uma coisa ruim, mas quando priorizamos essas métricas nos esquecemos de viver, nos sentimentos oprimidos e passamos a ter receio de nos expressarmos - independente de qual lado você esteja: seja criando conteúdo - como um influenciador, compartilhando conteúdo (que também faz de você um agente influenciador) ou absorvendo conteúdo.

sábado, 22 de outubro de 2016

A mente é o filtro da alma

Estrelado por Paz Bascuñán, "Sem Filtro" é uma dramédia que trata da importância de buscarmos um equilíbrio emocional para termos mais qualidade de vida. O filme pode ser dividido em duas partes: na primeira, a protagonista Pía está à beira de um colapso nervoso - seu chefe a humilha, seu marido a ignora, seu enteado não a respeita e sua melhor amiga não lhe ouve, entre outros conflitos que tantos de nós enfrentam no dia a dia, como o mal humor do trânsito, vizinhos sem-noção e a burocracia para resolver problemas técnicos simples com operadores, por exemplo. Na segunda parte, depois de mais uma consulta em vão com o psicanalista e enfim submetendo-se a um tratamento de acupuntura, Pía descobre que sua ansiedade era fruto dos seus sentimentos reprimidos, então ela escancara suas emoções, dizendo tudo o que pensa a todos.

O filme termina um pouco clichê, acredito que faltou uma última parte: onde ela deveria encontrar o equilíbrio emocional. De resto, adorei a produção e me identifiquei muito com a trama. Pía trabalha com marketing digital em uma agência de publicidade, então o filme trata o tempo todo das redes sociais e do mercado de trabalho na área de comunicação e, sinceramente, só vi verdades. Tem um momento em que ela sofre uma crise de ansiedade, se prende em sua sala e, mesmo tomando seus calmantes, sente dificuldade para respirar. Isso me lembrou uma colega de trabalho que tomava calmantes, outra que confessou se trancar no banheiro para chorar e o que me levou a pedir demissão em meu último dia de trabalho no meu último estágio.

Supervisora de marketing digital numa agência de publicidade, Pía está à beira de um colapso nervoso.
Eu estava sob um nível de tensão e me esforçando tanto para parecer bem que o corpo não aguentou. Senti que minha pressão estava caindo, pois as mãos ficaram trêmulas, começou a me dar tontura e calafrios. Levantei para beber água, coloquei sal embaixo da língua, mas a sensação era de que o ar estava faltando. Tentei inspirar profundamente para controlar os batimentos cardíacos, aí não aguentei e comecei a chorar, pois senti um temor horrível de que iria desmaiar há qualquer momento.

Não foi a primeira vez que me senti assim, mas acredito que desta vez foi muito mais intenso. Não temos a liberdade de falar tudo o que nos vem a mente, pois isso nos prejudicaria muito, mas temos a opção de não aturar o que está nos fazendo mal, de nos afastar das pessoas que transmitem energia ruim, de não voltar a um lugar carregado de remorsos. A pior coisa que tem é sentir o desprezo de pessoas das quais você gosta - ou gostou um dia. Dói demais!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Workshop de Mídias Sociais para Aspirantes à Blogueiros

Para quem não sabe, o meu namorido é servidor público na Biblioteca Municipal de Jundiaí Professor Nelson Foot (sim, foi lá que a gente se conheceu) e recentemente a bibliotecária Michele aderiu ao projeto social Recode de empoderamento digital, cuja proposta é formar jovens autônomos, conscientes e conectados, aptos a reprogramar o sistema em que estão inseridos através do uso da tecnologia, e me convidou para ministrar um workshop como voluntária.

Com duração de 2 horas, meu workshop de mídias sociais para aspirantes à blogueiros aconteceu no último sábado, dia 15, e contou com 6 participantes, um público misto com jovens e adultos em diferentes áreas de atuação, dentre eles, uma aspirante à jornalista, um jornalismo interessado em atualizar-se, uma aspirante à fotógrafa e um programador, além de um casal de amigos.

projeto recode
Participantes do workshop assistindo o vídeo da Gisa sobre o uso das hashtags, publicado no canal InMovimente. Alguns deles também receberam meu livro de cortesia o/
Meu intuito era o de apresentar as redes sociais como uma ferramenta de trabalho com enfoque na profissão de blogueiro. Para isso, apresentei diferentes conteúdos como materiais de apoio, interagimos com o Google, YouTube, Facebook, Instagram, Twitter e, na parte prática, simulamos uma postagem no Word e ensinei como criar um cronograma no Excel e uma apresentação de cronograma no PowerPoint.

Foi a primeira vez que ministrei um workshop e adorei a experiência. Esperava ficar mais nervosa ou tímida, mas acabou que me senti super segura conduzindo as atividades. O pessoal ficou bastante interessado em aprender mais, e tenho certeza que atingi meu principal objetivo: o de despertar mentes críticas para a produção e compartilhamento de conteúdo na internet.

sábado, 15 de outubro de 2016

Sorvete, Netflix e Mais Alguma coisa

Assim se resume a minha primeira semana de "folga" (entre aspas sim, porque trabalho é o que não me falta). Fiquei esperando a depressão vir, juro, estava pronta para recebê-la, mas, estranhamente, eu estava bem. Ok, sofri um pouquinho com ansiedade, mas nada que um chocotone trufado com sorvete de creme não resolvesse. Além das séries que estão em alta e dos lançamentos da Netflix, tem três filmes em especial que adorei assistir, por se enquadrarem naquele estilo de romance com o qual me identifico (podem me chamar de brega, não ligo :P). São eles:


Requisitos Para Ser uma Pessoa Normal (2015)

Maria tem 30 anos, é uma pessoa peculiar e tem um objetivo: se tornar uma pessoa normal. Mas antes de tudo ela deve descobrir o que é exatamente isso. Que tipo de pessoa que ela é? Ela é uma pessoa normal? O que exatamente isso significa? Essa questão é mais profunda em sua mente. Depois que ela lista todos os requisitos, ela se propõe alcançá-los.
Ah, esse filme é tão fofinho, e apesar de toda a estética vintage, bate de frente com o que falei no post anterior: o que você precisar ser/ter/fazer para se encaixar na sociedade de acordo com o pensamento popular. Eis a listinha da Maria:

(imagem via)
Ao final, ela chega à conclusão de que não precisamos nos encaixar na sociedade para ser felizes, pois o caminho para a auto-realização tem a ver com as suas próprias metas e desejos. Então, ela cria uma nova listinha.


Curiosidade: o filme foi escrito, dirigido e protagonizado por Leticia Dolera.

D.U.F.F.: Você Conhece, Tem ou É (2015)

Bianca é uma garota feliz do colégio, que só tira boas notas e pode contar sempre com suas duas melhores amigas, Casey e Jessica. Até descobrir que na escola ela é considerada a D.U.F.F. das suas amigas, o mundo colorido de Bianca vira de cabeça para baixo.
Sabe aqueles filmes teen de sessão da tarde baseado no estilo de vida americano com uma fórmula pronta? Eu diria que este filme se enquadra nesta categoria. Todavia, gostei bastante da caracterização dos personagens. A protagonista, Bianca, não é muito ligada em moda, é baixinha e um pouco acima do peso, tem uma mãe moderninha e é apaixonada por um músico babaca. Seu amigo de infância é um bolsista inseguro, lidando com a separação dos pais, tentando ir para a faculdade, que namora uma garota pouco madura e egocêntrica. As melhores amigas da Bianca são um amores: as duas são lindas de acordo com o padrão de beleza predominante, mas uma delas é ligada em moda e vida sustentável enquanto a outra gosta de tecnologia e entende bastante de informática - ou seja, elas não simplesmente bonitas e fúteis. Os professores também são muito caricatos. Resumidamente, o filme me lembrou um livro que eu li em 2014, Adorkable. Acho que a Bianca atende os requisitos para ser uma dork!


Questão de Tempo (2013)


Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.
No começo achei que este filme seria mais um daqueles clichês sobre viagens no tempo, mas apesar da trama descomplicada, fiquei apaixonada pelo contexto. Um pouco por causa da atriz, Rachel McAdams, adoro filmes com ela. Também adorei a personagem interpretada por Clemmie, irmã do protagonista. E o melhor, sem dúvida, são as referências, como o pôster da Amelie Poulain que aparece logo no começo do filme, ou a trilha sonora, incluindo Amy Winehouse. Para quem gosta de um bom romance, recomendo. <3


domingo, 9 de outubro de 2016

Demito-me

Já percebi que as pessoas não encaram muito bem essa coisa de pedir demissão, independente das circunstâncias. E, se você não está trabalhando de carteira assinada, você obrigatoriamente deve estar procurando um emprego (!).

Em 2015 eu estava precisando muito de um emprego, pois além da faculdade, estava fazendo curso de inglês e tirando habilitação para dirigir, ou seja, estava tendo gastos demais para ficar sem uma renda fixa. Tanto que, em janeiro deste ano, decidi que se não conseguisse um emprego iria trancar a faculdade e me mudar para Minas. Mas a vida sempre nos surpreende, não é mesmo? Além de conseguir uma oportunidade de estágio na minha área, eu e meu namorado decidimos morar juntos. Mais do que meu amor, ele é meu grande amigo, uma pessoa com quem eu sempre posso contar. Durante todos esses meses, cuidou da casa, do gato e de mim. Ainda não entendo porque ele ficou tão inconformado quando lhe enviei uma mensagem de texto dizendo que iria pedir demissão. Nossas prioridades mudam, mas o pensamento popular é que, independente de qualquer coisa, você deve permanecer no seu emprego.

Não foi a primeira vez e com certeza não será a última que pedi demissão. Assim como um funcionário deve estar preparado para ser mandado embora a qualquer momento, uma empresa também deve saber lidar com a saída inesperada de um funcionário, principalmente quando se trata de um estagiário que não precisa cumprir aviso prévio.

A primeira que vez que pedi demissão eu estava trabalhando numa lanchonete. A princípio, trabalhava aos domingos e feriados apenas. Depois, estava trabalhando aos sábados e em dias da semana também. Eu ainda estava no ensino médio e aquela rotina estava acabando comigo. Então, pedi demissão. Minha chefe ficou muito magoada e chegou a me dizer "é isso que os jovens fazem quando lhe damos uma oportunidade". Assim que terminei o ensino médio, consegui o emprego dos sonhos: trabalhava com rotina administrativa no escritório de uma indústria de cosméticos. Mas, seis meses depois, por uma série de motivos que não cabe justificar aqui, pedi demissão.

Também fui demitida, e a gente nunca espera ser demitida, a menos que façamos coisas propositalmente que levem a isso. Fui dispensada de um freela numa associação comercial porque pedi um contrato de prestação de serviços. Na época, eu tinha agendado uma microcirurgia para extração do dente do siso, que não aconteceu até hoje. Minha segunda demissão foi do meu primeiro estágio em comunicação, fiquei triste demais. Trabalhar na Projecto foi uma das melhores experiências que tive, sem dúvidas. E o mesmo posso dizer da Agência Carvalho. Doeu demais pedir as contas, mas era necessário, por mais que minha família tão tenha aceitado muito bem.

Com as contas em dia e eliminado os problemas de acesso à internet e locomoção que eu estava tendo quando morava com minha mãe, finalmente me vi disposta a dar início a outros projetos, como por exemplo, o meu trabalho de conclusão de curso. Além disso, por mais que me neguei a ministrar aulas e recusei diversos convites para eventos, a vida de bailarina não me abandona. Às vezes as pessoas esquecem que você tem uma vida pessoal fora do trabalho. Em resumo, não existe o momento ideal para sair de um emprego, e sempre será um parto doloroso. Todavia, acredito que quando nossa qualidade de vida não está satisfatória, precisamos reorganizar nossas prioridades e fazer escolhas. Às vezes, um corte é necessário.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Diálogos da Fotografia: Projetos Fotográficos - Documentação, Edição e Divulgação

Para falar sobre as oportunidades e tendências do mercado de fotografia, o Senac São Paulo realizou a 7ª edição do evento Diálogos da Fotografia, que contou com palestras, exposições, oficinas, mesas-redondas e workshops. Dentre as atividades oferecidas, tive a oportunidade de prestigiar uma palestra com o fotógrafo e editor Roberto Linsker com enfoque em projetos fotográficos, três grandes momentos e seus desdobramentos: documentação, edição e divulgação.
 

Roberto Linsker (São Paulo/SP, 1964) morou na Espanha entre 1967 e 1980 antes de se formar em geologia pela USP, em 1986, e estudar ciências sociais pela mesma instituição sem no entanto concluir o curso. Autodidata no campo da fotografia, colaborou com os jornais Folha de S. Paulo e Folha da Tarde e com as revistas Veja, Claudia e Caminhos da Terra, entre outras. Em 1994, fundou a Terra Virgem Editora, para a qual concebe, dirige e ilustra a série de livros Brasil Aventura.

Seu interesse pela fotografia de paisagens e natureza surgia na década de 70, quando viu pela primeira vez uma revista da National Geography. A princípio, usava a fotografia como uma ferramenta de trabalho e saía em expedições em grupo pelo mundo afora. Todavia, deu-se conta que não estava satisfeito com sua rotina de trabalho e mudou radicalmente. Roberto Linsker é um fotógrafo solitário, e a partir do momento que passou a usar a fotografia como fim, encontrou-se na profissão.

Dentre seus trabalhos, ele citou alguns que se destacaram. O trabalho que desenvolveu para um laboratório de saúde, por exemplo, visava enxergar possibilidades e não problemas. Para desenvolver o projeto Mar de Homens, Roberto passou dez anos percorrendo os litorais brasileiros. A série foi toda feita em preto e branco, para que se tornasse atemporal.


A fotografia começa com uma conversa. Uma história contada que precisa ser entendida.
O que ele mais frisou na palestra foi exatamente isso: a importância do tempo. Um projeto pode ser inédito ou denso, pode ter um valor comercial ou autoral, pode dialogar entre temas diferentes. Mesmo com planejamento, documentação, organização, cronograma de execução e orçamento, um projeto pode tomar rumos diferentes.
"O projeto tem que contar pra você aquilo que você acredita que o projeto seja." Roberto Linsker
Um bom fotógrafo sempre se pauta: busca trabalho, se oferece para assumir uma pauta. Conforme o projeto, é preciso uma avaliação preliminar das condições físicas, psíquicas e espirituais para execução do mesmo. E tempo, e orçamento, afinal, as histórias sempre acontecem longe de nós.

Num segundo tempo, ele falou sobre a edição e finalização do projeto, forma de apresentação e publicação. "A edição tem que ser cirúrgica", para isso é preciso eliminar o lado emotivo. Se necessário, esperar um tempo para se distanciar emocionalmente do projeto e assim olhar para a foto como uma imagem e não como uma lembrança. A ansiedade é inimiga de qualquer projeto.
"Fotografamos o que vemos e vemos o que somos." José Medeiros
O que mais gostei na sua forma de trabalhar foi a ousadia em desafiar os recursos técnicos. As pessoas se prendem tanto a equipamentos que se esquecem que o mais importante na fotografia é o olhar. Como Roberto disse, "quem viaja mais leve, vai mais longe".

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Rotina

Ouço o despertador apitar, mas ignoro seu chamado. Ainda é cedo demais para levantar da cama. E a cama está tão gostosa, com cobertores quentinhos e macios, a luz fraca das primeiras horas da manhã entrando pelas frestas da janela e inundando o quarto... e o cheirinho do meu moreno, adormecido ao meu lado. O chamo pelo nome e ele resmunga.

“Mor?”
“Hã?”
“Que horas são?”
“Sete horas.”

Tenho que levantar, tomar café da manhã, jogar uma água no corpo, preparar minha marmita, colocar ração para o gato, pegar o material da faculdade... tenho exatamente uma hora para fazer isto. Mas está muito cedo... talvez eu possa dormir mais uns quinze minutinhos.



Oito horas, saio de casa com a cara amassada de quem acabou de levantar. Os lábios ainda estão inchados e o cabelo, meu Deus, meu cabelo! Foi-se o dia em que eu me demorava a passar batom e delineador, escolher um brinco e outros apetrechos para me embelezar.

A vaidade abriu mão de mim. Cabelos por pintar, unhas por fazer. Preciso de um banho de loja. Necessito. Emagreci alguns quilos. Isso não é todo ruim, mas as roupas não estão me servindo. E meu moreno não gosta de mim assim.

E o estresse. Preocupação com a casa, com o trabalho, com a faculdade. Preciso dar conta de tudo, mas também preciso dar conta de mim. Que tempo? E ainda tenho que me lembrar de dar atenção para a família. Tenho que me lembrar de sorrir e ser simpática.

Tenho que me lembrar de respirar fundo e não gritar com a colega de faculdade que pensa que pode me tratar como se fosse minha chefe ou minha mãe. Já fiquei com dependência em algumas disciplinas nos semestres anteriores por não querer fazer trabalhos em grupo. Não posso deixar isso acontecer novamente. Respira, inspira, não pira.

Negócios são negócios, amizade à parte. Trabalhamos juntas, mas não quero sua amizade. Já tenho alguém com quem compartilhar minha vida. É a minha felicidade ao final do dia. Chegar em casa e desabafar um pouco, me largar no sofá, passar o final de semana de pijama. Voltar pra cama e dormir abraçadinho.

Estou bem assim, no meu mundinho.

sábado, 27 de agosto de 2016

Novos Olhares para o Audiovisual

Nesta semana aconteceu a Semana de Computação Gráfica - novos olhares para o audiovisual no Senac Jundiaí que, como o próprio nome diz, propõe um novo olhar dos profissionais e estudantes para o segmento de audiovisual dentro do campo da computação gráfica.

Foi abordado a importância dos roteiros para os projetos audiovisuais e processos de criação de vídeos e desenvolvimento de jogos interativos. Tema como realidade virtual e mídias sociais também ganharam destaque na programação, que ainda contou com palestras, cinedebate e workshops com foco em estratégias inovadoras para o mercado da área.


Eu participei de um workshop de criação de vídeos para mídias sociais com João Guilherme, docente do Senac Jundiaí, formado em Artes Visuais com experiência em Design, Artes Plásticas e Computação Gráfica.

O workshop baseia-se no cenário atual da popularização da tecnologia digital, no barateamento das câmeras e na ascensão de sites de compartilhamento de vídeos. Dessa forma, serão apresentadas técnicas para criação e produção de vídeos para mídias sociais, consideradas ferramentas de distribuição de conteúdo e entretenimento. 
O título está meio errático, pois o foco do workshop foi o YouTube e não mídias sociais no geral. Não sei dos outros, mas eu esperava que fosse abordado a produção de vídeos para o Facebook também, por exemplo. E também imaginava que o professor esperava que os alunos tivessem um conhecimento básico da plataforma Premiere para a realização do curso.

O professor preparou um conteúdo bem legal para trabalharmos, iniciando com uma amostra da profissão de youtuber, seguido de slides com dicas para quem deseja ingressar na área e depois duas horas práticas de edição, cujo objetivo foi produzir um vídeo para youtube com inserção de imagens, músicas, gravações e vídeos da internet. Gostei bastante da produção, para mim foi como uma síntese da disciplina de edição de vídeos que tive na faculdade com a palestra sobre cyberpsicologia que assisti recentemente.

Entre os canais citados tivemos 5incominutos, Manual do Mundo, Eu Fico Loko, Canal Nostalgia, Porta dos Fundos, CanalCanalha e Whinderssonnues, além dos youtubers Cauê Moura e Felipe Neto. Deu pra ver que essa seleção foi baseada no gosto masculino, pois não tem mulheres na lista, haha.

10 Dicas para Produzir Vídeos para o YouTube

  1. Crie títulos que sintetize o conteúdo;
  2. Escolha uma boa thumbnail (miniatura do vídeo);
  3. Invista na qualidade do áudio;
  4. Produza um vídeo leve e conciso;
  5. Mantenha a informalidade ("ninguém quer ver a formalidade da TV no YouTube");
  6. Interaja com seus expectadores (call to action);
  7. Use a regra do "triângulo invertido" (os 5 primeiros segundos são os mais importantes);
  8. Crie uma rotina de publicação;
  9. Os comentários são o seu termômetro;
  10. Tenha persistência!

Dicas de Ouro:

  • Sempre que possível, use mídia "virgem", inclusive a música. Quando não for possível, atribua os créditos!
  • Assista muitos vídeos e aprenda com os outros! Inclusive com seus erros.

sábado, 16 de julho de 2016

Cyberpsicologia

A última palestra que assisti foi com a Ariane Melo, psicóloga especializada em gameficação que atua na área de suporte aos jogadores de esportes eletrônicos. A sala contou mais com estudantes de Psicologia e algumas pessoas da área da Tecnologia da Informação, acredito que eu era a única do meio da Comunicação.

A grade atualizada do curso de graduação em Jornalismo na minha faculdade conta com a disciplina de Cibercultura, infelizmente não pegarei esta matéria porque sou da turma antiga. Eu, como conteudista para mídias sociais, posso dizer que esta é uma disciplina fundamental para quem pretende atuar na área de Jornalismo Digital.

O que é psicologia cibernética?


A psicologia cibernética estuda a relação do indivíduo com os dispositivos eletrônicos. Ao contrário do que se pensa, não é um conceito novo no mundo afora, seu surgimento se deu na década de 90, mas no Brasil não é muito estudado. Devido à carência de profissionais qualificados na área, é possível afirmar que nosso país não é preparado para lidar com crimes e doenças cibernéticas.

As relações sociais na cibercultura


As relações sociais na cibercultura acontecem através das redes sociais, games online, marketing digital e educação online e à distância, entre outros, dando origem a uma série de novas profissões – como os gamers, youtubers e blogueiros – e também a uma série de doenças e crimes no ambiente virtual, como roubo e clonagem de propriedade intelectual, crimes sexuais, cyberterrorismo e cyberbullyng. É importante considerar que o ambiente midiático – como vídeos, textos e imagens presente em games, sites e e-books – não induzem à criminalidade. É comprovado que os criminosos já têm uma pré-disposição para o ato e a plataforma apenas desperta este lado da pessoa. 

As redes sociais possibilitam a comunicação à distância com agilidade devido a sua acessibilidade, causando um efeito desinibidor no indivíduo e podendo levar a um comportamento narcisista. Essas consequências variam de acordo com a faixa etária e vivência do indivíduo. A criança, por exemplo, apenas reproduz o que vê, pois ainda não dota da capacidade de internalizar e refletir sobre com o quê interage. Já o adolescente tem uma grande necessidade de aceitação, sendo os alvos mais fáceis de cyberbullying, que muitas vezes leva a vítima a cometer suicídio. 

Outras reações adversas envolvem doenças como a technomania e até mesmo o inverso, a technofobia. Não só no Brasil como em todo o mundo, carecemos de agentes educadores e de segurança preparados para lidar com essas situações e prestar um suporte adequado à vítima. De qualquer forma, é muito importante denunciar conteúdos impróprios, a fim de promover um ambiente sociável saudável. 

Os relacionamentos virtuais também tem seu lado positivo e negativo. A possibilidade de conhecer pessoas novas é o lado positivo, é curioso o número de namoros virtuais que acabam em casamento, mas é triste quando observamos o lado negativo das relações doentias, que envolve relacionamentos superficiais, ocultação de identidade, confusão de sentimentos e ilusão de identidade, sendo necessário, inclusive, um tratamento com um psicanalista.


Concluindo, não basta jogar o artigo/notícia/vídeo na rede, tem que pensar no impacto que este conteúdo vai causar, como vai afetar as pessoas, levando em consideração que gente de todas as culturas, classes sociais e faixas etárias terão acesso. Consciência, averiguação da informação e responsabilidade são as palavras-chave para quem cria conteúdo para a web, e o mesmo vale para aquele que compartilha.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Retratos da Vila Real #3

O garoto se converteu. Deixou de frequentar a avenidas nas madrugadas e largou os maus hábitos. Até aí, tudo bem, tinha ficado feliz por ele. O problema é que o garoto começou a pregar para os outros garotos, convidando-os a ir para a igreja, e o rendimento dos negócios começou a cair. Então, teve que ir falar com a mãe do garoto.

Guilherme* é um jovem aspirante a traficante, mas muito astuto. Não achou nada normal quando os "clientes" vieram com uma ideia de que era melhor "parar". Até ficava feliz pela força de vontade deles, era cristão também, mas isso era ruim para os negócios.

Foi falar com a mãe do pregador, poderia até soar ameaçador, mas conhecia a velha e tinha respeito por ela.

Diz pro seu filho que se ele não parar de afastar a freguesia..." deve ter dito ele.

Tinha uma dívida para pagar. E essa dívida era eterna: se não pagasse em dinheiro, pagaria com a vida.

Obs. Os nomes reais foram omitidos para preservar a identidade dos entrevistados.

sábado, 18 de junho de 2016

O Tal do "Coaching"

De 2015 para cá, ouvi falar muito sobre coaching. Começou quando meu namorido estava fazendo pós em Gestão de Pessoas e me ensinou o que sabia sobre o assunto. A partir de então, consegui identificar técnicas de coaching em diferentes ambientes e acabei me interessando mais sobre o assunto.

Quando estava participando do processo seletivo da Natura, havia um coach na sala motivando os concorrentes durante todo o processo, especialmente no final, quando falou de forma geral com todos que não foram aprovados para o próximo estágio do processo, contando causos pessoais e tudo mais.

Quando tentei cancelar meu curso de inglês em dezembro do ano passado, se aproveitaram da minha transparente fraqueza emocional para me induzirem a permanecer no curso, mesmo eu justificando minhas condições atuais.

Mas, afinal, o que é coaching?

Coaching não é psicologia nem terapia, nem tem como intenção fazer um tratamento emocional. Trata-se de um processo composto por planos estratégicos para alcançar objetivos, eliminando os empecilhos que nos limitam, alinhamento os pensamentos proporcionando definição e clareza das ideias.
  1. Foco
  2. Prazo
  3. Plano
  4. Tarefa
  5. Melhoria (contínua)
Recentemente, participei de um workshop motivacional com Francine Barbosa (Coach especialista em Voz e Comunicação), Camila Andrade (Personal Coach e Nutricionista) e Jacir Junior (Personal, Executive e Business Coach) na Biblioteca Pública Municipal de Jundiaí Profº Nelson Foot.

O workshop começou com o coach Jacir Junior explicando o que é coaching e dando algumas referências de profissionais que fizeram uso da técnica para alcançar seus objetivos. Em seguida, Camila Andrade mediou duas atividades, a Dreamlist e a Roda da Vida. Por fim, Francine Barbosa fez o fechamento do work.


Agora estou lendo o livro Dominando o Mentoring e o Coaching com Inteligência Emocional por Patrick E. Marlevede e Denis C. Bridoux, que acredito ser muito útil para a minha realização pessoal e para o trabalho que desenvolvo conciliando comunicação e dança. O livro inclui:
  • Questionários de coaching e mentoring para avaliar o nível de habilidades.
  • Técnicas de grande eficácia para intervenções a curto e longo prazo.
  • Dicas e exercícios práticos.
  • Estratégias adequadas para mentores e coaches.
  • Recursos convenientes para treinandos e clientes.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Facebook é o novo SAC

Recentemente tive uma péssima experiência de compra online. Atendimento ruim, assistência técnica pior. Aí percebo que o quão importante é o papel do SAC. A empresa a qual represento nas redes sociais durante o meu estágio não deixa o cliente esperando, ouve o que o cliente tem a dizer, prioriza o cliente. Nada é passado para traz, todas as mensagens e comentários, por menor que sejam, são respondidos e atribuídos a atenção necessária.



Mais importante do que a venda hoje, é o feedback. Infelizmente. muitas empresas, das grandes às médias e pequenas, pecam neste aspecto.

Houve uma vez que uma lanchonete que gostamos muito cometeu um tremendo erro. Um tanto receosa, recorri ao Facebook como uma forma de contato com a empresa, já que não tinha um endereço de e-mail para SAC. Além de ter os lanches reavidos, o mais importante para mim foi a explicação do empresário, que me fez entender a situação e, desta forma, continuei comprado no estabelecimento. Estabeleceu-se uma relação de confiança.

Mas imagino que quem havia estado lá pela primeira vez, talvez não retornou. Imagino quem tomou a primeira má impressão como certa e difamou a empresa entre os conhecidos. Por isso adicionei uma nova frase ao falar com os clientes da marca que represento quando estes entram em contato para fazer uma reclamação:

obrigada por entrar em contato.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Paulo Genestreti

"Você vai ter que escolher entre fazer alguma coisa de qualidade e ser o primeiro a fazer." Paulo Genestreti
Todo mundo tem um professor favorito que marca os diferentes momentos da sua vida acadêmica. Na minha infância, foi a Isabel, um doce de mulher que me acolheu com todos os meus traumas. No ensino fundamental, tive a profª Valéria, entre tantos outros professores maravilhosos que marcaram os três anos que estudei na Monsenhor. Já do ensino médio, posso citar a Rosana e as viagens que fazíamos em suas aulas de geografia. Além destes, tive também o Nereu, praticamente um orientador para o mercado de trabalho.

Na faculdade, tenho o Paulo, que marcou minha memória desde a primeira aula. Escritor de prosa livre, ilustrador e fotógrafo, o Paulo está entre os melhores professores do curso de graduação em Comunicação Social pela Faccamp, mas sua personalidade divide opiniões. Gosta de discursar nas aulas e vire e mexe conta algum causo cômico do seu passado, ou de seus dias atuais. Quem já teve uma aula com ele ouvir falar em algum momento da Rua Augusta ou do(da?)  Demônio, seu cachorro de estimação, adotado ainda filhote.

O que mais gosto em suas aulas é o conteúdo diversificado da grade, sempre multimídia - com músicas, vídeos, slides, fotografias e citações literárias - e com atividades práticas extraclasse, além de trazer profissionais renomados como palestrantes convidados. Ah, ele também é aquele professor que responde e-mail e te dá a liberdade de argumentar nas aulas (só não tente discutir com ele).


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Retratos da Vila Real #2

Ele era pai de família e amava suas crianças. Mas estava desempregado, sofrendo humilhações da esposa e só se sentia bem quando estava sob o efeito de drogas.
Não tem o que comer em casa. Faz três dias que estou fora, não consigo parar de usar. (SIC)
Faz de tudo para criar um homem de bem, quer que seu filho tenha oportunidades na vida, mas o garoto não vai bem na escola quando os pais brigam. "Faça o que eu digo e não o que faço" é o modelo de educação que eles seguem.

Recentemente, o casal recebeu queixas da escola de que o garoto andava agressivo, briguento, respondendo mal aos professores.
Se eu não mostrar que eu sou durão, eles vão querer fazer comigo que nem fazem com os meninos fracos, viadinhos. (SIC)
"Eles" são os alunos mais velhos.

A mulher deu à luz uma menina, há poucos meses. Ela ama a família e tudo que pede é que o marido tome jeito. Afinal, o menino precisa dele, vê o pai como um herói, típico de uma criança.

Mas a criança está crescendo e não vai gostar nada do que vai ver quando passar a enxergar com os olhos de um jovem. Talvez ainda haja tempo de moldar o seu caráter para ser um homem de bem amanhã, mas se não fizerem nada a respeito hoje, amanhã pode ser tarde demais.

Obs. Os nomes reais foram omitidos para preservar a identidade dos entrevistados.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Sem-Teto


A família se foi, derrubaram a casa e abandonaram o Pretinho, mas ele continuou ali porque acreditava que aquele era o seu lar, tinha esperança de que aquelas pessoas que ele acreditava ser sua família retornassem.

Quando chovia, se escondia debaixo do teto onde um dia foi um banheiro. Quando sentia frio, se enroscava nos panos velhos deixados ali. Os vizinhos trocavam sua água e deixavam restos de comida para ele.

Mal nutrido, Pretinho começou a definhar, mas mantinha o brilho de menino no olhar. Até tentaram lhe adotar, mas Pretinho não quis arredar o pé dali, pois ali era sua casa, e ele esperava pacientemente sua família retornar.

Um dia apareceu algumas pessoas estranhas, avaliaram o terreno, quanto trabalho daria para limpar. Um menino rechonchudo tentou colocar o Pretinho para fora, debaixo de pontapés. Acuado, o Pretinho se escondeu, mas foi só a família ir embora que ele retornou para o que acreditava ser seu lar.

Noutro dia, apareceram as máquinas e derrubaram o único teto sob onde o Pretinho dormia. Ele ficou mais triste do que bravo, era muito manso e dócil para sentir qualquer resquício de raiva. Mesmo assim, ele continuou passando as noites no entulho que um dia chamou de casa.

Certa manhã, fui levar comida para o Pretinho, mas ele não estava mais lá. Ou levaram ele embora, contra sua vontade, ou morreu de solidão. Não sei o que seria pior. Ou ainda, talvez, quem sabe, morrera feliz em seu lar. No que você prefere acreditar?

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Pauta

Entre minhas últimas atividades acadêmicas antes de encerrar o semestre meio que por conta própria, prestigiei uma palestra com o fotógrafo e jornalista Nílton Pavin, a convite do professor de Fotojornalismo, Paulo Genestretti.

A palestra foi muito além da técnica ensinada nas aulas de Redação Jornalística. Pavin falou sobre a pauta do ponto de vista conceitual. Uma verdadeira imersão cultural de onde pudemos tirar muito aprendizado!

“Pauta é você descobrir algo que ninguém sabe, é pensar em algo que ninguém pensou.”
A pauta pode surgir de qualquer lugar, inclusive de um release. A pauta pode ser alterada durante o percurso. E também pode ser roubada. Por isso, a pauta nunca deve ser divulgada. As fontes nunca devem ser reveladas.

"Um bom jornalista tem que ter boas fontes”
Ele também falou sobre a necessidade de averiguação, algo tão primordial, mas que está ficando em segundo plano no jornalismo digital, e não deveria. É preciso ter certeza do que está fazendo, não simplesmente ouvir e divulgar por aí. E sempre deve conferir em mais de um veículo, nunca acreditar numa fonte. Daí a necessidade de estar plugado em todos os meios: jornal, revista, internet, televisão e rádio, principalmente.

“Sempre venda o seu trabalho, jamais a sua consistência.”
Pavin afirmou que quem mantém os veículos de comunicação hoje são as assessorias de imprensa. E comprovou o que disse com grandes exemplos. Os exemplos foram citados para nos passar uma lição enquanto ainda temos a ideia romantizada do jornalismo.

Imagem via Folha da Região

Sob o olhar solitário de um fotógrafo

Para finalizar, fomos brindados com uma grande exibição dos registros de sua viagem para Butão, com passagens pelo Tibete, Nepal, Chile e Índia, intituladas, respectivamente, como “O Reino do Dragão”, “No Topo do Mundo”, “A Montanha Sagrada”, “O Umbigo do Mundo” e “A Terra do Conflito Eterno”, além dos causos contados sobre a experiência.

Pavin foi o primeiro jornalista brasileiro a registrar imagens do cotidiano religioso de Butão. Suas fotografias estiveram em cartaz em todo o Brasil sob o título “Paraísos Proibidos do Himalaia” e a experiência resultou também em dois livros, “Imagens Proibidas: uma viagem aos mistérios do Tibete e do Butão” e “Imagens da Paz: uma viagem ao místico sudeste asiático”.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Saga do Final de Semana

Gente, que final de semana foi esse? Quase que eu não dei conta.

O domingo foi das mães, mas aproveitei o findi pra visitar meu pai (e sua barba) e matar saudade da cidade que eu amo tanto (como todos que me conhecem sabe, nasci e moro aqui em São Paulo, mas meu coração é de Minas).

A “viagem” era para um curso de make, que não rolou pra mim, mas serviu de incentivo pra eu tomar coragem e pegar um busão. Foram oito horas de viagem no total, contando o ônibus que perdi (duas horas para vir o próximo) + duas horas em Bragança Paulista, abandonada pelos motoristas da Viação Cambuí (arg!). Primeira noite longe do meu moreno – desde que viramos namoridos - foi de partir o coração, mas sobrevivi.

Além disso, teve Pedra Branca no Sesc Jundiaí, Truck nos Trilhos no Complexo Argos e festinha de aniversário criativa da Lari. Não deu pra aproveitar de tudo, mas valeu a intenção, foi o suficiente para eu me sentir cansada, haha xD

Agora é deitar e relaxar, enfim no meu cafofo, meu cantinho, meu lar. Melhor momento do dia: deitar agarradinho no sofá pra ver um filme e bobeiras!


Obs. Para quem quiser experimentar, a batata rústica é da Batataria McCain, o hambúrguer artesanal é do Hamburguinho e a cerveja é Freising Bier, todos estavam presentes no Truck Nos Trilhos, super recomendo!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Paredes Criativas

Logo que comecei a acompanhar blogs de decoração e design de interiores fiquei apaixonada pela possibilidade de ter paredes criativas, estampadas, com adesivos, quadros, ilustrações... enfim, chega de parede de uma cor só! Desde então, tive inúmeras ideias para deixar meu lar mais inspirador, como:

  • Aplicar papel de parede na parede da cabeceira da cama no quarto;
  • Encomendar um espelho no tamanho da parede para meu cantinho da dança;
  • Ter uma parede lousa na cozinha;
  • Ter um mural de recados e lembretes no escritório;
  • Colocar adesivo de parede no banheiro...
E por aí vai.
Claro que isso demanda tempo, paciência e investimento, haha.
Até então, o que consegui fazer foi:

Parede lousa! o/



Escolhemos uma parede intermediária entre a cozinha e a sala para fazermos um planejamento mensal/semanal/diário. Só falta meu namorado colocar a criatividade dele para funcionar e encher essa parede de ilustrações! Haha.


Mural de recados e lembretes no escritório <3



Esse é um cantinho especial, onde passo grande parte do meu tempo livre, então merece um tratamento a altura! O mural não é só usado para contas, hehehe, mas para colocar cartões de visita, folhetos de lanches e pizzarias que a gente vive perdendo, entre outras coisas.
Ainda estamos providenciando os quadros e pôsters, mas assim que fixarmos na parede eu conto tudo aqui. Você também pode acompanhar o blog pelo IG @blogvidadeape <3

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Comportamento Acadêmico

Ás vezes é bom acontecer algumas coisas na nossa vida para nos trazer de volta à terra, nos colocar em nosso lugar, nos fazer pisar no chão. Acho que eu estava um tanto avoada e é horrível quando fazemos as coisas sem pensar, com a cabeça quente, baseados em emoção. Depois a gente se arrepende, aí não adianta lamuriar.

Estou um tanto desgostosa com o mercado de trabalho e a faculdade me parece cada vez mais maçante. Acho que venho me queixando disso a mais ou menos um ano. De todos os professores, um ou outro se destaca, o restante me parece que tem ideias ultrapassadas, seja sobre a visão do mercado de trabalho, seja na metologia de ensino.

E a concorrência é grande no mercado de Comunicação, ganha aquele que sabe persuadir, que tem mais a oferecer do que um "bom trabalho". Infelizmente, 4 anos de estudos para te graduar, mas não te prepara para a realidade do mercado.

Nos últimos semestres, não consegui me dedicar às aulas práticas ou aos trabalhos em grupo. Estresso-me facilmente e fico irritada quando a aula não é proveitosa. Desde que este semestre teve início, não percebi um avanço no conteúdo em duas disciplinas diferentes. Injuriada, enviei um e-mail para a coordenadoria.

Resultado: a coordenadora me disse que quando tiver uma reclamação devo falar com ela pessoalmente. Um professor falou abertamente com a classe sobre o conteúdo da disciplina e deu uma boa justificativa quanto a programação. Já o outro me chamou para conversar fora da sala de aula e queixou-se do meu comportamento, segundo ele, anti-ético.

Fiquei muito triste, pois não tinha a intenção de prejudicar o trabalho de ninguém. Só então tive noção da consequência dos meus atos. Tem quem ficou satisfeito, pois houve uma reestruturação das aulas, mas quem teve que ouvir foi eu.

Será que aguento mais um ano nessa?


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Criatividade na Produção Online

Em palestra ministrada para os alunos do curso de Comunicação Social da Faccamp (Faculdade Campo Limpo Paulista) em 30 de março de 2016 (quarta-feira), Fábio Marra, editor de fotografia, e Mário Kanno, editor de arte, ambos do jornal Folha de S. Paulo, falaram sobre a profissão de jornalista no cenário atual.


Para termos sucesso é precisou ousar mesmo que falha.

A palestra de Fábio Marra, editor de fotografia da Folha, abordou dois tópicos – o Jornalismo Digital e o Fotojornalismo, sendo iniciada e finalizada com uma dinâmica. A ideia era demonstrar, na prática, a necessidade de criatividade, planejamento, trabalho em equipe e racionalidade para alcançar um objetivo em qualquer atividade e afastar os males da produtividade: a limitação criativa e o pensamento lateral.

Por fim, uma reflexão: todo dia é uma nova oportunidade para tentar. E quanto mais tentarmos, mais a chances de acertarmos. Não somente no Jornalismo como em tantas outras profissões, se você se sentir desafiado pelo seu trabalho, nunca irá evoluir.

Jornalismo Digital

Deixando as brincadeiras filosóficas de lado, discutimos muito sobre as técnicas do Jornalismo Digital, tão presente nos dias de hoje, em constante transformação, mas ainda praticado com tanto amadorismo.

A chegada da internet facilitou muito a busca por pautas. Antes ou depois de ir a campo, o jornalista passa por um processo mental para produzir conteúdo para a mídia online. Fazem parte deste processo:
  • Navegação;
  • Interação;
  • Possibilidades;
  • Layout;
  • Execução.
Tanto ao escrever para sites e blogs quanto para redes sociais, o conteudista precisa estar sempre pensando no diálogo entre diferentes mídias antes da realização da postagem (texto + imagem + vídeo + links).

Fotojornalismo

Em mundo onde todos tem uma câmera na mão, o fotojornalismo está se tornando uma profissão cada vez mais desafiadora. Como em tudo no Jornalismo, o profissionalismo e o amadorismo são distinguidos por numa tênue linha.

Num jornal tradicional, a motivação da foto pode acontecer de maneiras diferentes:
  1. Pautada pelas editorias diversas;
  2. Pautada pela editoria de fotografia;
  3. Pautas especiais pela redação ou pelo fotógrafo.
Diferenciais do Fotojornalista
  • Ousadia: prever situações;
  • Coragem: não ter medo de correr riscos;
  • Iniciativa: não esperar ordens;
  • Qualidade técnica: investir em aperfeiçoamento e estar sempre atualizado é obrigação do profissional;
  • Qualidade gráfica: enquadramento e ângulo;
  • Imaginação: fugir do convencional.

Infografia e Narrativa Visual

Mário Kanno, editor de arte da Folha, entrou em seguida de Fábio Marra, aprofundando conhecimentos no jornalismo gráfico e visual. O que mais gostei na palestra é que o tempo todo ele demonstrou o que falava com recursos visuais (infográficos, prints de redes sociais, tabelas, etc), além de apresentar um panorama da presença do texto x imagem na história da comunicação (que certamente foi um dos meus momentos favoritos da palestra).

A imagem também é informação jornalística

No constante conflito entre o que merece destaque numa página de jornal, Kanno resumiu de uma forma bem simples: “mostre o que é mais importante na matéria”.

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Além disso, frisou constantemente que jornalismo não é só fazer texto. Todos os integrantes de uma redação são jornalista – seja na área de fotografia, reportagem, editoração e tudo mais.

Pense Visualmente

Antes, dava-se prioridade ao texto, em seguida vinham os recursos gráficos como uma forma de apoio ao texto. No mercado atual – referindo-se a empresas que acompanham a modernidade, pauta e edição trabalham simultaneamente. Isto por que temos que nos adequar ao perfil do consumidor, e o consumidor atual prioriza o conjunto: texto + imagem, apresentação visual. Num jornal feito por profissionais, tudo é contabilizado de acordo com as métricas.

O que o Leitor Vê
  • 80% Infográficos
  • 75% Fotos
  • 56% Títulos
  • 52% Anúncios
  • 31% Notas
  • 29% Legendas
  • 25% Texto
A ilustração também tem um papel importante no jornal quando é pensada para informar, sinalizar ou como uma metáfora. Em resumo, antes de executar a pauta, deve-se pensar em como mostrar aquela informação visualmente, não somente em texto.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Despesa no Supermercado



Recentemente, inaugurou um supermercado aqui no bairro, e estamos muito felizes com isso, pois antes tínhamos que ir à cidade vizinha fazer despesa num supermercado melhor com valores mais em conta. 


Despesa Mensal x Semanal

A princípio, gostaríamos de fazer uma única despesa mensal no supermercado. Mas depois de sofrermos com o desperdício de alimentos, entre outras coisas, optamos pelas compras semanais. Frutas, verduras, legumes e carnes, por exemplo, tem que estar sempre fresquinho e são comprados em lugares específicos: quitanda e açougue.

Meu pai tem uma rotina extraordinária para ir ao supermercado. Ele está sempre de olho nos folhetos de ofertas e se organiza para fazer as compras nos dias certos. Quinta-feira, por exemplo, é dia de feira no mercado que ele frequenta. Todavia, ele mora numa cidade pequena e aqui onde moro não temos essa facilidade nem disponibilidade de tempo para ir ao mercado com muita frequência.

Então nos reorganizamos para comprar materiais de limpeza, higiene pessoal, enlatados e alimentos não-perecíveis uma vez por mês no supermercado e irmos ao açougue e na quintada uma vez por semana. ;)


Economia

Sempre fui maníaca por listas, e levei este hábito comigo para a casa nova. Então, conforme as coisas vão acabando, vou incluindo na listinha para quando formos ao mercado não deixarmos nada de importante para trás. Nem sempre compro tudo o que está na lista, e algumas coisas a gente lembra só quando olha para ela, nas prateleiras. Mas fazer uma lista é muito bom para se organizar e não gastar a toa.

Assim como meu pai, eu confiro as ofertas em lugares diferentes da região, condições de pagamento e tudo mais. Além disso, não zeramos o cartão alimentação (cometemos esse erro no primeiro mês), deixamos uma pequena quantia para emergências, entre outras coisas. Todavia, nem sempre o saldo do cartão dá conta, então decidimos abri um crediário no mercado que mais frequentamos, para cobrir imprevistos e também para ocasiões especiais, assim não comprometemos a renda que é destinada aos mantimentos da casa.


Alimentos Orgânicos x Agrotóxicos

Aqui pertinho tem uma quitanda tradicional que se chama Horta do Japonês, cujos vendedores são os donos e a maioria dos alimentos são colhidos da hortinha caseira deles. Por ser orgânico, é mais caro sim, mas é muito mais saudável e saboroso! Depois de fazer um trabalho acadêmico sobre os males dos agrotóxicos, sinto uma agonia cada vez que vejo aqueles legumes enormes do supermercado, escuros e amargos.

"Batata boa é batata suja" diz minha mãe, e o mesmo vale para as mandioquinhas. Mas o que mais me impressionou mesmo foi a qualidade das cenouras. Ao contrário das de mercado, que são grandes e tem as pontas escuras, as orgânicas são pequenas, bonitinhas, adocicadas e acompanha a parte folhosa, que pode ser consumida.


Recapitulando!

  1. Nunca vá ao supermercado sem uma lista;
  2. Reserve um dinheiro para emergências;
  3. Se você frequenta um supermercado, talvez compense abrir um crediário;
  4. Fique de olho nas ofertas e dias promocionais;
  5. Dê preferência a comprar carnes em açougue;
  6. Dê preferência a comprar frutas, legumes e verduras orgânicas;
  7. Por fim: economize hoje para ter amanhã.
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