sábado, 12 de dezembro de 2015

Ler, Reler e Escrever

As férias mal começaram e já coloquei um plano de leitura em prática. Todavia, ao invés de atacar títulos novos, resolvi dar início a releitura de alguns prediletos que agora habitam minha estante, de autoras como Sophie Kinsella, Meg Cabot e Marian Keyes. Também reli a saga Crepúsculo e passei os olhos pelo livro primeiro de Desventuras em Série, seguindo das leituras às adaptações cinematográficas.

Reler é gostoso, mas confesso que adotei esse hábito há pouco tempo. Você já está familiarizado com a história, os personagens, a autoria. Tentei puxar na memória o que acontecia em tal livro e, quando descobri que esqueci ou lembrava-me de poucos detalhes, pensei "por que não ler de novo?" e se apaixonar de novo... Às vezes não dá certo. Às vezes estou na metade do livro e relembro o que acontece no final. Ou o livro fica marcado por algum acontecimento trágico que dá pavor de lê-lo novamente.

Sei que é errado comparar um romance com um filme homônimo, mas é também quase inevitável. É horrível quando alguns trechos do livro são melhores representados no filme. Ok, são mídias diferentes, o que deu certo em uma pode não dar certo noutra plataforma e etc. Mas aconteceu, por exemplo, de eu ficar emocionada num momento da história por me lembrar de como o ator interpretou aquilo no filme.

De títulos novos, li Se eu Ficar, mas só por que havia visto o filme e fiquei encantada, imaginando como seria aquilo num romance. Mas, infelizmente, me desapontei um pouco, acho que estava com a expectativa muito alta. Talvez por a autora ser jornalista... faltou aquela pitada de subjetividade que faz o leitor perder a noção de espaço-tempo, sabe? O romance foi escrito como um roteiro, pautado em cenas contadas, descritivas, com data, hora e local marcados.

Também tentei ler Como ser Legal e, apesar da protagonista ser mulher e o autor da obra ser um homem (nada contra), o livro é um drama só (pelo menos no início). Sei que tem muitas leitoras que dizem que não largam o livro enquanto não termina de ler, mesmo que começou ruim, pois não podem se basear apenas numa parte para fazer uma avaliação justa e blá blá blá. Eu seria uma leitora crítica muito rígida, nesse sentido. Se um autor me enviasse um livro e logo de cara eu não gostasse dos primeiros capítulos, mandaria de volta e diria “refaz essa merda!”, como os orientadores de TCC fazem conosco.

Voltando aos títulos relidos, nesta semana eu me permiti ficar mais uma vez encantada com Um Best Seller para Chamar de Meu de Marian Keyes, minha autora favorita. Sempre me identifico com seus personagens e adoro seu jeito de narrar. Este livro, em especial, é dividido em partes por três protagonistas que se cruzam em algum momento da história. A primeira trabalha com organização de eventos e é aspirante a escritora; a segunda é uma agente literária e a que me deixa mais empolgada pelos causos de negociação editorial (e por seu caso amoroso com o seu chefe que é um homem casado); e a terceira é uma RP falida que acabou de publicar o primeiro livro (e está casada com o ex-namorado da ex-melhor amiga, a primeira protagonista).

Ler a saga destas mulheres me fez pensar em qual momento fiquei desanimada com uma carreira literária. Primeiro que, no Brasil, seguir uma carreira artística é quase impossível. Segundo por que parece que tudo se resume a dinheiro. A protagonista-escritora até que ilustra bem os jornalistas sarcásticos, como as editoras pecam em marketing e correção gramatical, o descontentamento em descobrir que as livrarias não vendem obras de autores estreantes, a desilusão dos prêmios literários, as primeiras resenhas negativas...

Não desisti de ser romancista, claro que não. Apenas estou me preparando para ser autora independente. Adoro trabalhar com comunicação, adoro a ideia de ver meu hobbie por dança ter virado um ofício e adoro mil vezes relacionar uma coisa com a outra. Mas não me esqueci dos meus personagens, dos meus originais, dos rascunhos encaixotados na minha estante. Estou apenas sendo paciente, esperando o momento certo. Posso não ser a autora de um almejado best seller, mas apenas ser autora já me basta. Enquanto isso, me contento escrevendo para blogs, produzindo conteúdo para mídias sociais, publicando artigos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Ódio e A Diferença

É certo dizer que o texto jornalístico pode causar comoção se o autor for capaz de propiciar essa empatia entre personagem e leitor através da escrita narrativa. É natural do ser humano que, ao se deparar com a história de outra pessoa, tenha como reação imediata imaginar-se na mesma situação. Mas esta reação é a mesma indiferentemente do veículo em que a mensagem é transmitida, seja impressa ou digital? Segundo o artigo “O Poder da Emoção” (CJR, 2015), “o leitor entende o espaço bidimensional do impresso, já a internet é de uma ordem distinta”. Ou seja, tanto faz você se deparar com uma notícia que lhe choca num dado momento quanto no instante seguinte estar se entretendo com outra coisa totalmente diferente, colocando em segundo plano o que acabara de ler, sendo que no papel ficamos fixos àquele contexto por tempo suficiente para assimilarmos o fato, digerirmos o conteúdo, nos emocionarmos.

A tecnologia nos mantém ocupado o suficiente para nos isolarmos da convivência humana, talvez por isso nossa geração não saiba lidar bem com as próprias emoções. Diante dos casos recentes de vandalismo e marginalidade, o número crescente de assassinos a sangue frio, multidões querendo fazer justiça com as próprias mãos: isso é uma amostra de que as relações interpessoais precisam ser trabalhadas. O ódio é algo espontâneo e natural, um recurso do nosso corpo para alertar que algo está errado, parte integrante do nosso mecanismo de defesa, pela sobrevivência física e para preservar os valores que prezamos. O sentimentalismo mal resolvido pode resultar em grandes estragos físicos e emocionais, levado a calamidades.

Talvez todos tenhamos um pequeno monstro dentro de nós, esperando para ser alimentado, para crescer e se libertar. Começa com a raiva, um sentimento crescente decorrente de uma mágoa, um rancor guardado no peito que, evoluindo, exige uma reação imediata e por vezes desmedida, ganha forma, se personifica, e então escolhe um alvo, como um veneno fomentando a agressividade, a maldade e a vingança, despertando toda sorte de sentimentos ruins e desumanos. É nesse contexto que vivenciamos o século XXI.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Crise Econômica Brasileira Estagna os Negócios

Empreendedores suspendem investimentos e desemprego em massa assola o país

Recessão com desaceleração da produção econômica produz desemprego em massa e aumenta a inadimplência no mercado, empresários e trabalhadores em geral estão preocupados com os rumos que a economia nacional está tomando e optam por adiar os investimentos. Entenda o cenário atual da crise econômica no país:

Entenda o problema

 O governo vem trabalhando em uma estratégia operacional onde medidas emergenciais são adotadas para tratarem problemas que poderiam ser facilmente resolvidos se houvesse um planejamento macro. Fora a condição dependente do país na cena mundial: praticamente 50% das nossas exportações giram em torno de petróleo bruto, minério de ferro, soja, açúcar e café. Nos últimos anos, esse consumo internacional diminuiu sensivelmente: a China, particularmente, reduziu suas compras em quase 40%, segundo nota emitida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“A culpa é do Governo!”

A submissão da política econômica à política partidária tem levado a uma desestruturação da máquina pública, prejudicando todos os setores da sociedade, a saber: educação, saúde, segurança e, obviamente, economia. Com escândalos se acumulando e a impunidade ganhando visibilidade, não restou credibilidade suficiente para que o governo pudesse contar com o apoio desses setores da economia nacional.

Perspectiva

Segundo análises, é certo dizer que a retomada da economia brasileira depende exclusivamente do Governo, sendo este o responsável em termos de fomento ao desenvolvimento do país, falhando no planejamento estratégico de longo prazo para a nossa economia, no investimento em infraestrutura e na política fiscal. O ajuste fiscal é de suma importância para a reversão do quadro atual, pois a contabilidade criativa das contas públicas está afetando principalmente as classes trabalhadoras, populares e médias com o aumento de taxas e impostos.

Matéria apresentada à disciplina de Economia ministrada pelo profº Vladimir Furtado no curso de graduação em Jornalismo da FACCAMP (Faculdade Campo Limpo Paulista)

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