quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Oficina de Cenografia Teatral Contemporânea





As observações a seguir foram feitas com base nas minhas anotações da Oficina de Cenografia ministrada por Daniel e Marília na Casa da Cultura em Jundiaí. Corrijam-me se eu estiver errada.

O que é Contemporâneo

  • Entende-se por contemporâneo aquilo que causa forte contraste, seja nas cores, no ambiente, na disposição dos objetos, no figurino, na interpretação dos personagens, na música e etc.
  • Coetâneo é aquilo que segue a linha do tempo, ou seja, a arte é feita conforme a época em que se encontra. O contemporâneo vai contra ao que é moderno. Devido a isso, há muita relação com o realismo.
  • O modelo aristotélico de teatro opõe-se ao costumes sociais considerados normais. Zietgeist significa "o espírito da época". 

Elementos do Teatro Cotemporâneo

  • A encenação se mistura com a performance. 
  • Ele utiliza o corpo como objeto, e o tempo como linguagem. 
  • Na maioria das peças, o público se envolve com o teatro, participando e contribuindo na encenação. 
  • Nem todos que interpretam são atores, pois o teatro contemporâneo abre alas para a multidisciplinaridade na arte, ou seja, vários tipos de artistas se apresentam com dança, música, etc. 

Ferramentas Importantes

  • Iluminação, cores e música: Em conjunto (ou não) eles mexem com o inconsciente de quem assiste. 
  • A iluminação tem a função de revelar significados. Com luz podemos trabalhar intensidade, volume e dimensão. 
  • O tripé da equipe de criação consiste em encenação, espaço e luz.

domingo, 21 de outubro de 2012

Elementos da Dramaturgia



Abaixo, os principais elementos da dramaturgia, característica do uso da palavra que servem como importantes ferramentas para o dramaturgo. Não são impostas como regras, e é opcional usá-las ou não. Tal lista foi estudada e comentada durante uma oficina de dramaturgia ministrada por Tábata Makowski na Casa da Cultura em Jundiaí/SP.



1. Rubricas

  • Cênicas: O que acontece
  • Dramáticas: Como acontece
  • Como um diálogo criativo entre dramaturgo e encenador: Descrição psicológica

2. Falas

  • Palavra-ação: Exige uma resposta de quem ouve
  • Palavra-descrição: Descreve fisicamente ou psicologicamente o ato
  • Monólogo: Reflexão e/ou devaneio do personagem
  • Diálogo: Falas contidas - uma fala provoca a outra
  • Personagem-linguagem: Quando as palavras constroem o personagem

3. Contexto

Responsável pelo ruído causado pelo texto. Pode se referir a:
  • Lugar/Condições em que a ação dramática se dá
  • Contexto como potencializador e/ou modificador do texto

4. Instâncias

  • Cotidiana: Que descreve o que está acontecendo
  • Lírica/Poética: Que reflete sobre o que está acontecendo (ou não)
  • Transição entre Instâncias: Quando alterna entre fatos e devaneios/ilusões

5. Tipografia

Escrever peças é fazer arte com as palavras. O estilo de escrita define a personalidade do dramaturgo. Você decide se quer nomear ou numerar ou blábláblá os personagens. Você decide se quer descrever as ações ou não, se quer criar falas, se quer criar o ambiente. Você decide até onde quer definir o personagem, e como quer fazê-lo. Você decide como quer formatar seu texto. Todavia, para fazer uso de tipografia é preciso ser consciente de um(a):
  • Motivo
  • Estrutura
  • Conteúdo


Sabe o que eu notei? O roteiro é um texto regrado que auxilia na encenação. A dramaturgia é um texto livre que impõe regras na encenação.
A ferramenta do dramaturgo é a palavra. Cabe a ele deixar pistas para o encenador. Quem pegar o texto escolhe como quer responder à sua provocação.

Para acessar:

Para ler:

  • Blasted, Sarah Kane (Uma boa descrição dos personagens)
  • Dorotéia, Nelson Rodrigues (Forte descrição física dos personagens)
  • Pinokio, Roberto Avim (O cara viaja na tipografia do texto, constuindo estrofes poéticas)
  • Dias Felizes, Samuel Beckett (Num certo trecho ele descreve cada ação do personagem)
  • O Fim da Realidade, Richard Maxwell (Os personagens são enumerados)
  • O Programa de Televisão, Micel Vinaver (Esse cara não usa pontuação!)
  • Homem sem Rumo, Arne Lygre (Os personagens são diferenciados com iniciais)
  • Paisagem, Harold Pinter (Ele gosta de usar pausa)

sábado, 20 de outubro de 2012

Reencontro com o Teatro

Neste última semana (15-19/outubro) rolou a 5ª Mostra de Teatro de Jundiaí, que contou com apresentações de grupos de todo o estado na sala Glória Rocha (localizada no Centro das Artes), além da mostra paralela itinerante, no centro e nos bairros da cidade e oficina culturais gratuitas de Dramaturgia e Cenografia, na Casa da Cultura.

Participei de ambas as oficinas. Meus trabalhos não ficaram perfeitos, pois ando meio alienada ao teatro, mas só o fato de eu ter participado das oficinas - ao contrário de muitos que se inscreveram e não compareceram - significa que estou querendo me envolver em essa arte, e esse foi meu primeiro passo. Pena que nem todos compreendem desta maneira.
Aliás, essa foi minha principal dificuldade para me enturmar: a turma toda era bem informada, já eu era alheia ao que falavam. Muitas vezes me senti leiga no assunto.

Para concluir, assisti a última apresentação da mostra, na sexta-feira. Me arrependi de não ter ido nos outros dias, pelo muito que foi comentado, foi muito bom. Pena que há uma deficiência na divulgação de eventos culturais que faz com que nem todos os moradores da cidade fiquem sabendo o que está havendo de interessante. Se você não é do meio, a informação dificilmente chega a você.


Cenografia


Cenografia é a arte, e ciência de projetar e executar a instalação de cenários para espetáculos teatrais ou cinematográficos. Alguns autores confundem com um segmento da arquitetura. A cenografia é parte importante do espetáculo, pois conta a época em que se passa a história, e conta o local em que se passa a história, pelo cenário podemos identificar a personalidade dos personagens. Entre os profissionais envolvidos nas atividades de cenografia estão cenógrafo, cenógrafo assistente, cenotécnico, contra-regra, pintor, maquinista, forrador, estofador aderecista, pintor de arte, maquetista.
Fonte: Wikipédia



Os ministrantes (Daniel Sommerfed e Marília Scarabello) fizeram uma apresentação da Cenografia Teatral Contemporânea com base em imagens, fotos, vídeos e outros materiais. No final da oficina foi proposto uma atividade onde tínhamos que construir uma maquete com base nas impressões obtidas a partir de um objeto comum.
A Marília é um amor de pessoa, muito humana e atenciosa, adorei conversar com ela, ouvir suas reflexões e achei uma graça seu descontentamento com o espaço e o tempo, sempre preocupada em nos dar o melhor e o possível dentro dos limites impostos.
O Daniel é apaixonado pelo que faz e mostrava isso claramente no que falava e no que mostrava. Vi nele uma necessidade de transmitir essa paixão para a gente.
Um dos motivos que me instigou a conhecer cenografia é que eu danço. Para dançar é preciso sim um espaço que condiz com sua apresentação. E um espaço teatral com efeitos de luz e musicalidade é o sonho - imagino eu - de toda dançarina que quer se ver num espetáculo.

Dramaturgia


Dramaturgia é a arte de composição do texto destinado à representação feita por atores. O dramaturgo pode atuar na tragédia, na comédia, no drama histórico, no drama burguês, no melodrama, na farsa e até mesmo no gênero musical. Entretanto, a dramaturgia não está relacionada somente ao texto teatral, ela está presente em toda obra escrita para as artes cênicas: roteiros cinematográficos,telenovelas, sitcoms ou minisséries.
Fonte: Wikipédia


A oficina, ministrada por Tábata Makowski, teve como objetivo nos apresentar as principais caraterísticas da dramaturgia teatral, ferramentas de criação que não são necessariamente regras, a apresentação seguiu com base em referências de grandes dramaturgos. Além das leituras, construímos um texto através do tema proposto.
A Tábata é uma ótima ministrante de oficina, ela soube conduzir a turma, administrar o tempo e o espaço, fez um planejamento de conteúdo perfeito. Todo mundo participou, discutiu e se envolveu. Por mais que teve poucas pessoas, as poucas que tiveram absorveram bem o conteúdo e deram o melhor de si nas atividades propostas.
Mas meu negócio é romance, não há jeito. Todavia, que mal tem eu querer conhecer e aprender outras estruturas textuais? Sei que é irritante usar meus textos literários para justificar meu modo de escrever, mas meu potencial está ali, precisava usá-lo como modelo e comparação.

Ja que estava aprendendo dramaturgia, achei que seria complementar estudar o espaço onde o teatro acontece, por isso fui fazer cenografia. Se eu consigo montar uma cena em minha mente, então eu posso criar um texto para aquela cena.
O ministrante insistiu que para trabalhar melhor em qualquer área do teatro é preciso atuar, pisar no palco. Ele não entende que, como romancista, o personagem esta dentro de mim, e isso é tudo o que eu preciso para passa-lo pro papel.

Cinza


Último espetáculo da Mostra de Teatro de Jundiaí, direcionado ao público adulto.
Aborda de maneira poética os conflitos de uma mulher que vive entre lixos de papel, tratando de procurar alguma explicação, um motivo que justifique sua trágica história. Entre caixas de papelão cuidadosamente preparadas e mediante a manipulação de um boneco encontrado, ela irá mergulhando em seu passado até chegar a um confronto de seus próprios medos e conflitos que nunca se acabam.


Pelo que compreendi, a atual formação da companhia existe a pouco tempo,  e eles trabalham exclusivamente com teatro de animação.
Esta peça está em processo de aprimoramento, foi bastante criticada pelo público pela falta de contraste, mas eu particularmente adorei o propósito e a maneira como foi colocado no palco, abrindo um leque de ícones significativos para representar o realismo.

Fiquei tão empolgada com a experiência que até pensei em entrar para a comissão de teatro. Mas já mudei de ideia. Sou apenas uma admiradora do teatro, não cabe a mim discutir projetos de incentivo para a cidade, prefiro deixar essa parte política para quem entende do assunto e sabe o que está falando.
Devia ter pegado os contatos da Marília, Daniel e Tábata para vocês, né?


Às vezes me sinto perdida e confusa. Sempre com aquela sensação de deslocamento. Não sei se estou na cidade errada, se vim da família errada ou se ando com as pessoas erradas, só sei que sinto que não sou daqui, que esse não é o meu lugar. Preciso mudar de bairro.
Engraçado quando encontro alguém como eu, com quem converso de igual para igual, quando estou numa oficina de artesanato ou quando assisto uma peça de teatro em meio a pessoas que apreciam aquilo. Eu me encontro.
Talvez o errado esteja em mim, não?

Outubro

Poxa, preciso dar uma bela filtrada neste blog. Esqueço que tem gente que lê isso, e aqui contém muita informação inútil e muitos dramas particulares.
A ideia era personalizar meu blog e todas minhas redes sociais para ficar com um ar mais profissional, mas a designer que tinha começado a cuidar disso não pode mais me atender por motivos pessoais, então meus planos desandaram.
Depois pensei em criar um site central, com todas as informações principais e necessárias nele, sempre redirecionando para minhas demais redes. O site saiu (melissaart.net), mas não saiu como eu esperava, talvez porque fora feito numa plataforma de wordpress, um sistema que não abre muitas possibilidades de criação.
Agora estou pensando em criar um  novo blog onde eu possa tratar de diversos assuntos, anulando o site e meus dois blogs atuais (todos os posts iriam para lá). Se alguém souber de uma boa designer de Blogger me avise =)


Eu sou a mais pequena ¬¬
Não estou dançando - não regularmente. Tentei ensaiar com as meninas do Espaço Cidadania, recentemente fiz uma apresentação com a primeira turma da Sol, mas não estou fazendo nada fixo em relação a Dança do Ventre.
A verdade é que depois que minha amiga parou, me faltou incentivo para ensaiar.Além disso, a natureza das aulas mudaram, eu gostava dos exercícios, da explicação teórica e dos deveres de casa. Nunca parei de dançar de verdade, sempre estudei em casa e, como vocês sabem, até fiz aulas particulares e participei de workshops.
Minha principal dificuldade para acompanhar as turmas é que me sinto uma intrusa num grupo já formado, além disso eu gosto de estar sempre apreendendo conteúdos novos e prefiro criar minhas próprias coreografias. Sinto-me tão egoísta. É egoísmo querer fazer aulas em grupo, mas preferir dançar sozinha? Desse jeito, como é que vou me sentir segura para dar aulas?!

Quanto a ideia de trabalhar por conta e me registrar como micro empreendedora... Bem, quando você vive com a família, os problemas da família se tornam seus problemas, e isso meio que atrapalhou meus planos pessoais. Quero sair de casa e morar sozinha, mas me sinto tão dependente da minha mãe!
Vou prestar concurso público, e enquanto não der certo quero arrumar um emprego de meio período, assim não vai atrapalhar minhas atividades e poderei pagar minhas continhas.
Minha vontade mesmo é trabalhar com artes, mas aqui no Brasil artes é hobbye. Minha mãe mesmo não leva nada disso a sério.
Não tiro fotos em bibliotecas

Estou lendo a trilogia erótica que está na boca das mulheres: Cinquenta Tons. Assim que ler a última obra faço um post sobre a trilogia (!). Enquanto isso, estou me deliciando com algumas obras de Marian Keys, minha predileta.
Recentemente, assisti alguns filmes bastante filosóficos, entre eles O Homem que Copiava, Os 3, Antes do Amanhecer e O Palhaço. Obrigada Vlad =)
E, finalmente, agora estou com internet em casa, ou seja, deixarei de ser um zumbi. Se não fosse pela minha Gloss eu seria uma perfeita ignorante.
Visitando exposições...

Até o final do mês é para eu ter feito vestibular e entrado para um grupo de estudo que é a minha cara: Estudo psicológico dos clássicos da literatura.
Ando me inscrevendo em bastante oficinas, todas em relação a teatro, literatura, dança. Quando estou nesse meio eu me sinto em casa.
Em breve estará no ar (thesimstv.net) minha primeira história com The Sims em vídeo! Chama-se Alice, e conta o drama de uma jovem com seu emprego, sua família, seus amigos e suas paixões, ela tem uma gata muito fofa chamada Baronesa. Segue o teaser para vocês curtirem um pouquinho previamente:


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Podia ser assim...


Currículum Vitae

Mariana Lourenço da Silva


23 anos
Solteira

Objetivo

Atuar na área literária como escritora.

Formação

  • Criação Literária (graduação)
  • Humor e Criatividade (especialização em comédias românticas)

Experiência Profissional

  • Palestrante e ministrante de oficinas de literatura em diversas bienais brasileiras e internacionais
  • Contadora de histórias em bibliotecas e escolas públicas com foco em adolescentes e jovens
  • Assistente da secretaria de arte e cultura por 3 anos, desenvolvendo projetos literários para o benefício da comunidade

Principais Habilidades e Qualificações

  • Leitura Interpretativa
  • Domínio da Língua Portuguesa
  • Facilidade para Comunicação
  • Escrita criativa

Manuscritos

  • Trilogia Amor & Castigo



- Bom currículo. O que a traz em minha editora, exatamente?
- Estou procurando um emprego.
- Como escritora?
- Romancista, mais especificamente.
- E por que você escolheu esta editora?
- Diferentemente das demais, vocês são importância e apoio ao escritor em si, não somente a sua obra.
- Isso é profissionalismo, Mariana. A obra boa se encontra no escritor bom com um pouco de incentivo e treino. Mas vejo que a srta ainda não publicou nada...
- Me chame de você, por favor. Ainda não publiquei porque não acredito que meus manuscritos estão bons o suficiente para se lançar no mercado editorial.
- Mas se você não confia em si mesma, porque eu confiaria?
- O senhor é um editor experiente e poderia me orientar, visando minhas principais habilidades em constante aprimoramento.
- Certo. Mas, ainda assim, não deveria me enviar um resumo das obras para então comparecer aqui após meu consentimento?
- Como darão importância ao que diz minhas obras se não me conhecerem primeiro?
- Compreendo seu ponto de vista. Caso sua história e sua estória me agrade, podemos fechar um contrato válido por um ano para publicarmos a trilogia...
- Não.
- Como?
- A trilogia foi escrita há alguns meses, preciso de tempo para revisá-la e reescreve-la antes de encaminhar para publicação.
- E por que não fizera isso antes de se encaminhar à minha editora?
- Porque gostaria de contar com seu auxílio no meu processo de criação.
- Ok, posso opinar enquanto...
- Não.
- O que foi desta vez?
- Por favor, apenas acompanhe, deixe para opinar somente quando estiver concluído, se não você pode interromper minha linha de pensamento.
- Como quiser, Mariana. Pode me entregar uma sinopse das obras?
- As sinopses não são confiantes. Elas ocultam partes importantes da história que não podem ser reveladas previamente, e podem passar uma impressão diferente da impressão que cada leitor pode ter com a leitura.
- O que está dizendo?
- Posso construir uma sinopse, mas não estou certa de que o livro seguirá exatamente o rumo que eu traçar, e pessoas diferentes enxergaram o livro de maneira diferente, neste caso a sinopse só atrapalha.
- Então apenas escreva um rascunho, preciso ver se escreve bem.
- Ora, perdoe-me, mas eu poderia usar um vocabulário pobre, com erros ortográficos para narrar uma história clichê e ainda assim escrever bem!
- Impossível!
- Claro que não! As palavras não são importantes, e sim a maneira como são postas. A história não é importante, e sim a maneira como ela é contada.
- Está me dizendo que pode usar um conto tradicional como base, fazer uso de palavras coloquiais e ainda assim impressionar o público com o que escreve?
- Não é isso que os escritores atuais estão fazendo?
- Está contratada.
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