segunda-feira, 30 de maio de 2011

Dicas Extremamente Úteis Para Quem Deseja Matricular-se Em Uma Nova Escola


Você está de saco cheio da sua escola, ou arrumou briga com a maioria dos estudantes de lá, ou arrumou uma namorada (o) que estuda em outra escola, ou você mudou de bairro e precisa de uma escola mais próxima a sua casa, ou simplesmente quer mudar de escola e ponto. Eis aqui um manual com tudo que você precisa saber sobre ser um aluno novo e tudo o que precisa observar atentamente antes de começar a estudar na escola escolhida.

I.            Ao se tornar um aluno novo
a.       Você corre o risco de ser alvo de críticas e zombação;
b.         Você receberá questionários freqüentes por parte de seus novos colegas;
c.      E será considerado um grande suspeito do ponto de vista dos professores, que farão de tudo que estiver em seus poderes para te testarem e descobrirem se você é um bom menino (a).

II.            Ao se tornar um aluno novo
a.       Você corre o risco de ser alvo de comentários e assediação;
b.       Será paquerado inúmeras vezes apenas por se tratar de ser uma pessoa “de fora”;
c.         Prepare-se para centrar-se e não ceder a tentação das inúmeras pessoas novas e atraentes que encontrar, inclusive seus educadores.
d.      d. Ah, afinal, um ou outro pode bajulá-lo e você terá de agradá-lo a altura.

III.            Antes de tudo, observe se a escola possui:
a.       Banheiros;
b.       Salas de aula;
c.        Carteiras e cadeiras em bom estado;
d.       Janelas e uma porta em cada sala;
e.       Cortinas nas janelas (ou você não se importa se o sol bater de frente com sua cara?);
f.        Quadras para educação física;
g.        Refeitório;
h.       Bebedouro;
i.        Pátio e outras coisinhas que possibilitarão que você passe cinco ou mais horas do seu dia trancado lá dentro.

IV.            Antes de tudo, observe se a escola possui:
a.        Professores de diversas disciplinas (alguém precisa ensinar algo, certo?);
b.        Um (a) diretor (a);
c.         Merendeiras;
d.       Faxineiras (senão no fim sobre para você);
e.          Secretárias;
f.        Alunos de ambos os sexos (a não ser que esteja indo para um convento ou algo assim).

V.            Cuidado com a localização.
a.       Se a escola se encontra próximo a periferias ou no meio de uma, acredito que não será muito confortável estudar nela, afinal você pode presentear tiroteios, sofrer com assaltos e caso os alunos não for com a sua c. cara... xiii, você tá ferrado.
b.       Atenção para escolas localizadas no meio do nada, sem nenhuma movimentação em sua volta e com pontos de ônibus distantes: Talvez não seja exatamente uma escola, mas uma associação de bruxos e etcétera e tal.

VI.            O uniforme
a.       Precisa ter um design que você aprecie, ou então terá que usar blusas gigantescas para cobrir aquela camisa transparente alaranjada com golas e mangas azuis, cujo logotipo da escola seja um gavião sanguinário desenhado nas costas.
b.       Se não houver necessidade de usar uniforme... Bom, acho que isso é bom, apesar de perder-se a organização ou que você goste de usar uniformes (você é a única pessoa, acredite nisso). Só tome cuidado para não começar uma competição da melhor roupa, ou para não ser confundida (o) com a faxineira.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Lista: os 10 melhores professores que já tive

Eu admiro a profissão de professor, independente da especialidade deste. Como você pode observar na minha biografia aí do ladinho, essa foi a primeira profissão que desejei. Ainda pequena, assim que comecei a frequentar a escola, decidi que seria professora, mas uma professora de verdade, do tipo que ensina e educa. Por fim, resolvi fazer uma lista dos dez melhores educadores que já tive, com suas respectivas características.

1. Isabel (2001)
Ah, minha amada professora da primeira série. Todos sabemos que para dar aulas para crianças não basta apenas saber ensinar e compreendê-la, tem que se familiarizar com ela. A Isabel era como uma madrinha para mim. Ela conversava com os alunos, dava broncas quando necessário, mas explicava por que estava fazendo aquilo. Lembro que quando eu estava triste e/ou magoada, ela me levava para fora da sala e conversava comigo, chegava até a me abraçar. Visto que eu sentia muita falta da minha mãe e tinha medo de professoras devido aos traumas que passei na creche, ela me ensinou a superar tudo isso, me ensinou a gostar da escola, a gostar de aprender. Então, eu passei a chorar sempre que tinha que faltar a escola.

2. Daniela (2004)
Até hoje eu me lembro da forma como ela entrava na sala de aula usando aquelas saias indianas, toda deslumbrante em cima de seu salto alto, sentava-se sobre a mesa e começava a explicar a matéria, com um sorriso contagiante no rosto. Ela era do tipo que parabenizava um aluno quando ele acertava alguma coisa, do tipo que apontava suas qualidades e ajudava a superar suas dificuldades. Ela me ensinou a sambar na aula de educação física. kkkkkk!

3. Elisângela (2005)
Ela me deu um livro de presente. Ela foi a melhor professora de artes que já tive, nos apresentou pintores memoráveis, nos ensinou técnicas de desenho e pintura. Ela foi a única pessoa capaz de arrancar um desenho bonito de mim. Eu aprendi a apreciar artes com ela.

4. Valéria (2005-2007)
A melhor professora de português que eu já tive. A forma como ela ensinava tornava tudo mais gostoso de aprender. Sempre variava suas aulas, passava atividades dinâmicas, trabalhava nosso vocabulário, estimulava a produção de texto, distribuía livros e quadrinhos para desenvolver nossa criatividade, conversava com o aluno sobre seus erros repentinos. Ainda hoje, vira e mexe, eu me lembro de algo que ela me ensinou. Nossa, que saudade que eu sinto dela!

5. Andréa (2005-2007)
Nossa, como ela brigava comigo. Andréa era uma loira alta e magra e bonita e, ao mesmo tempo, assustadora. Ela dava aula de educação física. Se não fosse pela minha vida sedentária, minha tímidez e pela minha turma, eu teria tirado bom proveito das aulas dela. Ela ensinava o que podia na parte teórica e prática, passava trabalhos, provas, atividades, e nos fazia exercitar muito. Os outros professores que tive nessa disciplina simplesmente nos deixava fazer o que quiséssemos durante a aula. Sentia muito a falta dela quando me dei conta do quanto ela era genial.

6. Ahh, a professora de história que eu esqueci o nome (2007)
Ela era tão simpática, eu nunca fui muito fã de história, mas a forma como ela ensinava fez a história se tornar mais interessante para mim. Quando mudei de escola, a história voltou a ser chata (como é até hoje).

7. Darci (2010)
Outra professora maravilhosa de português. Tive aulas com ela num curso de assistente administrativo, ela nos passou o módulo comunicação oral e escrita, nos ensinou a fazer apresentações com palestras, leitura interpretativa, falar ao telefone, escrever redações empresariais, passava atividades dinâmicas e deliciosas de fazer.

8. O professor bonitão (2010)
Enfim, um homem! Meu professor de contabilidade, matemática financeira e rotinas administrativas que eue não lembro o nome porque eu adorava chamar ele de fessor porque ele ficava super sem graça quando eu fazia isso. Ele era lindo, aparentava ter uns 25 anos e tirava o fôlego. Mas ele era casado, tinha filhos e sua idades era 35. Quem nunca se apaixonou por um professor? Eu delirava quando ele começava a explicar a matéria. Adorava o sotaque dele, uma mistura de estrangeiro com paulista. Quantas vezes eu me perdia na sua aula e tinha que pedir explicação particular. Quantas vezes ele ouviu eu fazendo comentários maliciosos sobre sua pessoa na minha roda de meninas. Nossa, ele ficava tão sem graça com a gente! E aquela vez que pichamos o carro dele? Tá legal, foi com o dedo. Mas não é só por isso que ele era um professor maravilhoso, ele dava aula super bem, fazia aqueles cálculos todo parecer tão simples e fácil, tornou a matemática no mínimo atraente para mim. Ah, e eu sempre me senti atraída por caras inteligentes, então sempre me excitava quando ele dava aula e sonhava com ele quando ia dormir. Hilário. Mas isso me fez decorar a matéria, eu era louca para impressioná-lo.

9. Solange (2009-2011)
Apesar da altura de sua voz, que se eleva quando vai te repreender, falar que seu texto está ruim etc, ela é uma boa professora de português. Gosto da sua aula, ela é firme, curta e grossa, realista, fala o que tem que falar. Só acho que ela devia ser um pouco mais sensível. Ela repara o mínimo dos erros, nunca lhe dá 10, faz você tremer, em certas situações te constrange e me deixou com média 6 no mês passado. Aquele que teve aula com a Solange e nunca sentiu vontade de voar no pescoço dela está mentindo.

10. Solange (2010-2011)
Ou, como é popularmente conhecida, Sol. Minha professora de dança do ventre. Ah, não tenho muito o que falar, eu amo ela. Ela me deu coragem para me apresentar na frente de 200 pessoas mesmo com as pernas bambas. Solidária, simpática, extrovertida, gordinha. Ela usa umas expressões para decorarmos os passos de dança que faz todo mundo cair na gargalhada. Como é? Puxa fiozinho e pinta parede? Penteia e despenteia? Bolinha?  Tô-nem-aí? Kkkkkkk


É provável que poucas das pessoas citadas acima lembre de mim. Espero que a Valéria tenha me visto no jornal, ela me ajudava tanto.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aquele dia, naquele quarto

Acordei me sentindo poderosa. Meu namorado me dissera que eu estava com um ar de perigosa. Ele estava certo.
Eu simplesmente havia me cansado de suas inúmeras reclamações, sobre meus cabelos, sobre o modo como eu me vestia, sobre minha maquilagem, sobre a maneira como eu cozinhava um arroz. Vivia me dizendo que, como uma garota comprometida, eu devia ser mais comportada. Eu não queria ser comportada. Eu não suportava mais ouvir sua voz em me ouvido, dia e noite, a toda hora, criticando, questionando, opinando...
- Maquilagem forte chama muita atenção!
- Por que você não prende o seu cabelo?
- Essa regata é justa demais, que tal aquela bata?
- Tira esse salto, coloca esse tênis aqui...
- Que tal se formos num lugar mais reservado hoje?
- Ah, cala a boca! - respondi naquele dia, antes que ele começasse a falar.
Eu havia me cansado daquele mundo, eu queria ser eu mesma, eu queria quebrar suas regras, eu queria fazê-lo parar de impor barreiras na minha vida, no meu eu. E naquele dia eu acordei com a certeza de que eu podia.
Puxei-o para o meu quarto, dizendo-lhe que tinha preparado uma surpresinha. Ele se animou. De início, assustou-se com os inúmeros rostos colados pela parede.
- É para eu me inspirar. - expliquei.
Isso, era isso! Era isso que estava causando toda aquela confusão dentro de mim: Eu estava inspirada! Havia passado a manhã toda lendo uma daquela revistas femininas como a tempo eu não fazia, e de repente ela veio de encontro comigo e me inundou. Ah, ela, a inspiração, fora ela quem me fizera picotar a revista e colar os rostos na parede.
Eu queria mudar. Eu queria ser o que sempre fui, mas nunca tivera coragem de mostrar. Eu queria que meu namorado me conhecesse, ultrapasse a superficialidade e reconhecesse o que tinha dentro de mim, minha verdadeira personalidade, eu sempre quis mostrar minha cara, e naquele dia eu podia, pois estava inspirada para isso.
Eu queria os olhos de Amy Winehouse, o atrevimento de Lady Gaga, os cabelos de Alice Decall, os lábios da Rainha Branca de Alice no País das Maravilhas... Separei tesouras, pentes, maquilagem, bijuterias, spray de cabelo e uma pilha de roupas novas, personalizei meu quarto e trouxe meu namorado, para que ele assistisse de perto a revelação de mim mesma.
- Sente-se aí. - ordenei - está preparado? - não permiti que respondesse - o show vai começar. - sorri maliciosamente.
Pus-me na frente do espelho, comecei pelos cabelos, longos e castanhos. Cortei cinco dedos do comprimento e criei um franjão por cima dos olhos.
- Você gosta desse tênis? - questionei, e pichei todos meus calçados, todas minha roupas comportadas. - de agora em diante, é isso que vou usar: saltos de boneca. Gostou?
Ele estava boquiaberto, alegando a todo momento que eu tinha usado algum tipo de droga.
- Vocês está louca Mariana?
- Mariana não! Mary. Sabes que não gosto do meu nome, sempre soube, por que insiste?
Tracei o lápis preto no contorno dos olhos e depois esfumei. Abusei do batom vermelho e uma fina camada de gloss nos lábios. Colori as pálpebras de rosa cintilante. Coloquei aquele decote maravilhoso que ele detesta. Vesti aquele shorts jeans curto que eu não vestia desde que começara a namorar.
- Acho que vou fazer uma tatuagem bem aqui... - sorri.
- Não Mariana, por favor! - implorou ele.
- Mary! - gritei.
- Ok, Mary, pare, se você continuar nós vamos terminar!
Ri. Joguei-me por cima dele, beijei-o. Ele tentou me abraçar, mas segurei suas mãos ao alto.
- Por que está me segurando?
- Porque é a minha vez de brincar.
- Como assim? Eu nunca brinquei com você.
- Você sempre me tratou como se eu fosse sua marionete. Hoje é a minha vez. Quem manda em mim sou eu.
Rasguei suas roupas.
Fizemos tudo do meu jeito, ele querendo ou não.
- Ei, eu não conhecia esse seu lado. Sabe de uma coisa? Até que eu gostei! - disse ele, dando-me um beijo no rosto e sorrindo para o teto.
Olhei para sua face, olhei para o teto, olhei para meu corpo nu. Sim, eu faria uma tatuagem ali mesmo. Arranquei a aliança do dedo, onde estava gravado a data de dois anos atrás, e lhe entreguei.
- O que é isso, Mary? Achei que tínhamos feito as pases, que sua crise de loucura tinha se cessado...
- Você se enganou. Eu quero me libertar.
E foi a partir daquele dia, naquele quarto, que eu comecei a ser feliz.
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