quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cinema em Dia

Eu sempre soube que Crônicas de Nárnia era uma ótima série de fantasia considerada um clássico da literatura infantil, já vi citações retiradas dela em vários lugares, inclusive em alguns dos meus livros favoritos. Então, porque nunca li as 7 obras? Simples: é aventura. Dificilmente leio algo que não tenha um romancesinho. 

Olhe só, eu gosto muito do filme O Diabo Veste Prada, e semana passada uns dias atrás encontrei o livro na biblioteca e resolvi ler, mas foi um desastre. Minha leitura foi avaliada com duas estrelas (qualidade regular), visto que levei uns três dias para ler (sim, para mim é muito), e nem é porque o livro não é tão emocionante como o filme (realista demais, não no sentido dramático, maçante mesmo), mas porque não tinha uma ceninha de amor. 

Eu sou uma garota romântica, por favor não duvide disso. 

Então, voltando às Crônicas de Nárnia, eu sempre fui louca para ver os filmes, mas não tinha tido a oportunidade até sábado às duas da tarde, quando passou O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa na tv. O filme é longo. Mas me encantei totalmente. Aliás, uma noite vi A Invenção de Hugo Cabret e, apesar de ter abandonado a leitura na terceira página, adorei o filme, mesmo que o Hugo não se mostrou nenhum inventor na minha opinião. Pra você ver como nosso gosto pode variar conforme a arte. 

Não assisti As Aventuras de Pi nem O Hobbit ainda, mas pelos comentários são filmes ótimos. Afinal, estão nessas listas de premiação (Oscar) e tudo mais. 

Fiz uma lista mental dos poucos livros que li que não continha romance, e entre eles está Coraline (uma criança que descobre um mundo novo atrás de uma porta onde tudo parece melhor, mas não é) e minha série preferida Desventuras em Série (três crianças que se tornam órfãs e fazem o impossível para que Conde Olaf não roubem a herança afortunada delas), ambos adaptados para filmes. Por que esses eu li? Porque são histórias meio góticas (no sentido de triste ou algo do tipo, não macabro, pelamor). E é isso: além de romance eu também gosto muito de histórias góticas, não necessariamente de terror. 

Entre os filmes, posso citar também Matilda (uma garotinha que desde bebê apresenta uma superinteligência e poderes) e A Babá McPhee (uma babá rígida que corrige a disciplina das crianças fazendo uso de magia). 

Mas, em meio essa minha reflexão, notei que há algo em comum entre todas essas histórias: Os personagens protagonistas são crianças. Não qualquer criança, mas crianças inteligentes, com imaginação fértil. E a narrativa não se trata de um cotidiano comum, são estórias de aventuras que desafiam a ciência sem precisar ser do gênero fantástico (que eu não curto, sinceramente). Ah, eu sou louca para escrever uma história que tenha como personagem principal uma criança e que não soe infantil apesar de infanto-juvenil. 

Esse é um dos motivos do por que Alice no País das Maravilhas é um dos meus contos de fada favorito. Sim, eu adoro histórias clássicas, e isso inclui contos de fadas. Aliás, estou toda sorriso porque ultimamente o cinema resolveu criar filmes recontando esses contos adoráveis, como Branca de Neve e o Caçador (com a Kristen interpretando a Branca), Fera e o mais recente João & Maria – Caçadores de Bruxas

Ah, também tem Os Três Mosqueteiros, já ia me esquecendo. Aliás, em se tratando de filme, gosto muito de histórias de super herois, um pouco de ação, o bem contra o mal e tal, isso é infantil? Entre meus preferidos estão Matrix, Motoqueiro Fantasma, Resisdentível, Piratas do Caribe, Harry Potter, O Código Da Vinci e os que parecem histórias em quadrinhos como Batman, Homem Aranha, Super Men, Mulher Gato, X-men, Os Incríveis. Este último é animação. 

Ah, sim, gosto muito de animações, que, para quem não sabe, não significa exatamente filmes infantis. Os Incríveis é um dos meus preferidos, mas também temos Procurando Nemo, Up, Monstros S.A., Toy Story, Anastasia, Mulan, Lilo & Stich, O Espanta Tubarões, Shrek, o mais recente Valente, etc. 

Eu também sou louca para criar uma história que se assemelhe à perfeição de um Conto de Fadas, Super Heróis ou algo do tipo.

Enfim, minha intenção era mostrar um pouco do que eu gosto de assistir em se tratando de filmes, aliás quase nunca comento algo relevante, apenas costumo citar o que estou vendo no momento. Bem que podia haver uma rede social tipo Skoob só que para filmes, não?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Teste Aponta: Ativista Cultural


Ou algo do tipo. 

Adoro fazer testes. Faço isso desde que me entendo por gente, naquelas revistinhas juvenis. Gosto igualmente dos testes vocacionais, apesar de sempre saber a resposta. Tem pessoas que não compreendem o teste vocacional. Não é para tentar “acertar” a resposta que parece mais correta, é para ser sincero nas respostas, mesmo que nem sempre isso te agrade. Por isso é um teste pessoal, ninguém precisa saber que você assumiu que prefere ser elogiado pela sua criatividade a ser reconhecido pelo seu esforço. Outra coisa que é difícil de entrar na cabeça dos outros: O teste não serve para apontar a profissão ideal para você. Isso só você pode saber. O teste identifica traços da sua personalidade e indicam quais caminhos você tem mais probabilidade de se dar bem. Já cansei de tentar obrigar meu irmão a responder à um teste, primeiro que ele não tem paciência, e outra que ele nunca responde as perguntas direito e acaba dando uns resultados absurdos. 

Devido às circunstâncias atuais resolvi fazer outro teste para ver se minha cabeça continua a mesma. Afinal, conforme amadurecemos nossa mente muda, então é normal pensar totalmente diferente de um ano ou um mês atrás. Caracas, eu já fui carnavalesca e micareteira e virar a noite com um copo de menta, funkeira de só usar shorts curtos e emo de só usar preto e rosa e fazer uns penteados esquisitos no cabelo. Hoje eu acho que sou normal. Acho

Bem, segundo o resultado, eu mudei um pouquinho sim. Dessa vez não apontou nada que me ligasse à administração de empresas, para minha surpresa. Mas fortaleceu a ideia de trabalhar com pessoas, apesar de estar explícito para usar a comunicação a meu favor. Outra coisa que chamou minha atenção é que surgiu bastantes áreas educacionais, eu realmente não esperava que meu desejo de infância viesse à tona. 

O teste que fiz foi do site CIEE (que indico totalmente). É um teste que mede nosso temperamento, aquilo que chamamos comumente de humor, gênio etc. Psicologicamente, temperamento é algo muito mais profundo do que imaginamos: é o alicerce principal da nossa personalidade. Para saber mais e fazer o teste clique aqui

Faço o tipo Idealista, facilmente reconhecida por meu entusiasmo e preocupação com as pessoas. Tenho como forma favorita a percepção e a intuição. Sou extremamente sentimental, razão pela qual costumo dirigir meus dons para o trabalho com pessoas, contribuindo não apenas para o conforto psicológico delas, mas também para o desenvolvimento de seus potenciais

Minhas inteligências mais notáveis são a emocional (interpessoal e intrapessoal) e a linguística. Esses talentos me possibilitam trabalhar com Artes, Literatura, Jornalismo e Ciência. Os Idealistas são muito preocupados com valores humanos (solidariedade, igualdade, liberdade, integridade e ética). 

No grupo, estão as personalidades mais laureadas com o Nobel da Paz e da Literatura. Bons exemplos foram: Mahatma Gandhi, Castro Alves, Fernando Pessoa, Ruth Cardoso, Chico Xavier, Mikhail Gorbatchev, Sérgio Vieira de Mello, Maria Montessori etc. 

As possíveis carreiras estão listadas abaixo, dividi em grupos para ficar mais fácil de compreender. As que estão em negrito são as que eu já acatei de alguma forma, na cabeça ou na prática. Ri muito com a ideia de fazer direito, apesar de já ter desejado estudar psicologia e me especializar na área criminal. Lembro o quanto disse que não tinha o menor interesse em fazer inglês, e hoje noto uma necessidade incrível de falar outra língua (apesar de que essas escolas estão – sinceramente – enfiando a faca nas mensalidades).

Direito

Defensoria pública

Artes Plásticas | Teatro

Atriz
Dramaturgia

Comunicação Social

Colunista de jornais e revistas
Articulista
Editora

Cinema

Produtora independente de filmes
Roteirista

Letras

Redatora
Romancista
Tradutora

Psicologia, Psiquiatria, Sociologia, Filosofia, Espírita

Conselheiro pessoal e profissional
Mediador de relações trabalhistas
Orientador educacional e pedagógico
Terapeuta pessoal, ocupacional e de família
Orientador de carreiras
Mentor
Missionária

Educacional

Tutor
Educador
Pedagogo
Professor
Palestrante

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Romance & Erotismo no Século XXI

Recentemente, conclui a leitura de Liberte Meu Coração. Confesso que – mesmo tendo me sentido atraída pelo livro na primeira vez que lhe vi – estava um pouco receosa se Meg Cabot conseguiria manter seu precioso jeito de escrever numa história que se passa no ano 1200. Ela conseguiu e me surpreendeu, o livro entrou para minha lista de favoritos.

Apesar de a história datar uma época onde os homens andavam a cabalo, as mulheres usavam vestidos e casavam virgens e conter aqueles nomes de tratamento que tive um pouco de dificuldade em entender no ensino fundamental, Meg manteve os traços juvenis do século XXI, fazendo com que mais uma vez eu me identifique com sua narração. Mas não foi só por isso que ela me impressionou. 
Eu nunca tinha lido uma cena de sexo picante narrada por Meg Cabot. E olha que já li uma lista extensa de obras dela, pois é uma das minhas autoras favoritas no meu gênero preferido (Meu gênero preferido é Comédia Romântica. Minha autora favorita é Marian Keyes, mas os livros dela não são juvenis). Até desconfiava que ela não levasse muito jeito para narrar essas partes, ou que evitava por causa do seu público. 
Mas lá estava três passagens muito bem escritas em Liberte Meu Coração. A última vez que tinha lido algo erótico foi na trilogia Cinquenta Tons de Cinza. O que, aliás, é o tema deste post. Sei, é hilário, mas o romance que se passa no ano 1200 me lembrou da moderna trilogia erótica de J.L. Smith. Isto porque consegui identificar muitos traços em comum entre essas duas histórias tão diferentes.

Não vou me dar ao trabalho de recontar a história desses livros, o que mais tem no Google são blogs literários que fazem isso, é só caçar lá e depois voltar aqui. Aliás, quem não conhece Cinquenta Tons de Cinza está meio por fora, o livro já está sendo adaptado para o cinema!! Apesar de que há sérias suspeitas de que só será permitido para maiores de dezoito anos.

A conclusão que cheguei é que, independente da raça, classe social, faixa etária, século, e outras condições em que a mulher se encontra, todas elas apreciam um pouco de cavalheirismo. Queremos igualdade entre os sexos, mas isso não significa que queremos ser tratadas como homens, note a diferença
Não é a submissão sexual e poder adquirido com a riqueza que encantou tantas mulheres em Cinquenta Tons de Cinza, mas sim o que isso representa: A liberdade de expressão que desejamos (na cama ou não) sem deixarmos de ser tratadas como as damas que sempre fomos (mesmo que algumas de nós sejamos um pouco feminista, como a personagem Finnula de Meg Cabot). 
Outro ponto forte de Cinquenta Tons é colocar o prazer da mulher em primeiro plano (ainda que de um jeito bastante exótico), quando no dia a dia é o homem que tem essa vantagem (nossa vaidade é tratada com muita superficialidade, e eles se contentam com muito pouco). Isso também se mostra através do filme brasileiro  De Pernas Pro Ar - cujo segundo filme está liderando o mercado brasileiro com u, onde prova que a feminilidade da mulher ainda precisa ser muito explorada. 
Os que criticam são os que ainda não se adaptaram. Mas cada mulher se reserva o direito de manter o estilo conservador. Que mal tem? Apesar de que no livro está bem claro que Anastasia não é uma masoquista, ela inclusive termina com Cristian porque uma vez ele lhe machucou, existe uma linha tênue entre a dor e o prazer que os não praticantes não compreendem. Aliás, a questão nem é essa. Estamos falando de valores femininos. E assumir um gosto excêntrico não altera esse valor. Sim, não somos tão frágeis quanto pensam, mas isso não significa que devemos ser tratadas com rudeza ou falta de respeito.

É difícil para um homem perceber que queremos ser cortejadas antes deles “caírem em cima”?! Que apreciamos o romantismo da mesma forma que a ousadia, afinal um não anula o outro? Que gostamos que nos deixem tomar a iniciativa para depois nos entregarmos (mais uma vez, peço que note a diferença)? Certamente, o carnaval está ao para provar que a arte da sedução está simplesmente se perdendo. Esses homens tem muito o que aprender, ou melhor, resgatar de seus antecedentes.
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