quarta-feira, 28 de outubro de 2015

O Jornalista e o Escritor

“Minha vida daria um ótimo livro!”, acho que essa é uma das frases que eu mais ouço depois da publicação do meu primeiro romance. No começo, ficava emburrada: poxa, essas pessoas não entendem que eu sou romancista de ficção? Não quero escrever história de ninguém! Pensava. E cá estou eu, estudando jornalismo, onde nosso principal papel é dar voz aos personagens da vida real.

Hoje eu percebi o quanto as pessoas tem essa necessidade de serem ouvidas. Quando convido alguém para uma entrevista ou uma reportagem experimental, a princípio se intimidam, mas aos poucos os sentimentos ruins dão lugar à emoção de terem uma oportunidade de contarem a sua história, não importa se se trata apenas de um trabalho acadêmico.

Por haverem muitos jornalistas de má índole neste ofício, que manipulam informações, as pessoas desenvolveram certo receio de se abrirem com um jornalista, temem serem expostas, mal interpretadas e julgadas por outro ângulo. Com o escritor isso não acontece: temos uma ideia romantizada de quem escreve, você pode contar com um escritor para ele transpor suas palavras com transparência, sem véus que ofuscam o texto, sem aqueles olhos sanguinários que buscam uma pequena brecha, uma informação única e nova, algo que dê uma boa notícia. Não temos essa pressão das grandes mídias, não resumimos nossas histórias em caracteres, não seguimos técnicas de lead ou triângulo invertido.

Apesar de ambos trabalharem com a escrita, o escritor é um artista, o jornalista nem sempre. Mas quando o jornalista aprende a contar histórias, ele ganha o carisma do público. Foi mais ou menos assim que o jornalismo literário me conquistou: pela arte de contar uma história... real. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Feriado Prolongado

Não sou muito de fazer resenhas, mas gosto de registrar os livros que leio, filmes e séries que assisto, podcasts que ouço ou os games que jogo, seja por meio de redes sociais específicas como o Skoob ou o Filmow ou publicando pequenas citações no Twitter.

As últimas semanas recheada de dias livres foi muito produtiva para eu atualizar essas listinhas. Gostaria de poder atualizar minha page em tempo real com essas informações, mas meu acesso limitado a internet me impede, então resolvi fazer um post para falar resumidamente do que andei enchendo minha cabeça!

#Li

Casamento Blindado, por Renato e Cristiane Cardoso
Ano: 2012 / Páginas: 271
Editora: Thomas Nelson Brasil

#Assisti (filmes)

Pixels (2015)
Dirigido por Chris Columbus
Tomorrowland (2015)
Dirigido por Brad Bird
Os Croods (2013)
Dirigido por Chris Sanders e Kirk de Micco
Mad Max: Estrada da Fúria (2015)
Dirigido por George Miller

#Assistindo (séries)

Gotham (2ª temporada: 2015)
COMECEI!

Amorteamo (2015)
VI DE NOVO!

#Ouvi

PODCASTS!

Tribal: você realmente conhece esta dança?
Por Sala de Dança

Processo Criativo
Por Sala de Dança

Videodança
Por Sala de Dança

Profissão: professora de dança
Por Sala de Dança

Bailarina ou Dançarina: o que somos?
Por Sala de Dança
A Dança Tribal segundo as brasileiras
Por Tribalcast Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

#Li: Casamento Blindado, por Renato e Cristiane Cardoso

Ano: 2012 / Páginas: 271
Editora: Thomas Nelson Brasil
Consegui esse livro no Boulevard de Trocas do Sesc Jundiaí. Já havia lido A Mulher V da Cristiane Cardoso, uma escritora excelente. Não costumo ler livros cristãos ou de autoajuda e tão pouco me dediquei a essas leituras apenas por serem de autoria da filha do bispo da igreja que frequento, a Universal. Já tentei ler outros títulos, alguns escritos pelo bispo Edir Macedo e outros, mais recentes, como A Última Pedra e Cinquenta Tons para o Sucesso, mas, na minha opinião, deixaram um pouco a desejar ou não foram condizentes com meu gosto para leitura.

Uma das coisas que chamaram minha atenção para este livro foi ele ser narrado em primeira mão por um homem, o Renato (a Cristiane entra apenas com umas pinceladas do seu ponto de vista feminino sobre o assunto), então achei que seria uma leitura interessante (e, realmente, apesar de uns trechos meio machistas, ele procurou ser sincero em muitos aspectos). Além disso, ele não fala da boca pra fora: Renato Cardoso, em parceria com sua esposa, ministra cursos e palestras sobre relacionamento conjugal, apresenta o programa The Love School exibido semanalmente na Rede Record e é educador familiar e matrimonial certificado pelo National Marriage Centers de New York.

Pude constatar que em vários momentos do livro ele faz referência a pesquisas fundamentadas de especialistas na área, além de usar dados cientificamente comprovados sobre aspectos psicológicos, físicos e genéticos como base para suas argumentações e também dados históricos como a revolução industrial e o movimento feminista para justificar a metamorfose do casamento.

Quem não tem esqueletos no armário, que atire a primeira pedra!

Um dos macetes utilizados pelo Renato para explicar a resolução de conflitos numa relação matrimonial (detalhadas em seus cursos, no programa de TV e agora, tudo escrito bonitinho neste livro) é o uso constante de metáforas, algumas já conhecidas no meio dos palestrantes do gênero. Podemos percebê-las já no sumário do livro: Mochila nas costas/Excesso de bagagem; Casamento como uma empresa; E a medalha de prata vai para... (a ordem dos relacionamentos); Uma caixinha para cada coisa/Uma bola de fios desencapados (sobre as diferenças do homem e da mulher); As 27 ferramentas, etc.

Sem uma boa equipe não seria possível escrever um livro tão bem fundamentado e dirigido, abrangendo diferentes públicos: tanto homens quanto mulheres de diversas faixas etárias e em diferentes estágios de um relacionamento, seja para resolver um crise ou para precaver-se de dar início a uma. Super recomendo!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Animais de Estimação

Uma nova ONG foi fundada em Extrema/MG com o propósito de incentivar as leis de proteção aos animais, a Soul Animal. Quando vejo uma iniciativa dessas fico tão contente, não posso deixar de pensar em quantos bichinhos vemos sofrer na mão dos homens por aí. Minha cadelinha foi cruelmente maltratada em seus últimos dias de vida depois que sofreu um acidente que a deixou cega de um olho e manca, ela viveu apenas sete anos e não merecia o fim trágico que teve.

Acho tão triste a visão deturpada que as pessoas têm do termo “animal de estimação”. Adotar um cachorro grande para ser seu cão de guarda e deixá-lo passando frio e chuva no quintal ou privando-o de fazer caminhadas não é ter um animal de estimação. Criar um gato dentro de casa apenas para caçar ratos não é ter um animal de estimação. Pensar que apenas os filhotes fofinhos merecem sua atenção e que, quando crescem, não servem mais para se ter em casa não é ter um animal de estimação.
Seja solidário e ganhe um companheiro fiel por toda a vida. Mas, se você não tem condições de arcar com os gastos e suprir a carência de um animal de estimação, não adote! Evite que mais um ser sofra em vão.
Tem ainda os que determinam que ratos, coelhos e tartarugas (entre outros) não podem ser domesticados. E que peixes envidraçados ou pássaros engaiolados são ótimos para decorar a casa, esquecendo-se muitas vezes que existem tipos diferentes de peixes e pássaros, com necessidades diferentes, não basta colocá-lo lá e comprar a ração mais barata. A caixinha de areia, a gaiola, o aquário, o quintal precisam ser higienizados, nem todo bicho gosta da mesma ração e sua espécie de pássaro pode necessitar de uma gaiola maior e cuidados especiais.

Nesses dias soube que uma chinchila não pode sofrer emoções fortes por que tem o coraçãozinho sensível. Que o pug sofre em um país tropical como o nosso por que tem dificuldade pra respirar. E que quando uma calopsita arranca as próprias penas é por que está com um alto nível de estresse. Então, não adote um bichinho apenas pela beleza ou pela sua “utilidade”. Quem realmente ama os animais não vê essas qualidades na hora de adotar: adota por que quer cuidar dele e protegê-lo.

E esses cuidados são recíprocos: esses bichinhos vão se sentir amados e vão te amar e te proteger em todos os momentos. São um antídoto para a tristeza. Seja solidário e ganhe um companheiro fiel por toda a vida. Mas, se você não tem condições de arcar com os gastos e suprir a carência de um animal de estimação, não adote! Evite que mais um ser sofra em vão.
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