segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mil Faces: Minha Jornada

Preferia a solidão ao invés de correr o risco de ser julgada pela multidão. Tinha medo de encará-la, pois sabia que havia pessoas falsas e más entre elas. Sentia-me deslocada, como se estivesse no mundo errado. Não apreciava o que ditava a moda, por isso nunca era aceita em nenhum grupo.
Preferi me recolher e me apegar na arte de escrever, desabafava minhas agonias através de histórias de ficção. As pessoas gostavam do que eu escrevia, isso por que não sabiam que a história era a minha máscara. No papel eu podia ser quem eu quisesse, podia deixar que minha imaginação se perdesse num universo de ilusões.
Mas ainda me sentia aprisionada dentro de mim quando voltava ao mundo real. Isso até descobrir a dança como uma forma de expressão. Substitui as palavras pelos movimentos, traduzindo o que sentia na leitura musical. Não tinha mais vergonha de aparecer para os outros, havia me identificado com algo, finalmente.
E o prazer infinito de interpretar uma batida e permitir que o público decifre quem eu sou é insuperável. Na arte eu me perdi para enfim me descobrir…

http://journey.beatsantique.com/#entries/6431

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Rotina


Poxa, não percebi como sentia falta da rotina até tê-la de volta. Como é gostoso acordar e saber o que fazer, pra onde ir. Definir metas diferentes a cada semana que passa. Por mais cansativo que seja, a rotina é que nos mantém firme. Como é que eu aguentei ficar seis meses parada, ein?
Neste ano começo o 2º semestre de Jornalismo (ainda). Mas já arrumei um emprego na área! Estou muito feliz com isso, pois sei que tal experiência vai alavancar meu currículo. Além disso, vou me matricular num curso de inglês e pretendo tirar habilitação para dirigir ainda este ano, não sei com que tempo.
Trabalhar numa agência de publicidade é muito empolgante. Pelo menos, a agência onde eu trabalho é muito legal. Apesar de se tratar de uma empresa pequena, temos uma grande carteira de clientes e consigo visualizar um desenvolvimento em potencial ali.
Meus chefes (é um casal) são profissionais centrados e um tanto empreendedores, que sabem que estão lidando com pessoas e reconhecem a importância da comunicação interna dentro de uma empresa. Eles acertaram em cheio ao dividir a equipe em subequipes de acordo com as funções e eleger um responsável por setor. Além disso, realizam reuniões com frequência e desenvolvem atividades para descontrair o ambiente, como o divertido Funny Day e a confraternização de final de ano.
Mas chega de bajular a empresa e vamos falar de mim! Sou tipo uma gestora de conteúdo de redes sociais, uma profissão nova que vem ganhando força no mercado, outro motivo por eu estar tão contente, afinal era isso que eu queria: estar de mãos dadas com a modernidade. Além disso, meu objetivo futuro é atuar com mídia digital, então está super de acordo com meu propósito.
Ãhn? O que faz um gestor de conteúdo? Não é tão simples quanto parece. Cabe ao gestor não só produzir textos e revisá-los, mas pesquisar quais imagens, vídeos e outros recursos multimídia podem ser relacionados ao texto, tornando-o mais atrativo. A segunda parte consiste no compartilhamento nas principais redes, como o twitter, o facebook e o site da empresa. Mas tal divulgação deve ser feita seguindo um cronograma especifico. Além disso, temos a função extra de sanar as dúvidas de clientes dos clientes, e lá vai eu fazer pesquisa ou entrar em contato com a empresa.
É preciso ser curioso. Os manuais só fornecem os conhecimentos básicos, e eu preciso ter a saga de investigar sobre os assuntos que quero transmitir. Sempre tem um espertinho pronto para apontar um erro na informação, portanto a atenção nunca é demais.
Também é preciso estudar o cliente, o público-alvo e outras coisas que são essenciais para a realização do trabalho. Ser bem informado e estar sempre bem atualizado é superimportante, tem coisas acontecendo a todo momento, saber as notícias mais relevantes é o mínimo.
Alguns requisitos é a pontualidade para respeitar os prazos e a flexibilidade para organizar o tempo e dar conta de todos os projetos envolvidos, sempre focando numa atividade por vez para não fazer merda. Caso ocorra um erro, entra a responsabilidade de assumi-lo e consertá-lo, e se não for possível, saber arcar com as consequências.
Paciência é uma dádiva divina. Bugs, momentos de pouca inspiração, prazos apertados, internet lenta. Acontece. Tolerância é outra dádiva: ouvir opiniões, críticas e sugestões. Saber quando aceitar, quando ponderar e quando ignorar sem se prejudicar é importantíssimo.
Independente das dificuldades, estou na área de humanas/comunicação que é onde eu gostaria de estar, fazendo o que eu gosto, com sede de aprender mais e me aperfeiçoar. Dificilmente me canso, fico entediada ou estressada. Isso é um bom sinal, não?
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