segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lucinha Alucinada

Obs. Uma ideia para um livro infantil.



Era uma vez, nas profundezas do Vale das Rosas, uma pequena fada que se chamava Isabel. 

Por ter nascido num mundo mágico e ser fada, Isabel tinha uma responsabilidade enorme com a natureza, mas ela não sabia disso por que não tinha noção do grande coração que carregava em seu peito. 

Seu coração era tão grande que sempre que batia Isabel tremia toda, mas ela achava que isso era normal para todas as fadas e já tinha se acostumado a ficar tremendo. 

Todos os dias Isabel saia voando e cantarolando por entre as flores para ajudar as borboletas, os pássaros, as tartarugas, os lagartos e as formigas em suas tarefas diárias. 

Todas as noites Isabel e as outras fadas se reúnam numa cantiga de boa sorte e iam para o mundo humano cuidar das crianças e adolescentes. Os humanos eram muito bobos para fazerem tudo sozinhos, estavam sempre precisando de uma ajudinha mágica. 

Isabel cuidava de uma garotinha chamada Lúcia, que era super hiperativa e tinha uma imaginação muito fértil. Apesar de não fazer por mal, Lúcia dava muito trabalho para Isabel. 

Ela era filha única e seus pais trabalhavam o dia todo, então quando não estava na escola ela estava com sua babá, e quando finalmente se via na companhia dos pais eles ficavam tentando distraí-la com brinquedos diversos. 

Então Lucinha aprontava de vez em quando para chamar a atenção deles. 

Ela não gostava quando as outras crianças caçoavam de suas histórias, então tinha muitas brigas na escola. Ela não gostava quando a babá ficava lhe dando ordens, então a contrariava em tudo. Ela não gostava dos brinquedos que ganhava, então quebrava tudo. 

Mas, na verdade, Lucinha queria ter amigos na escola. Queria que a babá lhe deixasse escolher o que fazer naquele dia. Queria que seus pais brincassem junto com ela. Era tão difícil para eles entender? 

Por isso Isabel lhe abençoou com uma imaginação fértil. Ela pensou que, se Lucinha pudesse ver as coisas além do que todos viam, ela seria mais feliz. 

Quando Lucinha ia a praia, ela imaginava todo um reino submarino com belas sereias rodeadas de peixinhos coloridos com olhos grandes. 

Quando a professora pedia para desenharem a família, Lucinha incluía gnomos e duendes em seu desenho. Quando seus pais mandavam ela brincar com sua boneca, Lucinha imaginava mil e uma personalidades para sua pequena Barbie. 

Ela ansiava pela páscoa, para que os coelhos pudessem visitá-la. Ela ansiava pelo natal, para que o papai Noel pudesse levá-la para dar um volta no trenó. Ela ansiava pela hora de dormir, para que pudesse ter os sonhos mais bonitos. 

Isabel estava satisfeita consigo mesma, principalmente porque tinha colocado uma data de vencimento na imaginação de Lucinha. Quando ela atingisse uma idade onde seria capaz de compreender o mundo, ela passaria a enxergá-lo como ele exatamente era. 

Mas isso não era ruim porque, quando esse dia chegasse, Lucinha também seria capaz de lutar pelo que sempre sonhou. Afinal, ela herdaria a audácia e a criatividade da infância e carregaria para todo o sempre.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Desbloqueando a Mente

Uma vez recebi um torpedo de uma “amiga” – que por acaso tem Vivo ON e manda uns cinco torpedos por dia com brincadeiras toscas, pragas de correntes e mensagens de luz – dizendo que não podíamos desconsiderar outros caminhos da vida para seguir um sonho. Em outras palavras, às vezes é preciso desistir de algo que amamos para fazer o que mais nos convém, nos favorece, enfim.

Nessa semana eu reli meu livro de Guia para Alcançar a Prosperidade – que basicamente nos ensina a ser feliz com o que temos, mas sempre desejando o melhor e tal – e uma das coisas que ele diz que é nosso corpo e nossa mente é um Campo de Possibilidades, basta que estejamos sensíveis às oportunidades, que significa não julgar ou menosprezar nada nem ninguém.

Eis que eu estava procurando um título decente para o primeiro post decente do ano, então abri minha agenda (que contém uma citação literária ou filosófica ou – descobri esses dias – uma dica para melhorar a estética em cada página) numa página aleatória e li: Não bloqueie sua mente para suas realizações. Tá bom, isso apareceu depois da terceira tentativa (a primeira era uma canção romântica de uma cantora famosa e a segunda era sobre levar seus próprios materiais quando for à manicure). E, tipo, isso tem tudo a ver com meu momento.

Eu pensei que amasse psicologia a ponto de querer trabalhar com isso, mas, na realidade, tenho paixão pelo conteúdo da matéria e acho que o título me daria um status no currículo, se combinado com meus hobbyes e demais atividades. Na realidade, não me vejo ouvindo uma pessoa falando por uma hora inteira, acho que eu ia fazer meu paciente me escutar por uma hora. Na realidade, não me vejo tentando redirecionar jovens sobre sua carreira futura, nem avaliando possíveis candidatos para uma empresa ou julgando os desvios de conduta de uma pessoa, já que eu também tenho os meus.

Eu queria estudar psicologia para enriquecer meus livros, trabalhar melhor nos meus personagens. Pura e simplesmente.

Todavia, sempre me vi trabalhando com artes e pessoas. Todavia, nunca havia cogitado fazer jornalismo por causa das regras e tal. Todavia, quando pesquisei sobre Comunicação Social me esquecendo totalmente que isso era Jornalismo (ou Propaganda e tal), me vi desejando estar nessa carreira. Na hora eu tive certeza que esse é meu campo profissional, que com isso vou conseguir uma posição mais vantajosa no mercado de trabalho. E, aliás, eu preciso mesmo melhorar e aperfeiçoar alguns pontos pessoais no que diz respeito a mídia, imprensa e comunicação.

Foi por isso que, faltando algumas semanas para começar a faculdade, decidi mudar o curso para Comunicação Social, que aliás é mais barato e dura menos tempo. Quem sabe posteriormente eu não faça Psicologia apenas para massagear meu ego?

Falando em ego, lembram que a empresa onde eu trabalhava, a Monalisa, era uma empresa de família? Pois então, uma das donas teve um bebê e se afastou da empresa, imagino eu que a Jéssica tenha tirado férias, e um dos que liderava e tinha se afastado para abrir seu próprio negócio retornou ao cargo de Gerente Comercial. Adivinha quem que ele chamou de volta? Eu. Confesso que fiquei bastante emocionada, afinal fiquei com certo peso nas costas achando que tinha deixado a desejar, ou que não era mais bem vinda na empresa ou qualquer coisa assim. Se eu tivesse sido uma má funcionária não me chamariam de volta, não? Mas, infelizmente, tive que me justificar dizendo que vou estudar no período da manhã e, portanto, só posso arrumar um emprego meio período.

Eu realmente gostaria de me dedicar 100% à faculdade, mas não me conformo com a ideia dos meus pais terem que bancar as minhas despesas pessoais além do curso, que já pesa um pouco no orçamento aqui em casa. Tudo bem, tenho minha pensãozinha, vendo meus capcakes e vendo alguns livros no mês, e com isso consigo pagar a conta do meu celular, minha internet, meus cosméticos e contribuir com um fundo de caridade por mês (crianças, idosos, animais e as florestas brasileiras ou algo do tipo – achei que isso compensaria os pagamentos do dízimo, que eu não estou fazendo).

Aliás, fui pega de surpresa por um ativista ambiental, bacharel em biologia, que tem um cargo político que lhe permite promover uma ação sobre sustentabilidade reunindo jovens no parque Chico Mendes em Várzea Paulista. Seu nome é Paulo. Super bacaninha, ele.

Enfim, eu estava voltando da biblioteca de Jundiaí, onde estou tentando regularizar minhas visitas com mais frequência para riscar itens que estão na minha lista de meta de leitura há bastante tempo. Estou devorando os livros de Meg Cabot, uma das minhas autoras favoritas. Já li dois livros da séria As Leis de Allie Finkle para Meninas, estou lendo A Garota Americana (que, aliás, está com a capa tão detonada que deviam colocar uma cartolina em cima ou algo do tipo) e posteriormente vou ler Pegando Fogo!

Quanto aos meus escritos... Bem, continuo querendo publicar meus contos. Seria uma boa se conseguisse patrocínio, pois mais pessoas teriam acesso ao livro. A ideia de reunir escritores não deu certo, acho que eles não curtem muito antologias, assim como eu, mesmo que o projeto incluía pelo menos dez contos de cada autor.

Sobre Sob os Olhos de Natasha, continuo aguardando respostas de editoras. Esse é um livro que vale a pena esperar, afinal, é minha melhor obra. Já recebi uma resposta negativa de Companhia das Letras, todavia eles deviam ser menos vagos nos e-mails para a gente pelo menos ter alguma noção se eles chegaram a ler um título da obra. Eu incluí uma carta de apresentação de uma página em todos envelopes enviados, falando sobre mim, meus projetos e com detalhes do original enviado. Realmente achei que essa carta seria uma ponto positivo.

Será que abriram o envelope?

De qualquer, estou reescrevendo a história no formato de peça de teatro, o que confesso que está sendo bastante complicado. A história em si é perfeita para ser passada para a dramaturgia, mas eu quero que tudo se passe dentro do quarto de Natasha. Não quero incluir muitos personagens ou muitos efeitos para que o texto possa ser adaptado para grupos teatrais pequenos que não usufruem de muitos recursos. Aliás, nem sei se pelo menos esses grupos vão querer minha peça. Mas não custa nada tentar.

Depois vou tentar transformar o romance em roteiro, de um lado é mais fácil porque não vou precisar cortar cenas, de outro é mais difícil por causa daquele monte de regras de escrita, incluindo a formatação e expressões difíceis. Acho que vou montar um guiazinho para manter do lado enquanto escrevo, assim não esqueço nenhuma regra.

Ah, por último, gostaria de me desculpar pela situação do design do blog. Meu layout era lindo, mas resolvi comprar um novo com a virada do ano. O novo ficou muito lindo também, mas tive alguns problemas “técnicos”, então resolvi manter o cabeçalho, o fundo e os gadgets e solicitei a outra pessoa para resgatar o restante do template antigo. Todavia a pessoa sumiu. To tentando entrar em contato com ela. Enquanto isso, paciência. Eu não vou me estressar.

Eu não vou me estressar. Já tive dores de cabeça demais com designers para me importar com uma coisa pequena dessas.

 A Lila tem a mente totalmente desbloqueada quando se trata de comida. E deixar ela dormir na cama. Em outras situações ela te morde se não fizer a vontade dela.
 Entre minhas metas para 2013 está comprar uma roupinha quentinha para ela não passar frio nas noites frias e uma caminha confortável e escura para ela se desapegar da minha cama.


Sério, todo dia ela me acorda com uma lambida daquelas. E rosna quando eu chuto ela sem querer quando estou dormindo.
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