sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Lista de Desejos #FinaldeAno

Final de ano, vários amigos secretos, amigos e parentes queridos trocando presentes... Melhor fazer minha lista de desejos logo, não? Tenho a turma da faculdade, a turma do trabalho, a turma da dança... Enfim, acho que vou facilitar bastante colocando o que eu gostaria de ganhar aqui. Vamos lá?

a) Pack’s de OBJETO do The Sims 3 pra PC

Eu ainda não comprei nenhum pacote de objetos! Isso você pode encontrar em qualquer loja física ou online de videogame. E, por favor, não me zoe, TS é meu jogo preferido, quem me conhece sabe.

b) Livros!

Gosto de comédias românticas, romances adolescentes, literatura infanto-juvenil ou infantil gótica, etc. Também gosto de livros na área de humanas, como empreendedorismo, psicologia e comunicação.

c) Max Bijoux Tribal

Pode ser prata, ouro velho ou rose, dourado eu não gosto! Se você é mulher, já entendeu! Mas se você é homem, eu traduzo: bijuterias grandes – muitos grandes – e temáticas, com bastante pingentes, pedrarias, texturas, etc. Sugestões: colares, brincos, tornozeleiras, pulseiras, braceletes, anéis...

d) Imaginarium

Amo as coisas da Imaginarium! Camisas, cadernos, jogos, acessórios, bijuterias, enfim! Vou adorar qualquer coisinha vinda de lá.

e) Vale-Compra

Se preferir, aceitarei de bom grado um vale compra da Saraiva, assim eu mesma escolho meu presente, como uma agenda 2014 =)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

10 motivos para você não pegar um ônibus lotado

  1. Você tem que suportar aquelas mulheres que só falam abobrinha uma com a outra durante o trajeto inteiro, e ainda falam alto.
  2. Você não pode fazer cara feita para aquela criança barulhenta, birrenta e chorona.
  3. Você tem que aturar aquelas pessoas que pensam que é legal ouvir música sem fone de ouvido.
  4. O ar some, fica quente e abafado e você começa a transpirar que nem uma porca, sentir tontura e falta de ar.
  5. Tem que ficar vigiando a bolsa/mochila/polchete e não deixar nada nos bolsos da roupa pra nenhum engraçadinho tentar te roubar.
  6. Sempre tem um ser com mau hálito que surge ao seu lado.
  7. Se você é baixinha, vai ter muita dificuldade pra se segurar.
  8. Tem que ficar se desvencilhando dos tarados que “encostam” em você em todas oportunidades possíveis.
  9. Se estiver perto da porta, vai ter que ficar subindo e descendo do ônibus cada vez que o ônibus parar pra alguém descer.
  10. A sorte de sentar-se não dura muito tempo, pois é incrível como sobe um idoso no ônibus a cada parada!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Eu, estagiária :)

O bom da área de comunicação é que você consegue estágio logo no primeiro semestre. Eu queria um emprego por que to precisando de dinheiro, mas o estágio é ótimo pra quem está ansioso pra trabalhar na área que estuda.
Deixei meu currículo em quase todas as agências da cidade, li o jornal de empregos todas as semanas, acompanhei as vagas online e tudo. Mas a entrevista que consegui foi através de uma vaga compartilhada no grupo da faculdade. Quem diria, não?
Agora sou a mais nova estagiária de conteúdo da Projecto Comunicação, minha principal função é atualizar as redes sociais dos clientes da empresa. Dois itens importantes citados no meu currículo contou muito a meu favor
  1. Eu era responsável pela atualização das redes sociais da última empresa que trabalhei.
  2. Eu sou blogueira e, portanto, tenho “vivência” virtual.

Apesar da minha mãe falar que era besteira, eu sempre soube que citar meu blog no currículo me ajudaria de alguma forma. Quanto ao primeiro item, confesso que nunca pensei que seria um diferencial diante das minhas inúmeras funções dentro da Monalisa.

Parece simples gerar conteúdo em redes, mas não é tão simples assim. Tenho um cronograma diário de acordo com cada rede. No momento, sou responsável pelas redes de oito perfis, onde a maioria tem facebook, twitter, blog e instagram. O mais legal é que agora vou me manter bem informada nas áreas de contabilidade, engenharia civil, moda, beleza, saúde, alimentação e decoração, entre outros temas e assuntos que preciso abordar de maneira satisfatória.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Primeira Entrevista de Estágio

Estava totalmente imersa na mostra de dança contemporânea que estava sendo transmitida pela televisão quando a recrutadora chegou com uma voz tão alegre que, num impulso, beijei-lhe o rosto como cumprimento.

“Droga, já comecei mal”, pensei, arrependendo-me de imediato da informalidade forçada, mas a merda já estava feita.

A moça, mantendo um sorriso convidativo no rosto, me levou até uma sala de reunião. Apesar da estatura, do aparelho reluzente e dos óculos fundo-de-garrafa, ela daria uma ótima recepcionista com esse entusiasmo todo. Eu sei, pensamento maldoso, mas me ocorreu.

O diretor de Jornalismo da emissora já me aguardava, rasurando freneticamente uma folha de sulfite. Era alto, largo, barbudo, usava terno. Era um pouco assustador, sinceramente.

- Olá – estendi a mão para ele, então ele foi obrigado a levantar os olhos para mim e apertar minha mão, formalmente.

Se me tratava assim na entrevista, me humilharia como empregada? O cara devia ser um bruto com os funcionários. Ou estava fazendo pose para a entrevista e, no ambiente de trabalho, poderia ser um pessoa normal, descontraída. Não.

Não pude deixar de lembrar daqueles filmes em que os estagiários sofrem horrores. Os estagiários sempre sofrem nos filmes. E já ouvi testemunhos na vida real de que estagiar parece horrível. Apesar de estar sedento em se aprofundar no ambiente de trabalho da área que você estuda, você acaba virando uma espécie de capacho, de faz-tudo. Faz café, tira xerox, carrega equipamentos, cuida da limpeza. Toda a parte chata da redação deve ficar nas custas do estagiário.

- Ah, você mora naquele cidade onde ocorreu um incêndio recentemente? – perguntou o diretor, subitamente.

Achei que ele nem estava ouvindo a entrevista. Pegou-me de surpresa. Eu podia pelo menos ter pesquisado os acontecimentos recentes da minha região antes de ir para a entrevista, não? Mas como é que eu ia saber que ele ia me fazer um teste assim? Não soube informar o acontecimento. Provavelmente ele já sabia tudo sobre, estava apenas me testando.

Um teste! E eu provei que sou mal informada, despreparada e uma péssima comunicóloga. Por que, claro, os verdadeiros comunicólogos sabem usar as palavras certas para sair de uma situação como essa sem se dar mal.

Voltei minha atenção para os olhos grandes e castanhos da mocinha. Pareciam gigantescos através daqueles óculos. Não importava o que eu dissesse, ela continuaria a me mostrar seu aparelho reluzente e respondendo “Bom, muito bom!”.

Não era uma recrutadora, portando, não sabia fazer as perguntas certas para eu responder o que respondia de praxe nas entrevistas. Era uma produtora que precisava de um auxiliar. Não podia ser muito bom para não tomar seu lugar, mas não podia ser muito ruim se não num conseguiria fazer o seu serviço. Saquei tudo.

- Vi que publicou um livro. Sobre o que se trata? – questionou-me o diretor.

Meu livro? Ah, publiquei aos 16. É um romance juvenil realista que aborda os desvios da adolescência do ponto de vista do mesmo, tendo como tema fatos atuais. Mas é lógico que eu não disse isso.

- É só um romance adolescente.

Sai do prédio cabisbaixa. Sabia que havia perdido mais uma vaga.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ideias Atualizadas

Minha vida está voltando a ser como era antes, bem turbulenta, do jeito que eu gosto, rs. Estou ensaiando minha dança aos domingos, estudando de segunda a sexta e passeando bastante com meu novo e promissor namorado. Também voltei a pensar no futuro e fazer meus planos a todo vapor. O lado ruim é que estou com pouco tempo para escrever, acesso limitado à internet, e por isso meu blog está meio parado e não estou produzindo nada novo em se tratando dos meus romances.

Na minha sala tem muitos aspirantes a artistas, meninos com bandas, skatistas, poetas, atores e escritores. Mas é uma comoção saberem que eu já publiquei um livro, que na cabeça da maioria das pessoas é o que parece mais difícil. Na verdade, nossa expectativa que é muito alta com o primeiro.

Além de escritores e artistas, também conheci um garoto que mexe com diagramação e serviços editoriais. Ele disse que me ajuda a editar meu livro e me indica uma gráfica para eu imprimir. Se for pra editar meus contos, sinceramente, eu até topo. Vou enviar o arquivo pra ele fazer um orçamento. Ele já trabalha numa editora, então já tem uma experiência nisso, e me parece ser muito responsável e detalhista no que faz. Até analisou meu livro, criticando a qualidade dos materiais utilizados e os erros de diagramação.



Meu namorado me apoia em tudo quanto é plano maluco, diz que sente orgulho por eu dançar, e me incentiva a publicar mais livros. Eu to incentivando ele a voltar a lutar e aperfeiçoar seus desenhos, que é o que ele gosta de fazer. Ele é ambicioso que nem eu, anseia em ser um bom profissional, morar numa casa com conforto e tudo mais.

Novidades


  • Já estou fazendo orçamentos para mudar o layout do blog. To pensando seriamente em mudar o tema do blog também, fazer uma coisa mais profissional e menos pessoal. Talvez fazer um blog novo, do zero. Isso porque o público que lê meu blog está mudando, e sinto que preciso ter mais responsabilidade ao escrever. Além disso, se eu desenvolver um bom blog enquanto faço a faculdade, ele pode fazer parte do meu portfólio quando eu terminar o curso. No caso, minhas ideias pessoais e minha vida privada passariam a desrespeitar somente a mim (e à minha família, e ao meu diário de verdade).
  • Meu namorado me apresentou um site bastante interessante que ainda me pergunto como é que eu não conhecia, o Jovem Nerd (rs), que contém podcast’s (que lembra programas de rádio) chamados nerdcast’s sobre os mais variados assuntos, trazendo entretenimento e informação ao mesmo tempo. Baixei vários para ouvir, e agora o tempo que passo no ônibus e na perua está sendo muito mais produtivo.
  • Por sugestão de um dos alunos do Jornaleiro (Jornal laboratorial da faculdade), conheci um site de “troca de experiências” que é ótimo para fazer amizades e aprender coisas novas: bliive.com
  • Comecei um esboço de um romance novo, chamado A Dançarina e o Dragão, um romance histórico de amor e misticismo. Espero que eu consiga continuá-lo. Fora isso, continuo querendo publicar meus contos e estou pensando em voltar a procurar ajuda para publicar meu livro novo, Sob os Olhos de Natasha.
  • Além do Jornaleiro, a faculdade está inaugurando uma Agência de Publicidade experimental. O Jornaleiro pretende ampliar o trabalho para edições de revistas semestrais, no ano que vem. Quero fazer parte desse mundo, mas primeiro quero entender como tudo funciona.
  • Estou confeccionando minha própria roupa da dança do ventre com uns retalhos de tecido que minha professora me deu e com a ajuda da minha sogra. Está saindo um trabalho amador, mas legal e bonito para uma peça feita a mão. Terminando a roupa, quero me inscrever pra participar de saraus e mostras de dança da região. Em novembro haverá um Festival de Dança e Artes Marciais em Várzea Paulista, e já me inscrevi pra participar. Fora isso, tem a apresentação anual de Dança do Ventre no final do ano, cujo tema será Elementos, no qual vou dançar em grupo em pelo menos três coreografias diferentes.
  • Estou procurando emprego. De novo. Assim que eu encontrar vou começar a tirar minha habilitação pra dirigir e começar um curso de inglês, esses dois itens fazem muita falta no meu currículo, estou perdendo muitas oportunidades de carreira. Mesmo sem condições de comprar um carro, com a habilitação eu posso trabalhar em empresas que disponibilizam o veículo, minha mãe pode tirar um carro (no caso eu seria motorista da família, veja só) e meu namorado já disse que me empresta o dele quando eu precisar (a ideia parece chata, mas sei que vai me ser muito útil).
  • Também to pensando em alugar uma casa por aqui, facilitaria eu ter internet e telefone fixo, receber as correspondências da família e entrar no programa do governo pra pegar uma bolsa integral. Minha mãe está pensando seriamente em me ajudar agora, afinal vai ser vantajoso para todos nós. Ela até disse “se você arrumar um emprego, eu te ajudo com casa”.

Em breve anunciarei meu novo blog. Fico por aqui.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Entrevista Jornalística

Segundo o Manual de Redação da Folha de São Paulo, a finalidade da entrevista no jornalismo é permitir que o leitor conheça opiniões, ideias, pensamentos e observações do personagem da matéria, ou de pessoas que tem algo relevante a dizer. Conforme o tema da matéria procura-se buscar pontos de vista diferentes ou o conhecimento de um profissional no assunto.
O segredo de uma boa entrevista está na elaboração de um bom roteiro, ou seja, a preparação da entrevista, lembrando-se sempre de pesquisar as principais informações sobre o entrevistado e sobre o tema, focar no objetivo da entrevista e fazer uma prévia das perguntas pretendidas.
Além disso, é preciso agendar a entrevista com antecedência e procurar chegar adiantado, para evitar imprevistos. O entrevistado deve ser informado sobre o motivo da entrevista e porque sua opinião é importante para o veículo de comunicação para o qual o entrevistador trabalha.
Gravar a conversa se faz necessário porque apenas anotar as respostas não basta, a entrevista tem de ser transcrevida corretamente, e às vezes o entrevistador pode deixar passar um comentário ou uma entonação na voz do entrevistado que pode ser importante para sua matéria.
Para abrir a entrevista, o ideal é questionar sobre a definição do tema, assim tanto o entrevistador quanto o entrevistado se situam e eliminam as dúvidas sobre o assunto. As perguntas devem ser breves e diretas, de maneira a deixar o entrevistado a vontade para discorrer sobre o assunto sem se sentir intimidado. Não é errado levantar objeções diante de uma contradição identificada pelo entrevistador, pelo contrário, assim o entrevistado poderá argumentar sobre seu ponto de vista,  que enriquece a matéria.
Nenhuma pergunta pode ficar de fora, mesmo que seja um assunto sensível para o entrevistado. Se o entrevistado se recusar a responder qualquer pergunta, o jornalista pode (e deve) registrar isso na matéria. Uma resposta tanto pode servir para justificar um ocorrido como também para prejudicar a imagem de terceiros. Todavia, fica a cargo da ética do entrevistador se ele vai ou não respeitar a particularidade dos envolvidos.
Existem três tipos principais de entrevista: Exclusiva, Pingue-Pongue e Corrida. A entrevista é exclusiva quando o entrevistado fala com exclusividade para um determinado repórter. O estilo pingue-pongue serve para evidenciar o entrevistado, publicada na forma de perguntas e respostas e sempre acompanhada de um texto introdutório. E a entrevista mais comum é a corrida, quando a opinião do entrevistado serve como complemento para a matéria. A entrevista investigativa é muito utilizada em reportagens.
Quando a entrevista está inserida na matéria e é preciso citar algo relevante que o entrevistado disse, tal fala deve estar sempre dentro de aspas e nunca deve ser muito longa. A sigla em latim SIC significa “assim mesmo” e, usada dentro de parênteses, serve para justificar uma gíria ou uma força de expressão utilizada pelo entrevistado.
A liberdade de imprensa nos permite não citar o nome do entrevistado, conforma a matéria. Neste caso, ou ele é considerado uma fonte anônima, ou apenas as iniciais do seu nome aparecem no texto.
A opinião do jornalista aparece apenas quando ele escreve colunas, crônicas ou textos opinativos. Em outros casos, a entrevista deve ser impessoal.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mapeamento Cultural no Município de Várzea Paulista

Várzea Paulista é uma cidade em constante desenvolvimento. Ainda que de forma lenta, ela vem superando obstáculos para melhorar a vida dos seus moradores. Do ponto de vista cultural, é possível concluir que nosso país possui muitas deficiências, principalmente nos pequenos municípios. Mas os cidadãos, ativistas culturais e artistas independentes vem se esforçando para ter seu espaço na sociedade.
Segue abaixo uma relação dos projetos artísticos e culturais da cidade de Várzea Paulista, que ocorrem respectivamente nos espaços disponíveis, nas escolas e até nos postos de saúde do município.

 

Espaços Culturais


  • Ginásios localizados no Jardim Maria de Fátima, na Vila Popular e no Jardim Promeca, entre outros pontos da cidade, incentivam a prática de esportes. Inclusive, o ginásio da Vila Popular foi reformado recentemente.
  • A cidade conta com muitas praças públicas como, por exemplo, a Praça da Bíblia, frequentada por jovens e skatistas.
  • O Espaço Cidadania (antiga Casa do Adolescente) é um espaço cultural com salas de aula, auditório, quadra de esportes, sala de dança, biblioteca e internet gratuita (Acessa São Paulo). Neste espaço há aulas de dança e artes marciais, eventos culturais e cursos profissionalizantes (resultantes de uma parceria de Várzea Paulista e o SENNAI Alfried Krupp, de Campo Limpo Paulista).
  • No Centro Cultural de Várzea Paulista também há eventos culturais e aulas de dança, teatro e música, entre outras atividades.
  • A Biblioteca Municipal – que apesar de ocupar um espaço pequeno e, consequentemente, ser um pouco limitada – organiza visitas agendadas com Contação de Histórias para os alunos da rede pública de ensino.


    Atividades

  • Atividades como Aerobox, Ginástica, Karatê, Tai-Chi-Chuan, Kung Fu e Capoeira são ministradas gratuitamente por profissionais voluntários em pontos públicos da cidade, como o ginásio, as escolas públicas e o Espaço Cidadania.
  • Aulas gratuitas e grupos independentes de dança, como Jazz, Ballet, Dança de Salão, Hip Hop e Dança do Ventre, se organizam em locais públicos da cidade, como os ginásios, o Centro Cultural e o Espaço Cidadania. Aliás, está previsto para esse ano o primeiro Festival de Dança aberto para grupos e dançarinos amadores da região.
  • Eventos tradicionais como a Folia dos Reis, o Orquivárzea e o desfile de Escolas de Samba da cidade no Carnaval, que ocorrem anualmente.
  • A Orquestra Sinfônica Jovem, promovida pelo Governo de Várzea Paulista, cuja instrução e prática são dadas na Escola de Música da cidade, organizada pelo departamento de Artes e Cultura - Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.
  • O Observatório Juvenil, um projeto estadual que organiza atividades e eventos culturais na cidade.
  • A cidade participa de um projeto estadual chamado Viagem Literária, que traz a visita de autores brasileiros nas bibliotecas dos pequenos municípios.
  • Todo mês ocorre o Sarau Poético e Literário no Espaço Cidadania, aberto ao público.

    Entre os possíveis grupos culturais identificados na região se encontra:
  • Gadaq – Dança do Ventre
  • Breaking Dance
  • G&G – Axé
  • Maracabeça (Maracatu)
  • Orquestra Sinfônica Jovem
  • Orquestra de Violeiros Flor de Várzea
  • Bola 7: Dança Afro
  • Coral Municipal Várzea Encanto
  • Capoeira Brasil
  • Salada de Frutas
  • Quilombaque
  • Pandora
  • Trupe de Teatro

    Todavia, considerando a pouca disponibilidade de tempo para aprofundar esta pesquisa de campo, foi encontrado dificuldades para localizar os grupos e entrar em contato com os responsáveis.
    Os grupos que frequentam os pontos de cultura da cidade se encontram em horários diferentes entre segunda e sexta-feira.
    Foi pesquisado meios de contatos para se comunicar com esses grupos, mas tal trabalho ainda não foi finalizado devido à falta de resposta e às limitações encontradas, como poucas informações para localização de perfis na internet.
    Além disso, temos a informação de que muitos grupos surgiram em Várzea Paulista, mas se desfizeram ou se transferiram para cidades vizinhas por falta de condições apropriadas na cidade para execução de suas atividades, como a carência de um bom Anfiteatro para apresentações musicais, teatrais e de dança.
    Muitos jovens da cidade que se interessam por arte e cultura frequentam espaços públicos de outras cidades, como o Centro Educacional Unificado de Perus, que é o caso de grupos como Salada de Frutas e Quilombaque, citados neste trabalho de pesquisa.
    Há grupos que não ficam exclusivamente em Várzea Paulista, como os B.Boys que, apesar da maioria dos integrantes morarem em Várzea, encontraram mais facilidade para ocupar um espaço na vila Agapeama, em Jundiaí, para realizar seus treinos. Muitos deles preferem se reunir com os B.Boys de outras cidades, como Caieiras e Francisco Morato.
    O que conseguimos trazer a tona até então foi informações extraídas de grupos dos quais alguns de nós fazemos parte – como o Gadaq ou a Pandora – ou tem contato direto com um integrante, no caso da trupe de teatro. De qualquer forma, estamos avaliando a necessidade de cada grupo e pensando num meio de contribuir com a dificuldade de comunicação de cada um de um jeito unânime. Uma ideia é fundar um Sarau Cultural na cidade para arrecadação de verba.

    Segue abaixo o perfil das alunas de Dança do Ventre da professora Sol, para ilustrar o que foi dito:

    Grupos de Referência Cultural no Município

    • Atividade Cultural: Dança do Ventre desde: Agosto/2005 (8 anos)
    • Local(s): Espaço Cidadania, Centro Cultural e Posto de Saúde do América IV
    • Frequência: 1h semanal, por turma
    • Fundadores: Solange Aparecida Gonçalves
    • Descrição das Atividades: Aula de Dança do Ventre; ensaio; criação de coreografias para apresentações públicas e participação em concursos e festivais de dança.

    Participantes

    a) Quantidade: 10 turmas, cerca de 75 alunas
    b) Faixa Etária: Entre 8 à 60 anos
    c) Sexo: Feminino (obs.: Já houve interesse de meninos)
    d) Nível de Escolaridade: Indiferente
    e) Compromisso: Grupo Aberto
    • Conquistas: Em 2009, 2 turmas de nível iniciante foram classificadas em 3º lugar no Festival de Dança de Jundiaí. Várias participações em mostras e eventos.
    • Dificuldades: Financeira: Custo alto de materiais, gastos com participação em eventos característicos, etc. Necessidade de local apropriado na cidade para apresentações.

    • Relação com poder público: O poder público cede espaço para ensaio, transporte para eventos e permite a inclusão de apresentações nos eventos locais.
    • Relação com público/comunidade: O ex-vereador Sulimar ajudou financeiramente para dar início ao projeto. A academia Aquatitude de Jundiaí contribuiu com uma doação de roupas de dança do ventre. Algumas costureiras locais realizam serviços por preços muito abaixo do mercado.

    • Necessidades de Comunicação: Divulgação do trabalho e do grupo, patrocínio para os projetos, apresentações privadas para arrecadamento de verba.
    • Sugestão de Ação Comunicativa: Anúncios em veículos de comunicação (jornal, rádio, revista, internet). Criação de web site para apresentação e contato com as meninas.
  • quarta-feira, 4 de setembro de 2013

    Amor Próprio

    Em minha última aula de Estética e História da Arte o professor Cléber fez uma introdução ao período Renascentista. Para concluir a aula, ele pediu que a turma se dividi-se em grupos e discursasse sobre uma proposta de renascimento. Foi falado sobre a perda das brincadeiras infantis que não envolvem tecnologia, como as rodas e tal. Foi falado sobre a falta de contato com a natureza. Foi falado sobre a ausência de conteúdo nas músicas que estão em alta no momento. Foi falado sobre o amor ao próximo, sobre a base familiar que está se perdendo.
    Eu gostaria de renascer o amor próprio. Nos dias de hoje as pessoas estão vivendo em favor dos outros. As crianças querem impressionar os coleguinhas, os filhos querem se impor aos pais, os alunos querem mostrar que sabem mais que o professor. Justo neste momento em que a mulher vem ganhando a sua voz, vem conquistando seu espaço na sociedade, o que muitas delas fazem? Denigrem sua própria imagem de variadas formas. Acredito que essa moda de ostentação vem plantando uma ambição incomum nos jovens. Se eles por si só já pensam grande, imagina com esse modelo de luxúria e fama, como é que vão pensar!

    Enquanto umas pessoas dedicam seu dia acabando-se em diversão e prazer, sem pensar nas consequências que está trazendo para si mesmas; outras pessoas se preocupam tanto com o dia de amanhã e se empenham tanto em construir e construir que esquecem de cultivar os bons momentos. Ambas esqueceram de preservar sua integridade física e emocional. Ambas esqueceram a importância de valores humanos. E quanto à ética? À cidadania?
    Concordo plenamente que deveria haver uma reforma cultural na sociedade, mas se as pessoas não mudarem seu jeito de pensar, a maneira como agem e tudo mais, tentar impor uma cultura à outra de nada vai adiantar, principalmente se a pessoa não tiver uma base familiar, e com isso não quero dizer uma família grande e acolhedora, e sim um modelo de pais que ensinam o que é certo e errado, que saibam impor limites aos seus filhos.
    Foi falado algo à respeito no programa da Fátima Bernardes. Aliás, só por comentar, “Encontro com Fátima Bernardes” é meu programa preferido atualmente, adoro o modo como discutem um assunto, sempre levando em consideração a opinião de pessoas diferentes. Falam de temas atuais, mas de um jeito que além de me informar eu também me entretenho. E parece tão difícil criar uma dinâmica num programa! Mas eles conseguiram.

    Voltando ao assunto, eu me lembro que meu grande professor, o Nereu, passou umas atividades de auto-avaliação para a turma que eu continuo exercitando até hoje, pois é muito bom para nos ajudar a focar nos nossos objetivos e enxergar nossos impedimentos. A atividade consiste em escrever uma auto-biografia com a previsão de como você vai estar daqui cinco anos. É importante escrever em terceira pessoa, assim você vai ter uma visão melhor sobre si mesmo. Mas, caso não tenha paciência para escrever, eu adaptei a atividade me fazendo a seguinte pergunta: Como você quer ser lembrado? Ao responder tal questão, tente pensar no que você gostaria de significar para os outros e para si mesmo. Acredito que, tão logo você começa a refletir chega à conclusão de que o primeiro passo é não guardar rancor, é saber perdoar o passado, perdoar as pessoas e, principalmente, perdoar os seus erros. Quando aprendemos a nos perdoar, estamos prontos para perdoar os outros.


    Outro dia, conversando com meu namorado, estávamos fazendo um joguinho de perguntas de responder e rebater (por favor, não pense besteiras, eram perguntas comuns). E ele me perguntou: Se você pudesse, o que mudaria em mim? E eu respondi: Eu gostaria que você fosse mais apaixonado pela vida. E o mais engraçado é que eu não tinha noção disso até verbalizar a frase. Mas o que é amar a vida? Trabalhar e estudar é bom para construirmos coisas, mas mais importante do que amar os frutos desse esforço é saber amar os ensinamentos que obtemos dessas experiências, pois tudo o que é material pode se perder, mas o que você aprender não. Da mesma forma, é muito gostoso se descontrair numa festa com os amigos, mas é mais gostoso apreciar as boas lembranças que ficam deste momento do que apreciar o efeito do álcool no corpo naquele momento. Além disso, todo mundo deveria se dedicar aos seus hobbys com a mesma intensidade e seriedade que tem com o trabalho e o estudo. Por que? São os pequenos afazeres que gostamos de fazer que mantém nossa mente descansada e nosso corpo preparado para a correria do dia a dia. É tão bom acordar de bom humor numa segunda-feira
    Para concluir, gostaria de citar uma coisa que a minha mãe, uma mulher muito sábia, sempre me disse:
    Se você não se ama, ninguém vai te amar. Se você não se respeita, ninguém vai te respeitar. Se você fala mal da sua família lá fora vai estar dando motivo para falarem também.

    sexta-feira, 30 de agosto de 2013

    A Habilidade de Se Comunicar Bem

    Apesar de não ser ruim com metáforas, textos publicitários são meu fraco. A linguagem exige ideias práticas em textos concisos, e essa é minha maior dificuldade, por que gosto de entrar nos pormenores do assunto. Aliás, era por isso que eu e a instrutora de Conto ModernoJan Bittencourt – não nos demos tão bem: ela tentava forçar minha criatividade me incentivando a cortar trechos que julgava desnecessários dentro do meu texto, e eu não gostava nada disso. (Só por comentar, ela tinha uma habilidade incrível para criar títulos que eu admirava muito, porque sempre tenho que pensar bastante pra chegar num título bom).

    Gostei da minha professora de Língua Portuguesa, a Sônia, mestre em linguística. Infelizmente, acho que não vai demorar para ela notar a forma como estruturo meus textos. Primeira aula com ela e no quadro está um lançamento de cerveja com consistência de sorvete, da Skol. Slogan criado por mim: “Mais redonda e mais gelada: para brincar como criança, mas com a malícia de um adulto”. Meu Deus, ficou horrível. Que merda. Simplesmente não consigo passar a ideia num texto curto, que é a principal necessidade da propaganda.
    Quando a gente trabalha com comunicação, apenas falar/escrever bem não é suficiente, é apenas o básico e necessário. É preciso saber agradar, persuadir, emocionar e/ou provocar escolhendo as palavras certas. É preciso saber usar e abusar das palavras no seu interim.

    A minha necessidade é a do esclarecimento. Adoro a arte da palavra, a maneira como podemos brincar com ela, passar ideias diferentes formulando as mesmas palavras de variada maneiras. É tão gostoso ter particularidade com a língua escrita. Quando se tem o domínio da linguagem conseguimos deixar transparecer apenas o que quisermos. E, da mesma forma, um bom entendedor sempre compreende a mensagem nas entrelinhas.
    A professora falou uma coisa que traduz exatamente meus pensamentos com relação à sociedade e à nós mesmos, com relação ao meu eu:
    Quanto maior nosso grau de instrução, maior a nossa responsabilidade social.
    Cresci com a ideia de que não podia falhar, de que sempre tenho que dar o melhor de mim em tudo que faço. Mas é impossível agradar todo mundo e sair satisfeito também. E quando me sinto encurralada desta maneira sofro com a frustração. Também gosto do espírito de independência. Pra mim, contar com alguém significa compromissar-se com ela, ficar “devendo uma”.
    Não se sinta assim. Eu quero te ajudar porque me importo com você e quero te ver feliz.
    Isso muda tudo para mim.

    sexta-feira, 23 de agosto de 2013

    Eu, Universitária

    Novidade: Decidi não esperar mais e me matriculei na faculdade, comecei a estudar na segunda semana de aula do segundo semestre, e to muito feliz com isso. Afinal, o que é que eu estava esperando pra começar? Bem, até o começo do ano eu ainda estava com o pé atrás com relação à escolha do meu curso. Depois o problema foi o tempo, porque eu coloquei na cabeça que queria estudar de manhã e tal. Depois foi o dinheiro, porque eu tinha que fazer um pé de meia, arcar com o material, transporte e blá blá blá. Aí uma amiga me disse uma coisa que mudou tudo pra mim: Se você for esperar ter tempo e dinheiro ou qualquer outra condição pra começar um projeto novo, você nunca vai começar esse projeto. Então eu dei uma de louca, limpei o saldo disponível no meu cartão de crédito e me matriculei.

    Meu plano era contar com meus pais, ou entrar no FIES (Financiamento Estudantil), mas minha mãe já deu uma de super-heroína e assumiu a bronca. É claro que não vai ficar assim. Já comecei a procurar emprego na área e tudo mais. Afinal, minha mãe tem seus próprios planos e não quero incomodar meu pai.

    Estou fazendo Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, na FACCAMP (Faculdade de Campo Limpo Paulista). Meu Deus, como eu não me toquei que este era o curso ideal para mim? Me identifico muito com todas as disciplinas, e está sendo uma delícia estudar. Acho que estava sentindo falta desse ambiente escolar. Além disso, os professores são ótimos, e a liberdade de expressão em sala de aula é maravilhosa. Conheci pessoas interessantes, inteligentes, jovens com os quais eu me identifico totalmente. Estou no meu habitat natural.

    Na minha perua a maioria estuda alguma Engenharia, mas isso não faz com que eu me sinta deslocada. Na minha sala também tem alunos de Publicidade e Propaganda e Rádio e TV, mas o interesse na comunicação é o mesmo. De uma forma ou de outra, tudo acaba se relacionando.

    Para completar, estou namorando um rapaz muito bacana e não me conformo por não ter prestado atenção nele antes. Ele é carinhoso, atencioso e… Estrategista. Um ótimo ouvinte, não ri dos meus dilemas, nem sai correndo de um compromisso. Poder contar com uma pessoa sensata e que me admira pelo que eu sou é uma grande força.

    Quanto a minha turma em si, minha única dificuldade está sendo me entrosar. Talvez porque como todos começaram juntos no início do ano e eu caí de paraquedas no segundo semestre, a maioria dos alunos já se entrosaram e tudo mais. Sem querer, sentei numa fileira que só tem homens. Não sei porquê – já comentei isso aqui – , acho tão mais fácil fazer amizade com homens! Os homens não são preconceituosos nem nada. Mulher é muito crítica! E pra piorar, reconheci alguns rostinhos do Ensino Médio, pessoas que fiquei aliviada com a doce ilusão de nunca mais ver na minha vida (o que é impossível, né, já que o mundo é tão pequeno). Mas, para compensar, os meninos são ótimos, prestativos e tudo mais.

    Um detalhe curioso: como minha voz não é muito forte, a professora pediu que eu me levantasse para que a classe compreendesse o texto que eu estava lendo. Tipo, eu já tava super sem graça, pois fomos pegos desprevenidos, era aula de sociologia, estávamos falando de feudalismo, e história não é meu forte, e o carinha que ia ler o texto e discorrer sobre o assunto tinha faltado, então sobrou pra mim… Pensei “se sentada já estou tendo dificuldades, imagina levantar e encarar a sala toda, ainda mais com todo mundo sabendo que sou a aluna nova (detesto ser aluna nova!)”. Revisando os sintomas da timidez: mão suada, coração disparado, gagueira. Sempre passei por isso. Mas foi incrível quando, assim que me coloquei de pé e encarei a classe… A timidez passou!  Concluí que era consequência da dança. Por que numa apresentação é sempre assim: enquanto estou sentada esperando minha vez me sinto super nervosa, mas depois que começo a dançar tudo flui… Dá pra entender?

    Mudando o foco, existe um grupo dentro da faculdade que se chama O Jornaleiro, onde os alunos de Comunicação Social exercitam o que estão aprendendo produzindo matérias sobre variados assuntos. O jornal impresso está indo para a 3ª edição, com uma tiragem de 1.500 exemplares, e está muito bem feito, levando em conta que a maioria dos alunos não é profissional. Vou me esforçar para fazer parte do grupo, tenho certeza de que posso contribuir de alguma maneira.

    Entre minhas disciplinas estão:

    História da Comunicação – Profº Paulo

    O Paulo é um barato. Logo no começo achei que a matéria ia ser um grande tédio, mas muito pelo contrário: a maneira como ele dá aula faz tudo parecer muito interessante. É muito fácil se envolver com a aula, com o conteúdo e tudo mais.

    Estética e História da Arte – Profº Cléber

    O Cléber associa muito a aula à sua própria experiência de vida. Ele não simplesmente aula de arte, mas ele vive a arte, e isso é explícito no seu jeito de se comportar, de discursar e tudo mais.

    Técnicas e Gêneros Jornalísticos – Profª Maria

    Ainda não tive a oportunidade de conhecer a Maria Auxiliadora, porque ela tirou licença e quem está ministrando as aulas é o Profº Felipe. Mas, pelo pouco que ouvi falar dela, parece uma pessoa difícil de lidar. Só pra registrar, ouvi a seguinte expressão: “… Eu estava me preparando psicologicamente para a aula dela…”.

    Técnicas de Rádio e TV – Profº Felipe

    O Felipe é um homem jovem, mas muito inteligente e com um grande espírito de liderança. Eu adoro a maneira como ele organiza as aulas deles, tudo bem planejado e tudo mais. Apesar de ele fazer anotações e tal para dar a aula, consegue fazer com que o conteúdo seja muito dinâmico, sempre associando com fatos históricos, atuais e exemplos da nossa própria vida. E, só por comentar, ele é uma gracinha.

    Língua Portuguesa – Profª Cecília

    A Cecília é um tanto séria, fala tudo certinho e tal, mas é uma boa pessoa, muito inteligente e centrada em suas aulas.

    Técnicas e Métodos de Publicidade e Propaganda – Profº Paulo

    Textos publicitários não são meu forte. Espero que o humor do professor Paulo me ajude a lidar melhor com essa disciplina.

    sábado, 10 de agosto de 2013

    Pessoas Vitoriosas

    Finalizada a leitura de Cinderela de Saia Justa – Para quem não vive um conto de fadas, mas merece finais felizes, de Chris Linnares, gostaria de deixar algumas citações importantes presentes no livro. O restante consiste em descobrirmos a pessoa vitoriosa que há em cada um de nós.

    Chris Linnares

    Escritora, atriz, psicóloga, master em Programação Neurolinguística, pós-graduada em Dinâmica Organizacional: Motivação e Liderança, fez cursos na área de desenvolvimento humano na Universidade Harvard, em Boston, Estados Unidos, e de Roteiro no Cinusp, em São Paulo.
    Durante quatro anos, como comunicadora de rádio, levou ao ar o programa Histórias de Sucesso e há mais de cinco anos desenvolve o Projeto Educacional METAS – Motivação, Escolha, Trabalho e Atitude na Sociedade, dirigido a adolescentes.
    Atriz e escritora da comédia e do livro de grande sucesso Divas no Divã, Chris Linnares também tem levado seu humor e seu conhecimento sobre o comportamento humano para a TV. Além disso, ministra cursos e palestras no Brasil e no exterior e publica artigos em revistas de circulação nacional.

    Cinderela de Saia Justa

    “A fácula contemporânea Cinderela de Saia Justa nos faz acordar para aspectos da nossa existência que, como adultos tão politicamente corretos que devemos ser, havíamos esquecido.” – Ana Beatriz Barbosa Silva, psiquiatra e autora dos livros Mentes Inquietas e Mentes & Manias
    “Chris Linnares expressa com maestria seu humor e a visão carinhosa da psique feminina em um ficcional que nos faz pensar nas entrelinhas.” Lucilia Diniz, consultora Light – Grupo Pão de Açucar

    Todas as adversidades, problemas e obstáculos que encontrei em minha vida me deram força.
    - Walt Disney
    É melhor tentar do que se preocupar e ver a vida passar.
    É melhor tentar, ainda que seja em vão, do que se sentar fazendo nada até o final.
    Eu prefiro na chuva caminhar que em dias tristes em casa me esconder.
    Prefiro ser feliz embora louco do que em conformidade viver!
    - Martin Luther King

    O Verdadeiro Amor

    Pergunte a qualquer mãe que está sentindo as dores do parto e ela vai te dizer que é possível, sim, lidar com a dor com um sentimento de felicidade no coração! E só há uma forma de conseguir isso: praticando o verdadeiro amor.  O verdadeiro amor nos liberta da culpa e do medo. É o amor que nos permite ser felizes independente do que nos acontece.  É o amor que ama a Cinderela em nós, aquele lado bondoso, humilde, esforçado, e que também ama a madrasta em nós, aquele lado que a cada dia nos desafia a despertar em nós o nosso heroi. É quando sentimos medo que temos a oportunidade de conhecer e expressar nossa coragem. É quando sentimos dúvidas e incertezas que temos a oportunidade de expressar a nossa . É quando sentimos que precisamos perdoar que temos a oportunidade de expressar nosso grande amor! Quando compreendemos que tudo que nos acontece, por mais doloroso que seja, tem um propósito maior, um propósito de nos fazer crescer e encontrar nosso caminho, podemos escolher lidar com as situações da vida com felicidade. A felicidade de saber que estamos diante de uma oportunidade de crescimento. A felicidade de saber que vamos ter a chance de escolher se vamos agir como herois e heroínas ou como reles mortais cheios de mágoas e reclamações!


    sexta-feira, 9 de agosto de 2013

    Um Momento de Esperança, Por Favor

    Existe uma personagem no livro Cinderela de Saia Justa que se chama Dona Chica. A Dona Chica é uma senhorinha muito simpática que fica tentando consolar a protagonista do livro, Ana José, com ditados típicos do seu tempo e da sua terra de origem. Eu acho muito interessante as coisas que ela diz!
    Perdoar não é esquecer a história que passou, mas nos dar a chance de escrever uma nova história.
    Rosa que foi plantada para ser rosa vai ser rosa, mesmo que no início do crescimento ela se pareça com um broto de feijão!
    Tempestade faz parte da vida! Se só fizesse sol as plantas morreriam secas. Precisa chover para regar as plantas, senão elas não se desenvolvem.
    Me identifiquei muito com o capítulo referente ao quarto encontro de estudo sobre o clássico conto de fadas Cinderela, pelo fato de já ter vivido e sobrevivido há muitas situações citadas pela autora.
    De repente, você neste momento está triste, perdeu as esperanças . Aquele empreendimento no qual você tanto se empenhou acabou fracassando.  Aquele relacionamento ao qual dedicou anos acabou. Aquele sonho que você tinha certeza de realizar não se concretizou. Aquela ajuda que você estava esperando não apareceu. E, assim como Cinderela, você sente todos os seus esforços e sonhos serem rasgados como um vestido!
    Caramba, quantas vezes invisto com fé e dedicação num projeto e acaba não dando certo! Como a publicação de mais um livro, o início de um novo curso, e até mesmo um novo relacionamento. O pior sentimento que existe é a frustração, essa sensação de fraqueza, que faz parecer de que seu esforço e seu trabalho de nada valeu. Mas quando me sinto assim paro para pensar nas vitórias que já conquistei ao longo da minha vida, e isso me ajuda a seguir em frente.
    Há momentos na vida de todo heroi e heorína em que os sonhos mais elevados são destruídos e a esperança fica abalada. Às vezes, vocês podem estar se sentindo perdidos, abandonados e sem forças para prosseguir, como se tudo tivesse sido em vão. Porém, uma vida heroica não consiste apenas em conquistar vitórias, mas também em saber utilizar nossa capacidade de superar o que consideramos derrotas. (…) No conto fica claro que Cinderela chorou, sentiu a esperança escapar pelas mãos, mas em momento nenhum reclamou, expressou palavras destrutivas, xingou sua madrasta ou irmãs. Ela simplesmente chorou. Não deixou de ser uma heroína por ter chorado, por se sentir abandonada. Até Jesus Cristo na cruz clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mc 15:34). Um heroi, ao contrário do que muitos pensam, tem o direito de chorar, e isso não significa que ele seja fraco. Até porque é preciso ser muito forte para aceitar as próprias fragilidades.
    Também sou um tanto teimosa, e quando coloco uma coisa na cabeça… Passa tempo, e não esqueço! Se não deu certo de um jeito, tento de outro. E acho que essa perseverança veio da minha mãe, que da mesma forma que nos elogia e nos incentiva quando fazemos algo certo, também nos passa o maior sermão quando estamos no caminho errado, portanto, só de pensar em desistir posso ouvi-la me chamando de fraca e tal, não no mal sentido, pelo contrário, para me encorajar a continuar buscando meus objetivos.
    Depois de ter feito tudo que estava a nosso alcance, depois de ter oferecido o nosso melhor, precisamos confiar que o melhor vai acontecer. E acontecer o melhor não significa que vai acontecer o que você quer, mas sim o que você precisa para encontrar seu verdadeiro caminho, sua plena realização. (…) Não podemos escolher o que nos acontece, mas podemos escolher a maneira como lidamos com o que nos acontece.
    O momento de frustração é um momento oportuno para sermos atacados com pensamentos negativos. E porque esses pensamentos nos abala tanto? A Chris explica:
    É mais fácil um ladrão roubar a nossa casa quando a deixamos sozinha do que quando estamos nela. Do mesmo modo é as vozes negativas: quando nos autorizamos a sair do aqui e agora, do nosso presente, e viajamos para o passado ou para o futuro, nesse instante ficamos vulneráveis a essas vozes pessimistas, à “madrasta” que, assim como no conto, tenta roubar nossa força, nossa , nossos sonhos.
    Realmente, acho que a única coisa que me impede de publicar meu novo livro é o medo de que eu passe pelas mesmas frustrações que passei com o primeiro. Afinal, oportunidade e recursos para publicá-lo eu já recebi, mas não acatei. Esse é um bom exemplo de que ainda estou presa no passado e preciso me abrir para novas experiências, me dar uma nova chance.
    E também tenho um bom exemplo de que eu estava presa no futuro quando se tratava da minha vida profissional e isso não estava me ajudando. Eu só conseguia mentalizar o produto final, não entrava na minha cabeça o período de estudar e me profissionalizar para chegar aonde eu quero.
    Antes eu não pensava na faculdade em si, apenas nos benefícios que teria ao concluir o curso. Mas agora eu estou pensando diferente, eu estou pensando em tudo que vou poder usufruir enquanto tiver estudando.
    Além disso, eu tinha me apegado tanto à ideia de ser autônoma e trabalhar com minha grande paixão que é a arte e a cultura que esqueci que o tempo todo havia um plano B presente no meu Plano de Negócio: meu pequeno escritório!
    Quando Moisés atravessava o Mar Vermelho com o povo israelita, passou por um grande desafio em que sua confiança foi testada. Imagine quantas pessoas em seu lugar, naquele momento, poderiam pensar: “Não posso ir adiante, vou afundar”? Mas ele continuou a caminhar com confiança, com uma fé inabalável. Não uma fé na própria força, mas na força presente ao seu redor. E por fim o mar se abriu! Essa passagem da Bíblia, de forma simbólica, revela como a fé e a nossa confiança podem abrir novos e grandiosos caminhos.
    Ter significa acreditar que as coisas podem acontecer a seu favor, significa acreditar que você tem capacidade de chegar aonde deseja. Ter fé é confiar: confiar em você, confiar no mundo ao seu redor e se deixar levar.
    Então, é isso, vamos nos deixar levar!

    quinta-feira, 8 de agosto de 2013

    Fazendo as Pazes com meu Mundo Interior

    Como vocês sabem, estou lendo o livro Cinderela de Saia Justa e tentando analisar os ensinamentos em cima do clássico conto de fadas para colocá-los em prática. Antes de dar início ao que diz respeito ao procedimento da minha leitura preciso contar uma coisa da minha vida pessoal.
    Eu fiquei um bom tempo afastada da igreja e só recentemente tive coragem de voltar a buscar minha realização espiritual. E estar em paz consigo mesmo parece mudar tudo na vida da gente, conseguimos enxergar as coisas e as pessoas sobre outro ângulo. É tão bom!
    No segundo capítulo do livro a Chris fala sobre dois mundos: o exterior e o interior. Por favor, observem a importância do campo interior que, ao contrário do que pensamos, exerce total influência sobre o mundo exterior.
    Vivemos em dois mundos: o exterior e o interior. Um é visível, objetivo; o outro é invisível, subjetivo. O mundo exterior penetra através dos cinco sentidos e é compartilhado por todos. Já o mundo interior, dos pensamentos, dos sentimentos, das crenças e das sensações, pertence a você. E é nesse mundo que vivemos o tempo todo! É nele que sentimos, sofremos e determinamos nossas ações. E como nossas ações influenciam diretamente nosso mundo externo, podemos dizer que, quando aprendemos a nos relacionar de forma construtiva com nosso mundo interno, temos a base para a verdadeira transformação de nossa vida.
    É por isso que a psicologia apoia a fé religiosa nas pessoas, afinal é cientificamente comprovado que uma pessoa que crê em Deus é mais realizada e passa com mais facilidade pelas provas da vida, como a frustração profissional ou uma grave doença.
    A proposta do livro é cuidar do nosso mundo interno, que muitas vezes fica esquecido. Temos que correr atrás dos valores adormecidos e, dessa forma, não fazer de tudo, mas ser tudo para atrair o mundo, aqui no sentido de todas as áreas da vida: social, profissional, pessoal, amoroso.
    Curiosidade: A palavra fada vem do latim fata, que significa deusa do destino.
    Ou seja: a Fada Madrinha da Cinderela representa o seu destino. Segundo a Chris, destino é a descoberta do caminho que nossa alma tanto anseia encontrar.
    Você sabe qual é o seu destino? Acredita que os bons sentimentos podem nos levar até o nosso destino?
    Então vamos a segunda prática:
    Exercitar a bondade, a generosidade e o amor
    Que é o estado de espírito que a Cinderela mantém durante todo o conto. A autora inclusive a compara com a clássica história bíblica de José, que também foi humilhado pelos irmãos e tudo mais (aliás, ta passando uma minissérie na Record muito bem produzida: José do Egito), mas se manteve perseverante e bondoso.
    Mas não adianta ser bondoso com todo mundo e negligenciar a si mesmo. Pelo contrário, temos que começar aplicando a prática conosco: dando o melhor para si mesmo, se proporcionando momentos prazerosos, oferecendo o melhor para o nosso corpo, nossa estética e nossa saúde.
    A Chris também fala de prosperidade. Acredito que já fiz um post sobre isso ao ler um livro sobre o assunto.
    Prosperidade significa enriquecimento e desenvolvimento
    E não necessariamente uma conta bancária gorda. O dinheiro é apenas uma consequência. Aliás, isso é uma das coisas que a Universal vive tentando ensinar, mas muitas pessoas não compreendem.
    Para finalizar:
    Aquele que obtém uma vitória sobre outros é um forte; porém, quando consegue vencer a si mesmo, é todo-poderoso. - Lao Tse
    Se continuarem agindo como sempre agiram, continuarão vivendo o que sempre viveram.
    Portanto, se desejamos mudanças em nossa vida, temos que começar mudando nosso comportamento.
    A Partir de Hoje eu me Autorizo…
    … A dar o meu melhor sorriso, mesmo que talvez eu não receba outro de volta;
    … A vestir a roupa mais bonita, mesmo quando eu me sentir feia;
    … A expressar palavras de alegria, mesmo quando eu me sentir triste e desiludida;
    … A ser generosa, mesmo não recebendo nada em troca;
    … A oferecer o melhor de mim todos os dias, com a certeza de receber o melhor da vida.
    Pois não há dádiva maior que conhecer o melhor que está em mim.

    Beijão, fiquem com Deus.

    quarta-feira, 7 de agosto de 2013

    Sonhar, Desejar e Realizar

    Se você deseja ardentemente o que não é seu, perde o que é seu. – Epíteto (filósofo grego)
    Estou na metade da leitura do livro “Cinderela de Saia Justa – Para quem não vive um conto de fadas, mas merece finais feliz”, escrito por minha diva Chris Linnares. Essa leitura está  sendo muito útil para eu colocar meus planos em prática. O tema do post de hoje, de acordo com o procedimento da leitura, é o sonho, aqui compreendido como a maior meta que buscamos em nossa vida. Afinal, quando deixamos de ter um motivo para viver, deixamos de viver, ficamos ligados no piloto automático apenas vegetando nesse mundo.

    Palavras da Chris

    Existe uma força que impulsiona todo ser humano a encontrar sua plena realização. Alguns denominam essa força de Deus, Força Cósmica, Anjos, Fadas. Outros preferem crer apenas na ciência, e se dispõem a seguir renomados pesquisadores do comportamento humano.
    A força que me impulsiona a encontrar minha plena realização é meu Senhor Jesus, e eu mesma. Mas conheço pessoas pagãs, que acreditam na força natural das coisas, e também conheço ateus, que não acreditam em nenhuma força sub-humana, contando apenas consigo mesmos para a realização de seus planos. Indiferente do tipo de força que acreditamos, ninguém vai chegar a lugar nenhum se não souber conduzir essa força da maneira correta. E qual é a maneira correta?
    No clássico conto de fadas da Cinderela, o baile real simboliza o seu grande sonho, o que sua alma mais deseja, e este é o motivo que a fez se dispor a trabalhar e a se esforçar, ao invés de reclamar e se deixar dominar por pensamentos destrutivos.
    Que é o que vejo muita gente fazer, e depois ainda se perguntam por que nada dá certo para elas. Há pessoas que tem grandes sonhos, mas julgam seus sonhos impossível de ser realizado, então se nem elas acreditam nessa possibilidade, qual a probabilidade desse sonhos se tornarem reais? O Bispo Edir Macedo (da igreja Universal, que é a igreja que eu frequento) sempre diz que “se você tem um grande Deus, pode se dar o direito de ter grandes sonhos, pois se você pensa grande, grandes coisas acontecerão na sua vida, mas se você pensa pequenininho…”, e acredita que eu vejo muitos religiosos que creiam no mesmo Deus que eu, mas se conformam com uma vida medíocre? Um absurdo isso. E não estou falando de coisas materiais, dinheiro em abundância e poder e tal, não, me refiro a coisas simples e importantes da nossa vida, como uma relação amorosa estável e uma vida familiar prazerosa.
    Como a Chris Linnares é cristã, é normal ela encontrar bons exemplos através de histórias bíblicas. Então, mais uma vez ela cita uma história muito conhecida da bíblia em comparação ao clássico conto de fadas:
    Davi, aos olhos dos outros, era um simples pastorzinho de ovelhas lá nas colinas de Belém, mas ele tinha potencial para ser o homem que iria vencer o gigante Golias e se tornar rei. Encontramos tanto em Cinderela como em Davi uma característica semelhante e própria dos verdadeiros heróis e heroínas. Em nenhum momento quando Davi era um simples pastor e Cinderela fazia trabalhos domésticos, você os encontra reclamando com pensamentos como “Que saco, por que ninguém reconhece o que eu faço?”. De repente, você está fazendo um trabalho que não é reconhecido pelos outros, algo considerado simples. Talvez até sinta que não tem muitos recursos, assim como Cinderela, que só tinha um vestidinho velho para ir ao baile, ou Davi, que para lutar com o gigante Golias não dispunha de uma armadura maravilhosa. Mas, como herois, eles ouviram o chamado da vida, se autorizaram a seguir os desejos de seu coração e, mesmo aparentemente sem recursos, conseguiram sua realização.
    E ela completa: A atuação dessa força que nos impulsiona na realização do nosso caminho ocorre através de nós, na nossa situação, com nossos próprios recursos, da maneira que verdadeiramente somos.
    Basta estarmos abertos as oportunidades que a vida nos oferece, não é mesmo? Para concluir, leia o texto abaixo e voz alta e coloque em prática o que está lendo:
    A Partir de Hoje eu me Autorizo…
    … A aceitar os anseios da minha alma;
    … A sentir os desejos que pulsam em meu coração;
    … A conhecer minhas emoções mais profundas;
    … A despertar meus talentos e potencialidades;
    … A trabalhar para realizar meus verdadeiros sonhos;
    … A me libertar para encontrar meu caminho;
    … A valorizar o que tenho e o que sou;
    … A ter coragem de reconhecer o que é importante para a minha vida;
    … A ser vitoriosa na minha vida pessoal e profissional;
    … A não me comparar nem a me desvalorizar.
    Porque onde estou e como estou é a porta de entrada para a realização da minha história. Uma história única e fascinante, na qual a autenticidade é minha maior diretriz.
    Que isso sirva para todos nós.

    Beijocas da Meh

    terça-feira, 6 de agosto de 2013

    Subindo no Salto… de Cristal!


    Pra quem ainda não sabe, Chris Linnares é uma das minhas musas inspiradoras. Foi depois de conhecer sua história de vida que eu decidi estudar psicologia. Ela é uma mulher simples e inteligente que agrada todos os públicos. A conheci através de um DVD que continha sua grande peça Divas no Divã, uma palestra motivacional feita por ela, uma breve biografia sua e a descrição de suas obras publicadas.
    Sempre quis ler um de seus livros. E, felizmente, a abençoada Lucélia doou o livro Cinderela de Saia Justa para a biblioteca municipal de Jundiaí e agora ele está em minhas mãos =D. Aliás, vou até aproveitar para fazer um apelo: se você tem livros em casa, ao invés de deixá-los mofando na estante, doe para alguma biblioteca pública para que pessoas como eu possa riscar mais itens de sua meta de leitura, antes que ele fique tão velho a ponto de não poder mais ser restaurado. O trabalho de restauração que as bibliotecárias fazem é maravilhoso, elas são bem preparadas para isso, então não jogue sua coleção de livros velhos no lixo. Doe!
    Cinderela de Saia Justa é uma trama que conta as aventuras de uma jornalista cética, Ana José, dona de imensa lista de frustrações pessoais.
    Dependendo do ponto de vista do leitor, pode ser apenas mais uma história de ficção. Ou você pode se colocar no lugar da personagem e tomar o livro como auto-ajuda. No catálogo sistemático ele está classificado como Psicologia Aplicada para Realização Pessoal. Enfim, de qualquer forma ele é um remédio para a auto-estima da gente.
    Logo comecei a ler já peguei um “conselho” muito bom que estou praticando e gostaria de compartilhar com vocês. O conselho é a gente “se autorizar” a fazer aquilo que a gente quer. Peraí, deixa o livro explicar:
    Vamos começar pela definição da palavra autorizar, que significa dar autoridade. A palavra autoridade, por sua vez, significa influência, poder. Portanto, a pergunta é: Quem te influencia? Quem, neste momento, exerce poder sobre sua vida? Seus amigos? Seu cônjugue? Seus pais? Seu chefe?
    E você? Existe uma grande diferença em ter total poder sobre suas escolhas, ou apenas desejar ter. Depois do primeiro encontro com uma associação secreta onde se aprende ensinamentos de vida através dos contos de fada, Ana José se vê refletindo sobre o tipo de autorização que ela exerce sobre sua vida. Cansada, ela faz a seguinte lista:
    A Partir de Hoje eu me Autorizo…
    … A me sentir valorizada, mesmo quando os outros não reconhecerem o meu valor;
    … A dar uma oportunidade para o amor, mesmo quando meu coração insistir em manter as portas fechadas;
    … A sentir prazer, mesmo quando a culpa e o medo tentarem roubá-lo de mim.
    … A confiar nas minhas capacidades, mesmo tendo me acostumado a menosprezá-las;
    … A superar minhas limitações, mesmo tendo desistido de enfrentá-las;
    … À felicidade;
    … Às grandes oportunidades;
    … A acreditar no melhor da vida, mesmo estando acostumada a acreditar que isso não passa de utopia.
    Quem precisa de terapia quando se pode contar com a literatura? Agora é só colocar tudo isso em prática. Por que só ler e refletir não vai mudar nada na nossa vida.

    Beijocas da Meh

    sábado, 3 de agosto de 2013

    Desejos e Promessas Para Meu Décimo Nono Ano de Vida


    1. Começar um curso de inglês


    Demorou, mas eu tive que reconhecer que falar outra língua é essencial para um bom currículo, sem falar que nos abre muitas portas. A gente nunca sabe quando vai ter a oportunidade de viajar para o exterior, não é mesmo? E eu quero estar preparada para isso.

    2. Tirar habilitação para dirigir


    Se eu desejo tanto um carro o mais óbvio é dar o primeiro passo adquirindo minha carteira de motorista. Que, aliás, se a gente parar pra pensar, é mais difícil de conseguir do que o próprio carro.

    3. Entrar na faculdade


    Depois de tantos testes vocacionais, enem, vestibulares e tudo mais… Agora eu quero fazer faculdade. Não se trata mais de uma obrigação, ou uma necessidade, e sim de um desejo. Eu sei o que quero estudar e sinto falta da rotina de um estudante. Além das prováveis melhorias no campo profissional, também conhecerei pessoas diferentes e assim eu posso aumentar meu círculo de contatos, fazer novas amizades. Sem falar que ESTUDANTE PAGA MEIA! Cara, depois que eu terminei o ensino médio me dei conta de que não iria aos eventos pela metade do preço, e isso foi um choque total.

    4. Fazer yoga


    Nem que eu compre um DVD e arranque toda a mobília da sala para liberar espaço. Yoga é fundamental para uma boa dançarina do ventre! Entre seus benefícios estão o aumento da concentração e da capacidade respiratória, ou seja, é uma prática que trabalha o corpo e a mente. Além disso, tenho curiosidade em conhecer a Ashtanga, que é uma vertente mais dinâmica da ioga. Ela combina exercícios respiratórios com uma sequência de movimentos ininterruptos, trabalhando todos os músculos do corpo, principalmente das pernas, dos braços e do abdômen. Pois é, to bem informada =)

    5. Publicar um livro


    Ou dois. Afinal, tenho uma série de bons contos e um romance gótico terminado, preciso tirar eles da gaveta. E como boa escritora, não posso deixar aqueles que gostam do que escrevo na mão. Só que não vejo mais a escrita como um investimento, pois sei que o retorno é pouco ou zero. Mas, como sempre disse, eu escrevo porque gosto, então não me importo se não vou ter lucros com isso. Todavia, não posso investir dinheiro nisso quando tenho outras prioridades pessoais na minha vida. Em outras palavras: patrocinadores que gostam de incentivar a leitura, cadê vocês?!

    6. Fazer aulas de Dança do Ventre


    Ora, mas é claro que eu vou continuar dançando com minha professora linda, ainda tenho muito o que aprender. Mas também gostaria de investir em uns workshops por fora, viajar mais, conhecer outras dançarinas, participar de excursões para Mostras e Festivais e estudar em casa (Deus abençoe o criador da internet e do youtube). Preciso de muito alongamento, decorar a diferença entre um ritmo e outro, aumentar minha criatividade nas coreografias solos e conhecer cada dança folclórica e tudo mais.

    7. Aprender a nadar


    Mano, eu preciso aprender a nadar. Eu amo água, literalmente, mas tenho medo dela. Não tem nada mais gostoso do que mergulhar numa piscina, ou entrar na cachoeira, ou sentir as ondas do mar contra seu corpo. Mas como é que eu vou aproveitar todas essas delícias se eu não aprender a nadar? Então, preciso de umas aulas particulares.

    8. Encontrar uma fonte de renda


    Ta amarrado esse espírito do desemprego que desceu sobre minha vida. Não é normal isso não. Estou dificuldades para encontrar um trabalho remunerado, um bico, um serviço autônomo, qualquer coisa. E pensar que tenho amigos mais velhos e influentes que poderiam me ajudar e nada. Para realizar meus projetos preciso de dinheiro. Mas aprendi que mesmo que a gente tenha todo o dinheiro do mundo, se não tivermos foco não chegaremos a lugar nenhum. Por que dinheiro acaba. Então um emprego/serviço/bico significa mais do que isso para mim, significa estabilidade na nossa vida financeira, significa contabilizar tudo o que a gente gasta, significa saber planejar dentro do limite que a gente possui, significa ter auto-controle financeiro. Nada melhor do que se sentir desapagado do dinheiro. E não to falando isso só porque eu to sem, viu? Até porque me apareceu a chance de fazer um empréstimo alto e… Eu disse não. Eu estou contente com minha pensão e meu cartão de crédito, mas apesar de isso cobrir meus gastos pessoais, não são suficiente para bancar meus projetos de vida.

    9. Colocar aparelho nos dentes


    Saúde é muito importante, e ir ao dentista significa cuidar da nossa saúde e da nossa estética. Preciso fazer uma microcirurgia para remoção de dois dentes que estão querendo nascer e, se isso acontecer, pode prejudicar toda minha arcada dentária. E preciso colocar um aparelho ridículo, mas que vai colocar meus dentes no lugar em um ano. Só que isso significa gastar com documentação, remédios, escovas especiais, plano odontológico…

    10. Cuidar da Lila


    A Lila é a minha cachorrinha fofa que completou um aninho dia 17 de julho. Ela precisa de um roupinha nova, porque cresceu bastante. E de uma caminha macia, pois tive que jogar seu colchão no lixo (estava muito velho). E também precisa tomar todas as medicações necessárias agora que já é uma mocinha, como a vacina contra raiva e a castração. Além disso, já que os remédios não estão funcionando, estou pensando seriamente em levar ela para tosar, duvido que há pulgas que resistam. Ai que dó!

    sexta-feira, 28 de junho de 2013

    Editora-Chefe

    Prendeu-lhe num beijo longo de despedida, sentindo a maciez dos seus cabelos loiros entre os dedos.
    - Bom trabalho, linda.
    - Obrigada meu bem, até amanhã. – sorriu para ele seu sorriso mais bonito e logo após entrou no escritório pelas portas de vidro e seguiu em frente, sem olhar para trás.
    Cumprimentou a recepcionista e subiu a escada circular até chegar ao seu departamento. Todos já tinham começado a trabalhar, inclusive sua amiga e assistente, que esperava ansiosa em frente à sua sala.
    - Ele ligou. Disse que precisa falar com você.
    - Estava olhando pela janela?
    - Não tirou os olhos dela nem por um minuto.
    - Ótimo. Peça para vir a minha sala daqui a dez minutos. Preciso retocar o batom.
    - Ok, boa sorte! – a jovem sorriu para ela, contagiada pela sua esperança.
    Encontrava-se sentada profissionalmente à sua mesa quando ele entrou. Convidou-o a se sentar sem tirar os olhos do computador.
    - Preciso de uns toques seu no projeto. Pensei em almoçarmos juntos para discutirmos alguns pontos.
    - Humm, hoje não dá. Eu e o Mauro já reservamos uma mesa num restaurante italiano.
    Olhou para ele pelo canto do olhou e notou que mexia muito as mãos. Estava nervoso. Perfeito.
    - Então, já faz um tempo que estão saindo juntos, não?
    - Ah, ele me viu dando uma palestra e se apaixonou. Disse que sou muito dinâmica e carismática. Enfim, me cativou com suas lisonjas. Eu não estava a fim de continuar sozinha, então pronto, to curtindo. Nada sério. – disse, explicando mais do que o necessário, e depois ficou encarando as unhas bem feitas, à espera de uma reação.
    - Eu te convidei pra sair, Priscila. Você disse que...
    - Eu aceitei, e nunca marcamos uma data. Não podia ficar te esperando.
    - A sede por diversão era tanta assim?
    Chocou-se, e sem se conter olhou-o nos olhos por cima do aro dos óculos. Estava lindo com os cabelos castanhos escuros rebeldes, a barba por fazer e a testa franzida. Ficava mais do que lindo quando estava preocupado. Erro fatal. Alerta. Ela estava prendendo a respiração. Piscou algumas vezes e voltou a si.
    - Você é diferente, Leandro. Não é o tipo de homem com quem eu me envolveria por diversão. Primeiro porque eu já tenho um carinho especial por você, eu que te indiquei para essa vaga, não foi? Já conheço um pouquinho de você e gosto desse pouquinho.
    Ele não esperava por isso. Remexeu-se desconfortavelmente na poltrona e, sem palavras, levantou-se.
    - Tenho trabalho para terminar.
    - Claro. Podemos continuar a conversa depois. Agendarei uma reunião com toda a turma da redação para discutirmos o projeto juntos, tudo bem?
    - Tudo ótimo. – concordou, já se virando para sair, mas antes de atravessar a porta ela pode vislumbrar um sorriso de satisfação brotando em seus lábios.
    Levou o telefone ao ouvido e discou o ramal da assistente. Segundos depois, a jovem pálida e ofegante esperava ansiosa por respostas.
    - E então? Ele se declarou?
    - Ainda não, tímido como sempre. Mas o lance com o loirinho ta funcionando.
    - Mas, Priscila, você não ta iludindo o coitado do Mauro?
    - Faz-me rir, Jéssica. Ele é um jovem tolo louco para curtir a vida, não vai se apegar a mim tão facilmente. Já o Leandro, não. Ele é maduro o suficiente para ter sentimentos. Mas ainda é inseguro como um universitário.
    Jéssica caiu em gargalhadas, jogando os longos cabelos sedosos para trás num movimento gracioso. Ela ria, mas por dentro se encolhia de vergonha da inveja que sentia da loira platinada majestosa à sua frente, ocupando a cadeira que ela tanto cobiçava e usando um terninho requintado lilás que ela já havia procurado por todo o centro de São Paulo sem sucesso. Jurava que naquele momento ela estava pensando em quantas artimanhas mais seria necessário para deixar o moreno mais gato da redação de quatro aos seus pés.

    segunda-feira, 24 de junho de 2013

    Tenso!

    Ok, eu estava super tensa quando escrevi a postagem anterior referente ao meu diário.
    Realmente, estava com a expectativa lá no alto com relação à minha faculdade e mais uma vez não deu certo. Além disso, senti-me frustrada por ainda estar desempregada e com isso não poder ajudar mais a minha mãe. Também fiquei um pouco desapontada com meu desempenho na Oficina de Contos. Não consegui fazer o dever de casa, o que só prova que não consegui alcançar as expectativas da minha instrutora, por este motivo não me sinto digna de receber o certificado de conclusão do curso.
    Além disso, as meninas tiveram uma ideia muito legal de reunir as duas turmas participantes da Oficina num café da manhã no Jundiaí Shopping, para todos se conhecerem e trocarem ideias. Eu adoraria ir, se tivesse algum orçamento para isso. Na hora me veio a vontade de convidar um grande amigo e aliado meu, que com toda a certeza se daria ao trabalho de me explicar os itens do menu e faria com que eu não me sentisse intimidada por estar num lugar que pouco frequento. E eu morreria de orgulho dele, afinal ele é muito inteligente e tem uma resposta para tudo, seria maravilhoso assisti-lo conversando com as mulheres e, principalmente, achando um meio de me incluir na conversa, mesmo eu sendo bem mais nova. Mas aí eu lembrei que não podia mais contar com ele.
    Veja bem, não é que eu queria ser mais velha. Eu gosto muito de ser jovem e tenho o maior orgulho de ser mais madura do que minha idade apesar de ter pouca experiência de vida. O que me irrita é quando associam a idade biológica com a idade mental. Do mesmo modo que uma pessoa se sente ofendida se chamada de velha, eu me sinto ofendida quando me dizem que sou muito nova pra isso ou aquilo. Muito chato isso. Do mesmo modo que uma pessoa mais velha pode ser inteligente o suficiente para compreender temas e assuntos atuais, eu acredito que mesmo sendo mais nova eu posso tentar compreender temas e assuntos de pessoas mais maduras.
    Um outro grande motivo da minha tensão era a minha apresentação de dança livre, ou seja, de improviso, ainda que fosse somente três minutos, me senti um pouco pressionada. Mas felizmente tudo correu bem, minha professora linda escolheu uma boa música e me emprestou uma roupa legal e a apresentação foi ótima, recebi muitos elogios e até algumas propostas. Resultado: senti-me toda orgulhosa e o stress evaporou.
    Explicando a apresentação, eu fui uma das artistas que interveio na 4ª Conferência de Cultura de Várzea Paulista cujo tema era Diversidade Cultural e Fomento, que ocorreu neste sábado dia 22 na Câmara Municipal. Depois da minha apresentação, que foi uma das primeiras, sentei-me no fundinho e assisti a todo evento com muito interesse. Houve palestras, debates, outras intervenções artísticas, um intervalo com direito a lanchinhos deliciosos e a distribuição da 1ª Revista do MinC, que aborda os projetos inovadores do Ministério da Cultura.
    Não acho que minha apresentação foi perfeita, mas, bem, ainda não sou nenhuma profissional, e levando em consideração que foi a primeira vez que dancei de improviso, acho que me saí muito bem. Minha professora elogiou o bom uso do espaço e a movimentação das mãos. Eu me vanglorio por ter me esforçado para não ficar de costas pra ninguém (pelo menos não por muito tempo) e por ter lembrado de sorrir. Quanto ao contato visual, bem, tenho certeza de que olhei para o público, mas, sinceramente, não enxerguei ninguém. Outro ponto que considero negativo é que repeti muitos movimentos, apesar da minha professora ter discordado disso.
    Senhor, preciso dar um trato no meu cabelo.
    Um momento engraçado do vídeo (pelo menos para mim) é quando vou passar pela rampa e penso “desastrada como sou, vou tropeçar nisso aí”, então paro de dançar, atravesso a rampinha andando e depois continuo a dança. Até que não ficou feio!
    Bem, é isso aí, a prática leva a perfeição.
    Fico por aqui,
    Beijocas da Meh

    sexta-feira, 21 de junho de 2013

    A Chata

    Sinceramente, parece que tiraram essa semana pra me azucrinar. Já ouvi sermão do meu irmão (“você é muito sentimental!”), da minha mãe (“quando é que você vai sair do mundo da lua?”), do meu ex (“eu não podia te dar o tempo que você merecia, como é que a gente podia ter algo sério desse jeito?”) e até da instrutora da oficina, que me desafiou a escrever algo totalmente inverso ao padrão que costumo escrever. Além disso, mais uma vez terei que usar uma roupa emprestada para fazer uma apresentação de dança. E não há condições pra eu entrar na faculdade, não vai dar pra arcar com os gastos de um curso.
    Resultado: meu humor está péssimo. Estou arrasada. Sinto-me derrotada. E o pior é que eu não tenho ninguém com quem conversar.
    Não estou acostumada com as pessoas me criticando, o que é muito ruim, pois sei que ouvirei ainda muitas críticas ao longo da vida, principalmente se quiser trabalhar nessa área de escrita e prestação de serviços. Meu irmão tem razão, sou muito fraca nesse sentido, preciso aprender a ser mais fria. E outra coisa que me prejudica é minha boca grande. Quando me dou conta, já ta falado, já era.
    Infelizmente, não dá pra voltar atrás. Não adianta pedir desculpas. Não posso retirar o que disse. Não posso consertar o que fiz. Também não adianta ficar aqui lamuriando. Mas não quero partir pra outra. Ainda penso nele. Ainda sinto sua falta. Ainda to sofrendo com a frustração.
    Queria poder chamar ele de bobo. Você sabe quem. Ele sabe porque.
    O problema é que eu sou chata, e uma pessoa chata não gosta de deixar as coisas mal resolvidas para trás. Por isso a gente sofre. Porque nessa de querer colocar todos os pingos nos I’s acabamos ouvindo coisas que não gostamos, acabamos nos machucando.
    Por que é que eu tenho que desejar coisas impossíveis? Dançar. Publicar livros. Fazer faculdade. Impossível, impossível, impossível.
    Quero um chocolate grande, escuro e mega gorduroso, por favor.

    quarta-feira, 19 de junho de 2013

    Risco Incalculável

    Pegou-a pelas mãos e correu para se esquivar das balas de borracha que atiravam contra eles. A garota ofegou e sorriu para ele, agradecendo. Depois ergueu seu cartaz e voltou a encher os pulmões para gritar em uníssono com a multidão em protesto.
    Ele a olhou cheio de admiração. Pensou na faculdade de engenharia que seus pais estavam bancando. Seu carro novo estava estacionado logo ali na esquina. Era por ela que estava ali. O preço alto das coisas não afetava sua estabilidade financeira, mas sabia como aquelas pessoas inconformadas se sentiam, afinal tinha uma namorada linda que apreciava um estilo de vida ecológico e era democrata demais para não se juntar à manifestação que ocorria nas ruas do Brasil.
    Todavia, sua inteligência matemática não foi o suficiente para calcular as consequências que o vandalismo e a violência ao seu redor podiam trazer para eles. Não foi ágil o bastante quando um pedaço de madeira arremessado por alguém lá de trás se chocou contra a cabeça dela.

    segunda-feira, 17 de junho de 2013

    Escarlate

    Encarei os dias do calendário na tela do meu celular. Atrasada. Três dias. Era o suficiente para ter certeza? Um sinal anunciou o término do intervalo e me arrancou dos meus pensamentos. Tinha que voltar para a sala e me concentrar nos estudos. Era tudo o que eu podia fazer naquele momento.
    Eu não podia ir ao posto de saúde sozinha, já que ainda era menor de idade. Eu podia juntar dinheiro e comprar um teste de gravidez. Eu podia ter tomando aquela pílula do dia seguinte. Ou melhor: eu podia ter conversado com a minha mãe e começado a tomar anticoncepcional antes de pensar em...
    Minha mãe ia pirar. Ela vivia dramatizando a importância de conservar a nossa “pureza”. Eu nem estou comprometida.
    Ainda me lembro da rouquidão presente na voz dele ao sussurrar palavras bonitas em meu ouvido. Ainda esperava que ele fosse aparecer na saída da escola. Mas eu sabia que ele não ia voltar. Eu sabia, mas não queria acreditar. Agora eu estava sozinha. Um dia vão me perguntar sobre o pai... E o que eu vou dizer?
    Meu pai vai me matar. Vai me expulsar de casa. Vou ter que romper os estudos.
    - Professora, licença, eu preciso ir ao banheiro.
    Saí quase que correndo da sala de aula. Não podia permitir que me vissem chorando. Estava indo tão bem, fingindo que nada tinha acontecido. Já me bastava minhas noites mal dormidas. Os enjoos estavam se tornando cada vez mais frequentes. Uma hora iriam notar. A fofoca ia chegar ao ouvido dele. Ele me procuraria. Ou não?
    Tranquei-me num compartimento do banheiro e comecei a soluçar baixinho. A barriga ia começar a crescer a qualquer momento, não podia esconder isso dos meus pais. Terei que fugir de casa. Ou isso ou eu cometo um crime. Eu, euzinha, uma assassina, já pensou?
    Ouvi a porta sendo aberta, sufoquei o choro no mesmo instante. Levantei-me e grudei o ouvido na porta, pra ver seu ouvia alguma coisa. Foi quando vi: um filete de sangue vermelho e vívido descendo pela coxa direita. Em harmonia, as lágrimas vieram aos olhos, e dessa vez não me importei se me ouviriam, se comentariam. Um sorriso de alívio brincava entre meus lábios.
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